O amesquinhamento da estética urbana
De como, asperamente bonita em sua provisoriedade e mutação, São Paulo vem se tornando uma cidade visualmente desagradável por falta de uma política, e sobretudo de uma clara vontade, de embelezamento
Federico Mengozzi e Jule Barreto
Fotos de Jesus Carlos/Imagenlatina
Ilustrações de Edison de Souza
Economicamente pujante, multicultural, laboratório de inovação social... mas cinzenta, confusa. Feia. É quase um consenso entre os que discutem a cidade. Feia mesmo?
A bem da verdade, é tornada feia. A gigantesca massa construída, os logradouros, a topografia e a arquitetura são personalíssimos e nem cabe considerá-los feios em seu conjunto: são a marca da cidade, e nenhuma cidade é feia em si mesma. O que há é uma produção artificial de feiúra. Postes e equipamentos toscos e mal situados, fiação elétrica a céu aberto, pichações, caiação de guias, postes e canteiros de árvores, desleixo na manutenção dos espaços públicos e monumentos, falta de interesse e zelo pela coisa pública este é o feio real de São Paulo. Outros preferem enxergá-lo em manifestações visuais típicas dos grandes aglomerados urbanos com intensa vida comercial e de serviços: painéis luminosos, out-doors, cartazes. E há ainda quem busque, na confusão de signos e cores e na profusão das chamadas interferências urbanas, um sentido de beleza ou uma estética da energia e da diversidade.
O fato é que, como realidade socialmente construída, São Paulo é um gigantesco mostruário de desencontros estéticos. Para o historiador Nicolau Sevcenko, autor de Orfeu Extático na Metrópole, a cidade registrou um processo de crescimento espantoso e de difícil compreensão em cem anos, saltou de 240 mil para 10 milhões de habitantes. O primeiro administrador público a antever a real dimensão desse processo foi o prefeito Antonio Prado, entre 1899 e 1911. "Ele pretendeu dar à cidade uma composição urbanística à altura da riqueza que estava concentrando e com a ajuda de urbanistas franceses criou o primeiro projeto, centrado no Vale do Anhangabaú, que deu a fisionomia urbana da área central. A idéia era pensar a cidade em função de grandes áreas verdes que possibilitassem à população estabelecer um convívio interclassista, um primeiro passo no sentido de uma consciência de cidadania". Sevcenko acredita ser mais necessário do que nunca repensar São Paulo e restabelecer, nela, a escala humana e o equilíbrio estético.
O que há de verdadeiramente feio em São Paulo é o que se faz dela à margem dos processos culturais e históricos uma anti-estética mais acidental, ditada por equívocos administrativos e interesses imediatos, do que propriamente estrutural. A metrópole anárquica e tentacular de cujas origens, nos anos 20, Nicolau Sevcenko fala em seu livro está acima de padrões estereotipados de beleza, como estão as labirínticas metrópoles asiáticas e para ficar num exemplo de que pobreza não gera feiúra urbana os bairros populares caprichosamente assentados nas bruscas encostas de La Paz. Desenhem-se melhor os equipamentos, enterrem-se os fios, limpem-se as guias, cuide-se das praças, permita-se à pedra e ao cimento a sua cor natural, removam-se as garatujas de spray, consinta-se que a festa luminosa do néon expanda-se nos ambientes do entretenimento, e a cidade ruidosa e áspera e bela voltará à cena. Respeite-se a cultura que dá forma e significado ao bairro popular, integrando-a de forma privilegiada às soluções urbanísticas. Contenham-se os abusos do interesse privado, estimulem-se as práticas de embelezamento, e São Paulo resgatará um reprimido esplendor.
"São Paulo está se transformando numa cidade feia. Pena, pois seu patrimônio arquitetônico é único no mundo", diz o artista plástico Gregório Gruber. Para ele, a cidade possui lugares de grande fotogenia, como o Vale do Anhangabaú, e simplesmente deslumbrantes, como o conjunto arquitetônico da Luz. Ambas estão a exigir urgentes medidas antidegradação.
Insista-se ainda uma vez que a São Paulo feia não é aquela que resulta de sua apropriação para a convivência e o uso, da evolução social traduzida em espaço organizado. Supremos monumentos do engenho coletivo, as cidades são sempre belas, à maneira de cada uma. Liverpool e Birmingham são bonitas se respeitado o seu passado fabril. O emaranhado de vielas de Casablanca é tão interessante quanto o das favelas Heliópolis e da Rocinha. Não há feiúra urbana socialmente produzida, como a beleza o é. O comércio informal de rua, com suas barracas e tabuleiros, pode ser um dos elementos de identidade de uma aglomeração urbana se constituído solidamente ao longo do tempo, expressão de um arranjo de sobrevivência estável e em harmonia com o meio. Ou, como ocorre em São Paulo, o mais visível sintoma de uma crise no emprego e na distribuição da riqueza a irrupção de um desarranjo. Por não ser o efeito de uma lenta maturação do processo de acomodação social, integrado à cidade, resulta não na singularidade identitária, mas no feio. É evitável e, nesse sentido, artificial. Os camelôs "incomodam os pedestres, tornam a cidade feia com suas barracas e tabuleiros desajeitados e nos dão a face mais visível do enorme abismo social em que vivemos", escreveu no quinzenário PT em Movimento (edição de 1 a 15 de junho) o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Economia Informal, da CUT, Marco Antônio Maldonado. As periferias são visualmente agressivas e desagradáveis não porque seus moradores as queiram assim, ou as tenham edificado para ser feias, mas, sobretudo, porque os poderes públicos as abandonam.
Tomem-se alguns exemplos. Lugares cuja beleza arquitetônica e paisagística desaparece sob camadas de postes de cimento ao lado de outros de valor histórico, sustentando fios elétricos e de trólebus e cercados por outros, de placas de sinalização de trânsito e semáforos, como acontece maciçamente em São Paulo, podem reabilitar-se com uma providência simples (ainda que, é claro, exigindo investimento) como o ocultamento da fiação em galerias técnicas subterrâneas e a unificação da iluminação pública, semáforos e sinalização de trânsito num poste único, de linhas modernas, como os da Avenida Rio Branco, no centro do Rio. Os cabos dos trólebus deveriam ser fixados nas paredes dos prédios, dispensando postes. Um programa de mobiliário urbano livraria a cidade de abrigos de ônibus como os do Largo do Paissandu, semelhantes a casamatas de concreto sufocando a delicada Igreja do Rosário dos Homens Pretos. Os camelôs podem instalar-se em shoppings populares, beneficiar-se de linhas de financiamento e tornar-se comerciantes de fato. São Paulo é uma das poucas metrópoles do mundo, talvez a única, em que se procura impor um padrão rebuscado de piso de calçadas, com ladrilhos de estética discutível e reposição difícil, sem um a priori essencial, a valorização do pedestre e o ordenamento do uso do subsolo. Cidades como Nova York e Paris preferem pisos padronizados de cimento, lajotas simplificadas ou asfalto, práticos e de reposição imediata. Aqui e lá, os resultados estéticos são diametralmente opostos. Uma calçada paulistana, cujos ladrilhos amiúde substituídos por remendos grosseiros decorados com o mapa estilizado do Estado, presunçosamente sofisticados, disputam espaço e visibilidade com postes de cimento, paredes pichadas e sacos de lixo, não agrada à vista nem ao caminhante. Já a calçada parisiense...
A feiúra urbana não é uma fatalidade. Ela se produz por intervenções no processo de experiências coletivas que, ao longo do tempo, configuram a cidade. Tais medidas administrativas nem sempre são felizes com freqüência, são descabidas e oportunistas e não resultam em beleza. Esta, aliás, é muitas vezes tratada como algo supérfluo, atributo de dominação de classe (a São Paulo burguesa que embelezou o seu Triângulo no início do século XX) ou é vítima de experiências urbanísticas desastradas e de administrações ruins. No entanto, ela é essencial. Pensadores e urbanistas como o espanhol Jordi Borja não se cansam de insistir: "O luxo no espaço público e nos equipamentos coletivos não é desperdício, é justiça. Os programas públicos de habitação, infra-estrutura e serviços devem incorporar a dimensão estética como prova de qualidade urbana e de reconhecimento de uma necessidade social", escreveu.
A beleza urbana é, sim, uma necessidade social. Para o psicanalista Renato Mezan, ela permite às pessoas integrar-se a uma idéia de civilização: "O cidadão não se sente um indivíduo isolado, mas alguém que faz parte de uma coletividade e que é, em parte, responsável por ela", disse a urbs. "O embelezamento da cidade, o desenho primoroso dos equipamentos públicos, calçadas consertadas, jardins cuidados são um sinal de que há alguém zelando pelo bem comum. Isso atende ao lado infantil das pessoas, à necessidade de proteção, e ao lado adulto, à vontade de empreender". Mezan entende que a beleza urbana é um fator de equilíbrio, ao passo que a depredação e o abandono revelam uma revolta latente e impotente que nada agrega e fere o espírito de cidadania. Além de elemento de justiça, a beleza da cidade é fator de saúde mental coletiva.
Qual beleza?
Mas onde, e em quê, estão o belo e o feio em São Paulo? Talvez o principal motivo da feiúra que se produz na cidade seja a indefinição de um ideal estético. Há alguns anos, a revista Veja São Paulo publicou reportagem sobre poluição visual, assunto que ninguém sabe exatamente o que é a própria revista concentrou-se muito mais nos luminosos e outdoors, esquecendo-se da asfixiante fiação aérea , mas que sinaliza um difuso protesto contra o enfeiamento da cidade. Diversos leitores enviaram cartas à redação sobre a matéria, uma dos quais com a opinião de que Veneza, e não Las Vegas, deveria ser o modelo estético para São Paulo. Essa percepção rarefeita e por vezes bizarra do que pode ser belo numa cidade como São Paulo afeta principalmente o poder público que, no mais das vezes, se contenta em emitir leis que restringem as supostas fontes de feiúra, quase todas relacionadas à propaganda comercial, sem sequer esboçar um modelo de ambiente esteticamente valorizado a ser perseguido, inclusive reforçando, e não suprimindo, as características hoje rotuladas de "poluição visual".
"Centros urbanos carregados de sinais comerciais, luminosos, placas, acabam compondo um tipo de beleza", afirma o arquiteto e designer gráfico Francisco Inácio Homem de Melo. A beleza, insiste, é algo relativo. Quando um pintor como o renascentista italiano Domenico Ghirlandaio elege como modelo um ancião com o nariz disforme e produz um esplêndido retrato que hoje está no Museu do Louvre, em Paris, é preciso rediscutir os padrões estéticos, inclusive do espaço urbano. O discurso de que só a arquitetura pode conferir beleza à cidade é estreito, diz o designer. A parafernália semiótica que caracteriza uma metrópole como São Paulo, para muitos um testemunho de irremissível feiúra, pode significar beleza. Arquitetos e administradores públicos ainda estariam impregnadas daquela visão preconceituosa e limitada que Homem de Melo, em artigo escrito em 1994 especialmente para a coletânea de ensaios Entre História e Projeto, por ocasião do Encontro Preparatório ao Seminário Internacional Centro XXI, da Associação VIVA O CENTRO, denominou "signofobia".
Ele cita um exemplo de como os signos comerciais podem compor um padrão de beleza urbana associado à vocação histórica de um setor da cidade. No projeto do arquiteto uruguaio Hector Ziglieca para a Rua 25 de Março as placas e fachadas falsas existentes permanecem, por fazer parte da paisagem tradicional e expressar o vigor da região. Se é belo o que traduz a "alma" da cidade vitalidade anárquica em São Paulo, contemplação e equilíbrio em Florença e Veneza, livre jogo de sorte e azar em Las Vegas, o brilho do show biz no distrito teatral de Nova York, o compra-e-vende de tantas ruas de Tóquio, Istambul e Bangkok , qual o critério firme para distingüir o que é feio do que é bonito? Homem de Melo sugere separar ruído de informação, numa aproximação de urbanismo e jornalismo. O Minhocão, via elevada que rasga uma parte da área central da cidade, é puro ruído e poderia ser implodido sem nenhuma lástima. Seu fim contribuiria para a recuperação do Centro. Já a novaiorquina Times Square, com sua profusão fantástica de néon e demais elementos de "poluição visual", é informação. Mais ainda, é um cenário identificador, um "valor de marca" da Big Apple. O mesmo poderia ser aplicado à Cinelândia que, por décadas a fio, até os anos 60, fez da Avenida São João e redondezas um dos eixos de entretenimento mais animados e iluminados do mundo até que o progressivo abandono do Centro (com a omissão dos responsáveis pela paisagem urbana) transformasse a via no que é hoje à noite, um agônico cenário pontilhado pelo amarelo tétrico do vapor de sódio da iluminação pública.
E tem mais, prossegue Homem de Melo. Se há algo que realmente enfeia o Centro da cidade, muitíssimo mais do que qualquer sinal visual, é a degradação ambiental e a miséria. Estas sim, e não a proliferação de signos, deveriam ser o alvo das leis assegurando moradia aos sem-teto, reprimindo o uso predatório dos espaços públicos. De resto, é absurdo pretender que a cidade se transforme em Paris ou que aquela esquina central se converta num recanto bucólico. A história de São Paulo é outra. E, por isso mesmo, não se sustenta a pretensão de que sua arquitetura seja eloquente por si mesma, que dê conta de toda possibilidade de beleza urbana. Muitas vezes a placa que traz escrito "pastelaria" é mais importante do que a arquitetura que oculta. Tal posição, diz o arquiteto, pode passar a idéia de que, já que tudo deve ser aceito, então que se deixe tudo do jeito que está. Nada disso. Cada caso é um caso e exige avaliação específica. A finada Cinelândia, para ressurgir, deve ser tratada como o micro-universo de signos luminosos que historicamente foi, da mesma forma que deteriorados conjuntos arquitetônicos, como a sucessão de fachadas antigas (uma das únicas da cidade) entre o Correio e o Largo do Paissandu, na mesma Cinelândia, têm de ser recuperada como tais, sem prejuízo, no exemplo em questão, de um ambiente feericamente iluminado para isso existe a iluminação cênica. Hector Ziglieca tem fortes razões para entender que o banimento dos anúncios comerciais da Rua 25 de Março significaria esvaziá-la de seu significado para a cidade e mesmo para alguns países vizinhos um paraíso de compras.
Pichação oficial
O poder público que não vê com bons olhos painéis luminosos mesmo em zonas de entretenimento noturno, e que diz combater a pichação desenfreada, paradoxalmente é o mesmo que patrocina a mais sistemática forma de enfeiamento da cidade: a caiação de guias, postes, canteiros de árvores e, pasme-se, até monumentos. Trata-se de outra definição de feiúra urbana: resultado de intervenções incompreensíveis, ilógicas, inúteis e inconseqüentes. Burras, enfim. Contraponto perfeito aos garranchos de spray nas fachadas, a pichação oficial não tem rigorosamente utilidade alguma, a não ser como artimanha de marketing para fazer crer que a cidade está sendo bem zelada pela Prefeitura. A idéia de caiar, como lembraram os jornalistas Marcos Augusto Gonçalves e João Mellão Neto em artigos na imprensa, veio do prefeito Jânio Quadros e inspira-se no paisagismo dos quartéis, onde tudo é religiosamente pintado de branco Jânio queria transmitir justamente essa imagem à população. Maluf e Pitta gostaram e continuaram caiando. A atual gestão, gostando ou não, idem. Foi nela que mais uma vez foi caiada a bela estátua de pedra que reproduz a figura de um cão, no Largo do Arouche, numa série de atentados cujo início, na era Pitta, urbs denunciou (setembro/outubro de 1999). Em cidade alguma do mundo, inclusive naquelas sem a importância de São Paulo, se vê algo semelhante.
À parte o ataque aos monumentos, há casos em que o grotesco extrapola em agressão à própria natureza dos objetos que deveriam embelezar a rua. A Avenida Inajar de Souza, que cruza uma sucessão de bairros carentes de beleza na Zona Norte, tinha longo trecho de seu amplo canteiro central decorado por grandes rochas, num arranjo paisagístico de notável efeito dramático. Pois as últimas administrações, inclusive a atual, "mataram" as rochas. Ao ser pintadas de branco, deixaram de ser pedras. Parecem volumes disformes de gesso, encardidos e pichados, sem qualquer significado ou interesse. Mas a estética castrense transformada em política visual urbana tem, para felicidade de São Paulo, duras limitações. Por mais desatento e crédulo que o cidadão seja, vai perceber o disparate da guia caiada ao lado dos buracos da calçada, o canteiro tinindo de branco abrigando mato e árvores semi-mortas por abandono, as bordas dos canteiros centrais das avenidas do Centro, escrupulosamente pinceladas, convivendo com o lixo. A pacata rua da Vila Santa Maria, na Zona Norte, onde mora um dos autores desta reportagem, não é varrida regularmente pela AR, mas tem seus postes e guias caiados pontualmente. Fica um enorme mistério: quanto custa aos cofres públicos que se diz estarem vazios até para comprar vassouras, lâmpadas e papel higiênico para as administrações regionais gastar tanta tinta (calcule-se quanto rende uma lata ou galão, quanto custa, e multiplique-se por alguns milhares de quilômetros de ruas, duas ou três vezes por mês), com finalidade no mínimo bisonha.
urbs tentou falar com o secretário Arlindo Chinaglia, de Implementação das Subprefeituras, responsável pelas administrações regionais, mas a sua assessoria de imprensa preferiu ela mesma dar a explicação: a caiação permitiria uma melhor visualização do ambiente, principalmente a portadores de alguma insuficiência visual. Curiosamente, a mesma explicação foi dada à revista pela assessoria da Secretaria das Administrações Regionais, há alguns anos, quando procurou o secretário Alfredo Mário Savelli para que justificasse a caiação (por fim encontrado, este logo encerrou o assunto afirmando que a caiação "é uma tradição que vem do Jânio e vai continuar"). Da explicação mais recente pode-se extrair a conclusão de que São Paulo tem um número avassalador de pessoas com alguma deficiência visual, uma vez que metrópoles como Buenos Aires, Rio de Janeiro, Paris, Nova York e Cidade do México não caiam suas ruas, e, pior, uma vez que a caiação aqui se justifica pela visualização sobretudo dos limites das pistas de rolamento, essas pessoas que enxergam mal estariam dirigindo veículos, ao arrepio do código de trânsito.
Se a "borradeira" (como classificou a pichação branca o arquiteto e historiador Benedito Lima de Toledo, na mesma ocasião em que urbs procurou Savelli) fosse aplicada apenas em esquinas e pontos perigosos, faria até algum sentido para especialistas como o engenheiro Roberto Scaringella, diretor do Instituto Nacional de Segurança no Trânsito. "Desde que, é óbvio, não sature o campo visual de quem dirige", afirmou. Não é o caso. Satura sim, e também de quem não dirige. A propósito, sabe-se que o arquiteto Jorge Wilheim, homem de formação cosmopolita que organizou a megaconferência Habitat II das Nações Unidas e já deve ter visto barbaridades mundo afora, é contrário à caiação. Teria mesmo estranhado por que ela não fora suspensa pela nova gestão, de que faz parte como secretário de Planejamento Urbano.
Em tempo: a caiação é um serviço terceirizado. A assessoria do secretário Chinaglia não soube informar quanto a(s) empresa(s) recebe(m) da Prefeitura para executar tal serviço. Seja o quanto for, em função dos efeitos estéticos e da penúria da cidade, é uma feiúra caríssima. (Colaborou Ana Maria Ciccacio)
|
|
 |