A nova fase do Museu de Arte Sacra
Com o restauro do Mosteiro da Luz e a possibilidade de expandir-se para o subsolo,
a instituição recupera a notoriedade e prepara-se para o século XXI
Ana Maria Ciccacio
Fotos de Jesus Carlos/ImagenLatina
O Centro guarda relíquias arquitetônicas que se constituem em oásis de relax e fruição cultural na agitação cotidiana. Um exemplo é o Mosteiro da Luz, construído no século XVIII e cercado por um majestoso arvoredo centenário naquela que se tornou a última chácara conventual urbana da cidade de São Paulo.
No interior do mosteiro, protegido por imponentes paredes de taipa (ver o box), é inevitável envolver-se no clima de meditação do ambiente, e isto pelo fato de que o local sempre manteve sua vocação religiosa. Até hoje, no andar superior, acham-se instaladas as irmãs do secular Recolhimento da Luz, da Ordem das Concepcionistas, dedicadas à oração, mas também à manutenção de uma horta e um pomar no imenso terreno de cerca de 45 mil metros quadrados. No térreo, além da Igreja da Luz, inaugurada em 1802 e para onde convergem fiéis em busca das bênçãos e das milagrosas pílulas de Frei Galvão, beatificado em 1998 pelo papa João Paulo II, funciona desde 1970 o Museu de Arte Sacra (MAS), com uma das mais significativas coleções do patrimônio sacro brasileiro.
Visitar o Arte Sacra não é simplesmente ir a um museu. Esse composto de arquitetura colonial, acervo imagístico sacro e atmosfera mística possibilita a um só tempo o desligamento dos fluxos urbanos e uma percepção da perenidade. Segundo a diretora Mari Marino, o que encanta no Arte Sacra é justamente isso: "Estar no Centro de São Paulo, no coração da maior metrópole da América do Sul, com 10 milhões de habitantes, e poder fruir desse sossego maravilhoso."
Mantido por convênio entre a Mitra Arquidiocesana de São Paulo e o Governo do Estado, o Arte Sacra abriga um acervo com cerca de 4 mil peças. O conjunto, procedente das principais igrejas e de anônimas capelas do Estado de São Paulo, do Brasil e Exterior, cobre do século XVI até nossos dias, subdividido em coleções de imaginária sacra, prataria e ourivesaria religiosas, pintura, mobiliário, retábulos, altares, vestimentas e livros litúrgicos, além de numismática.
"A coleção de lampadários do MAS é a segunda maior do mundo em variedade, atrás apenas da existente no Museu do Vaticano", orgulha-se a historiadora Luciana Nunes, assessora da Diretoria do museu. Não menos importante é a coleção de ícones russos, se não pela quantidade, ao menos por sua representatividade nesse importante segmento da arte sacra internacional. Também é riquíssima a coleção de relicários e sacrários e, evidentemente, merece lugar de honra o Presépio Napolitano. Parte desse acervo já esteve exposto na Argentina, França e Portugal, além de estar representado com peças pontuais na Mostra dos 500 Anos, no segmento sobre o Barroco Brasileiro. Acima de tudo, o museu está inaugurando uma nova fase.
De 1997 para cá, o Arte Sacra passou por um processo inicial de restauro, que se traduz em descupinização e recuperação da maior parte da caixilharia do piso térreo, restauração da argamassa, pintura da fachada e reconstituição da instalação elétrica, neste último caso com patrocínio da Siemens. A meta, daqui para a frente, é concluir as obras de restauro faltam, principalmente, a cobertura do edifício e a reconstrução do forro, toda a caixilharia do piso superior e reforços estruturais e crescer fisicamente.
Expansão
Assim como o Louvre, que se expandiu para o subsolo por não poder, como patrimônio histórico que é, crescer para cima ou para as laterais, o Museu de Arte Sacra acaba de obter sinal verde para trilhar o mesmo caminho a partir do ano que vem. Está entre as metas do governador Mário Covas para 2001, conforme publicado em 20 de julho pelo Diário Oficial do Estado, "iniciar as obras de ligação da Estação Tiradentes do Metrô com o Museu de Arte Sacra, visando à ampliação do espaço físico" da instituição.
Quem mais vibra com isso é a diretora do MAS, Mari Marino, cuja carreira segue de perto os passos do pai, João Marino. Grande conhecedor e colecionador de arte, Marino conduziu o Arte Sacra de 1990 até sua morte, em 97, e integrou os conselhos do Masp e do Museu da Casa Brasileira. "Restaurar o museu e ampliá-lo sempre foi o sonho de meu pai. Por ele e pelo MAS vou à luta com o mesmo empenho com que batalhei pela montagem do Presépio Napolitano" (ver o box), diz a diretora. E ajuda é o que não lhe faltará.
"Fui muito amigo de João Marino", lembra o empresário e bibliófilo José Mindlin, presidente da Sociedade Amigos do Museu de Arte Sacra, que além de manter a loja do museu, que vende catálogos e outros objetos, não tem poupado esforços para levantar com a iniciativa privada os recursos necessários a essa nova fase do MAS. "Quando João decidiu revitalizar o museu, demos todo o apoio, o que continuamos fazendo agora com o trabalho de Mari. Se o Louvre, precisando modernizar-se, cresceu para o subsolo, nada mais natural que o MAS se conduza da mesma forma", diz José Mindlin.
Talvez não haja na cidade uma concentração tão interessante de instituições culturais como a que se vê no bairro da Luz, de um e do outro da Avenida Tiradentes. Na margem de maior sinergia entre as instituições estão a Pinacoteca do Estado, o Parque da Luz, a Estação Júlio Prestes com a Sala São Paulo, o Palácio Ramos de Azevedo (sede do Departamento do Patrimônio Histórico e do Arquivo Municipal), a Faculdade de Tecnologia, a Oficina Cultural Oswald de Andrade e o Colégio Renascença. E na outra, além do Museu de Arte Sacra, estão a Igreja de São Cristovão e o Liceu de Artes e Ofícios. Falta, no entanto, a "terceira margem", como imaginou Guimarães Rosa o papel conector desempenhado pelo barco nos rios.
O que houve é que anos atrás, com a transformação da bucólica Avenida Tiradentes em via de intenso tráfego motorizado, cortou-se a possibilidade de sinergia entre as duas margens da avenida, cujo leito hoje mais parece uma rodovia. Mas é possível reverter esse quadro e foi nisto que Mari Marino apostou quando consultou os técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e obteve autorização para o Arte Sacra expandir-se para o subsolo.
Mari Marino tem entre seus grandes aliados o diretor da Pinacoteca do Estado, Emanoel Araújo. "Ele foi o curador da primeira mostra de arte sacra do século XX na história do MAS, a de Brecheret, que terminou em junho. E vai assinar também as exposições de Tomás Ianelli, em meados de setembro, e, mais para o final do ano, a de Emeric Marcier", lembra a diretora. "A interligação do museu com a Estação Tiradentes irá reforçar esse vínculo."
Nos últimos anos, toda a equipe do Arte Sacra acha-se concentrada na tarefa de dinamizar o museu. Um exemplo? "Graças à Fapesp, o mobiliário da reserva técnica nós já temos", diz Mari. Foi, na verdade, um trabalho combinado. Num único pacote a instituição aprovou o pedido da museóloga Cibele Aldrovandi para desenvolver o mobiliário da reserva técnica, implantar monitoramento ambiental e estabelecer diretrizes para a proteção das peças do acervo contra o ataque de cupins, tudo feito como um trabalho de pós-graduação.
Igreja, mosteiro e museu: fachada do século XVIII
Solução refletida
No desenvolvimento do projeto de restauro do Mosteiro atuaram inicialmente os escritórios dos arquitetos Luiz Cutait e Helena Saia. No restauro e adequação da Casa do Capelão para exibir o Presépio Napolitano foi decisiva a consultoria técnica do Centro de Conservação e Restauro da Universidade Federal de Minas Gerais (Cecor), chefiado por Luiz Souza.
No caso específico da ampliação, o projeto arquitetônico será encomendado, via Conselho Deliberativo e Sociedade Amigos do museu, junto com a Secretaria de Estado da Cultura, a arquitetos com notório conhecimento na área de intervenção em imóveis tombados, explica Mari Marino.
Cutait já fez sua proposta. Sugere que se tire partido da galeria do metrô que interliga as duas margens da Tiradentes. A proposta prevê a conexão do pátio de estacionamento do museu com a estação Tiradentes do metrô sem destruir o centenário arvoredo que circunda o espaço na superfície e sem que o visitante, venha de carro ou de metrô, precise se expor ao tráfego pesado da avenida.
A solução seria rebaixar o atual estacionamento em cinco metros. No local haveria uma sala de exposições e um pequeno auditório unidos por um foyer e um bar em torno de uma praça. O rebaixamento permitiria o acesso direto ao metrô por meio de rampas. "A idéia é tornar o Arte Sacra um espaço cultural mais amplo seriam mais 390 m2 de área de exposição , em condições de abrigar exposições temporárias, palestras, ciclos de debates, oficinas e outras atividades que o integrem ao eixo cultural da Avenida Tiradentes", diz Cutait.
Na superfície
No pátio do novo MAS por certo não haverá nenhuma pirâmide como a do Louvre, motivo de inflamada polêmica nos anos 80. Porém, como o museu parisiense, o Arte Sacra também necessita de algumas intervenções na superfície, segundo a proposta de Cutait. Uma delas corresponderia a um edifício térreo (770 m2) junto ao muro de divisa do terreno para abrigar reserva técnica, laboratório de restauro, administração e refeitório.
Essa obra, com fachada de vidro para espelhar o Mosteiro, é necessária, de acordo com o arquiteto, por dois motivos: 1) hoje o espaço utilizado pela reserva técnica é pequeno e acha-se distante da sala de exposições, obrigando a um rodízio de obras pela calçada da Avenida Tiradentes, com óbvios riscos para elas; e 2) a administração do museu passou a ocupar parte da sala de exposições, obrigada que foi a desocupar a Casa do Capelão para a instalação do Presépio Napolitano.
A outra intervenção sugerida por Cutait consiste em um café em meio ao arvoredo, no pátio. "Esse café teria a finalidade de propiciar serviços hoje inexistentes", explica o arquiteto. "Quem visita museus sabe como é importante ter um lugar de descanso para um cafezinho ou um chá, algo que o MAS nunca teve." Sua localização seria o jardim entre o acesso lateral do museu em área de 87 m2 e o estacionamento, próximo aos sanitários públicos, possibilitando uma integração melhor da área externa com o museu. A solução arquitetônica proposta constitui-se de uma cobertura translúcida em meio à arborização densa, apoiada em dois pilares metálicos. "Como em todos os novos edifícios, mantemos a preocupação da linguagem própria, sem monumentalidade, porém com a conotação do novo", detalha o arquiteto.
Luiz Cutait estima que para a finalização das obras de restauro o MAS necessite no máximo de R$ 3 milhões. Outros R$ 5 milhões seriam necessários para a expansão, sendo R$ 1 milhão para o prédio da reserva técnica e o café e o restante para o subterrâneo. "Não é nada absurdo quando o que se pretende é integrar melhor o museu ao sítio urbano", diz.
Para o secretário de Estado da Cultura, Marcos Mendonça, há todo o interesse do governo em concretizar a expansão do museu. "Se conseguirmos captar recursos com a iniciativa privada, utilizando as leis de incentivos fiscais, ela será feita", garante Mendonça. No que depender da Companhia do Metropolitano de São Paulo, o interesse também é total, segundo o presidente Caetano Jannine Netto. Desse modo, é possível que daqui a dois anos e meio, no máximo, São Paulo esteja inaugurando uma nova fase na história do Museu de Arte Sacra, como aliás merece o seu acervo.
O monumento
Um dos raros monumentos arquitetônicos do período colonial a ostentar planta octogonal, o Mosteiro da Luz foi fundado e construído a partir de 1774 por Frei Antonio de SantAnna Galvão, achando-se tombado pelo Iphan há 57 anos e pelo Condephaat há mais de 20. Caracteriza-o a técnica construtiva da taipa de pilão (terra socada em formas de madeira), na época amplamente empregada em São Paulo devido à escassez de pedra, cal e óleo de baleia, materiais fartos em vilas e cidades do litoral brasileiro, mas não no planalto paulista. De sua fundação ao presente momento, o Mosteiro sofreu diversas modificações. O corpo principal em torno do primeiro claustro e igreja, correspondente à ala ocupada pelo Museu de Arte Sacra desde 1970, foi construído em 1774, com a fachada voltada para o Centro, na atual Rua Jorge Miranda. Em 1802 foi executado um novo acesso, voltado para a atual Avenida Tiradentes, com uma segunda fachada caracterizada por uma galilé sob um frontão triangular. Entre 1827 e 35 esse frontispício recebeu a sineira atual e ampliou-se um lanço na ala conventual, conforme registro iconográfico em aquarela de Miguel Dutra, de 1835. Dessa data a 1868, o frontão da antiga igreja foi modificado, perdendo sua feição clássica com a inclusão de elementos barrocos, como demonstram fotos de Militão Augusto de Azevedo entre 1868 e 75. Mais tarde, em 1908, executou-se uma grande ampliação da ala conventual, sob o patrocínio do Conde Prates, pelo lado esquerdo de quem observa o Mosteiro da Avenida Tiradentes. Nessa fase é construída a chamada Casa do Capelão. Vinte anos depois, todas as elevações da nova ala conventual receberam tratamento neocolonial, buscando-se minimizar a discrepância de estilos. Obras de restauro foram realizadas em 1966, 69-70, 80 e, finalmente, em 1998-99.
Está na história
Helena Saia
O vistoso Mosteiro da Luz, hoje impondo-se junto à Avenida Tiradentes, marcou a ocupação do antigo Campo do Guaré terra ruim para se construir devido às recorrentes enchentes das várzeas do Tamanduateí e Tietê. Sua primeira implantação foi modesta, uma simples ermida. Isso ainda no início do século XVII. A atual construção e seus acréscimos devem-se à insistência de uma religiosa que viveu no recolhimento de Santa Tereza, situado no topo da antiga colina da cidade. Helena Maria do Sacramento, a religiosa, e seu padre confessor, Frei Galvão, são reverenciados na História de São Paulo como os personagens que convenceram o astuto governador da Capitania, Luiz Antônio de Souza, o Morgado Mateus, que geria aqui os interesses do reino desde 1765. Morgado Mateus estava em contínua observância do Marquês de Pombal com a tarefa de evitar a evasão dos frutos da produção aurífera mineira e dos campos de Goiás e Mato Grosso. Essa missão chegou a resultar na expulsão dos jesuítas e num silencioso e constante controle das outras ordens religiosas, as quais poderiam auxiliar no extravio das riquezas minerais. Mesmo sob esse clima de constrangimento, havia um sutil bom entendimento entre os poderes civil, a ponto de Helena, convencida de seu desejo, acabar por contagiar seu confessor. Ambos, cada qual dentro de suas possibilidades, conquistaram o direito de erguer o belo Mosteiro, ganhando para isso a autorização oficial de Morgado Mateus. Coube ao frei desenhá-lo. Desenhou muito e construiu sem parar. Sua tarefa foi árdua e incessante. Prova disso é o croqui daquela que seria a maior alteração arquitetônica e urbanística de seu projeto, deslocar o frontispício da capela, antes voltada para a direção da Sé, no Centro da cidade, para o eixo leigo e urbano (não tão nobre): a estrada do Guaré, em 1822, criação esculpida sobre a argamassa das paredes de taipa próximas ao seu leito de morte. Ainda hoje pode-se apreciar a garra franciscana em enfrentar grandes desafios.
De pai para filha
A arquiteta Helena Saia participou das preliminares para o restauro parcial já realizado no MAS. Seu pai, o arquiteto Luiz Saia, como coordenador do Iphan para os Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, acompanhou as pequenas intervenções de conservação havidas no Mosteiro da Luz ao longo das décadas de 1940, 50 e 60.
Nápoles é aqui
Uma verdadeira odisséia marca a montagem da exposição permanente do Presépio Napolitano, uma das preciosidades do acervo do Museu de Arte Sacra de São Paulo, com suas 1.620 peças do século XVIII, época do reinado de Carlos III em Nápoles. Comparáveis a ele, há somente dois outros conjuntos de igual proporção no mundo: o do próprio Museu de Nápoles e o do Metropolitan Museum, em Nova York. Correr contra o relógio foi o mínimo requerido da equipe de Mari Marino para que a inauguração, em dezembro passado, depois de o presépio ter permanecido encaixotado por 14 anos, se convertesse num sucesso e em menos de um mês atraísse 50 mil visitantes. O Presépio Napolitano chegou da Itália em 1949, trazido pelo empresário e grande mecenas Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo. Sua primeira exposição ocorreu no ano seguinte, na Galeria Prestes Maia, com cenário de Tullio Costa e Italo Bianchi, dois conhecidos cenógrafos da época. O primeiro desafio da equipe de Mari, portanto, foi recriar o cenário, deteriorado ao longo de mais de 30 anos de exposição no Pavilhão do Folclore, sob a Marquise do Ibirapuera, e o segundo, encontrar um lugar para o presépio no próprio Mosteiro da Luz. Por tudo isso, o ano de 1999 não poderia ser mais agitado. Para recriar a aldeia napolitana foi convocado o cenógrafo Sílvio Galvão, o mesmo do Castelo Rá-Tim-Bum. A consultoria veio do historiador de arte Luciano Migliaccio, que além de professor na USP e na Unicamp é napolitano de berço. Marinella Monteiro de Barros, conselheira do Masp, sensibilizou a amiga Renata Mellão que, empolgada com o projeto, doou praticamente 90% do necessário à remontagem do presépio. O respeitado Centro de Conservação e Restauro da Universidade Federal de Minas Gerais (Cecor) definiu em que materiais o cenário poderia ser feito para não causar danos às esculturas. Uma metalúrgica de Taubaté construiu em metal o suporte da cenografia. Miniaturas de casas, com base na arquitetura da Itália meridional do século XVIII, foram construídas tijolo a tijolo e cobertas com telhas fabricadas especialmente para esse fim. Tudo pronto, faltava o local. Onde abrigar essa e outras peças valiosas do acervo de presépios do Arte Sacra? A solução partiu do próprio secretário de Estado da Cultura, Marcos Mendonça. Seria a Casa do Capelão. "Foi uma correria sem igual", lembra Mari. "Na Casa do Capelão, um anexo construído em 1908, estávamos nós, a administração do museu. Em questão de semanas, tivemos que nos acomodar num espaço exíguo, emprestado ao espaço de exposição, reformar o anexo e, contra o relógio, montar o presépio. Felizmente, deu tudo certo." Na festa de inauguração, a alegria de ter cumprido bem a missão contrastava com o cansaço de toda a equipe, que varou noites trabalhando. O próximo passo, agora, é expor os demais exemplares da coleção (130 conjuntos presepistas de diferentes países e regiões do Brasil) no piso inferior do anexo, atualmente em fase final de restauro.
Serviço
Museu de Arte Sacra de São Paulo, Av. Tiradentes, 676, Luz, tel. (11) 227-7694. Aberto de 3ͺ a 6ͺ feira, das 11 às 18 horas; sábados, domingos e feriados das 10 às 19 horas. R$ 2 (estudantes), R$ 4 (adultos); abaixo de 12 anos e acima de 60, entrada franca.
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