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Editorial
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Não há desculpa para esta tragédia
Poder público tolera a invasão de prédios. E se ocorrer uma tragédia? Este foi o título do editorial do informe nº 142, de fevereiro de 1999, escrito após uma invasão de prédios no Centro por movimentos de moradia. O incidente que resultou na morte de uma criança de quatro anos, num edifício invadido na Rua Brigadeiro Tobias em agosto passado, confirma — infelizmente — o nosso temor de que a ocorrência da tragédia do título dependeria tão só da conjugação de alguns fatores — por exemplo, o uso irresponsável de fogões improvisados e até fogueiras — em um imóvel superpovoado, com material de fácil combustão e fiação elétrica precária. Não cabe apontar culpados apenas entre os invasores. Premidos por um "estado de necessidade" que, em termos jurídicos, justificaria a violação da lei em nome da sobrevivência, eles deveriam, isto sim, ser coibidos e/ou adequadamente alojados pelas autoridades competentes antes de consumada (ou consolidada) a invasão. O que não se admite é que nada tenha sido feito quando da invasão, tendo em vista a segurança dos invasores e da vizinhança do imóvel. A aplicação rigorosa da lei, paralelamente a medidas de proteção social, teria evitado a tragédia.
Mas o informe não se limitou a essa advertência. No editorial da edição nº 191, de setembro de 2002, discorreu sobre o risco de reciclar imóveis de grande porte, como o Edifício São Vito, para uso residencial de contingentes de baixa renda. Isso porque tais prédios, por suas dimensões e altos custos de manutenção e gestão, não se sustentam devido à baixa capacidade financeira de seus moradores, incapazes de arcar com as despesas de condomínio. Como resultado, o edifício teria que receber recursos públicos para assegurar seu funcionamento, sob pena de mergulhar na mesma degradação que notalibiliza o São Vito. A opinião deste boletim coincidiu com a do urbanista argentino Alfredo Garay que, na ocasião em visita a São Paulo como membro de uma missão do BID, alertou as autoridades municipais sobre o problema, durante um seminário.
Alimentamos a esperança de que não haja próximas vítimas. Mesmo porque, mais do que de uma nova onda de invasões, seriam vítimas da imprevidência de autoridades que deveriam, como primeiro passo rumo a soluções sensatas, contê-las com o rigor da lei.
Camelôs, miséria e exploração
Não fossem já suficientes os argumentos de ordem econômica (prejuízos à indústria e ao comércio regular), fiscais (sonegação de impostos), policiais (venda de mercadorias roubadas ou contrabandeadas) e urbanísticas (decadência das regiões onde se concentra e expulsão do comércio regular para os espaços segregados dos shoppings), o comércio dos camelôs funciona como um impiedoso agente de empobrecimento dos que dele precariamente sobrevivem, desmentindo o jargão de que é uma alternativa válida ao desemprego e subemprego. Pesquisa da Prefeitura e da Fundação Seade revela que nos últimos dez anos o camelô trabalha mais e ganha menos (ver nota nesta página). Isso se reflete no elevado percentual — 73,8% — de camelôs que hoje trocariam o comércio informal por outra atividade.
A Associação Viva o Centro sempre se referiu a esse comércio como uma solução anti-social para um problema social, significando que, em vez de proporcionar renda e razoáveis condições de trabalho, ele tão somente agrava mazelas que muitos costumam enxergar nas relações formais de emprego — a exploração do trabalho e a extração do lucro à custa da redução do ganho do trabalhador. Após a divulgação da pesquisa, torna-se bem mais difícil sustentar que o comércio informal de rua deve ser tolerado até que as condições econômicas do País permitam a retomada do pleno emprego — mesmo porque a atividade dos camelôs conspira contra a criação de postos de trabalho e a geração social de riqueza que se traduz em salários.
O sucesso das eleições gerais
As eleições gerais que preencheram mais de 500 postos nas diretorias e conselhos fiscais de 35 núcleos de Ação Local (ver reportagem na última página) transcorreram num clima de tranqüilidade e confirmaram a decisão da comunidade do Centro de participar do destino administrativo da área. Com elas, o Programa Ação Local, criado e coordenado pela Associação Viva o Centro e patrocinado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), atinge um elevado patamar de representatividade, mobilização e eficiência em seu esforço pela recuperação de cada rua, praça ou microrregião da região mais importante da cidade.
Com dirigentes qualificados e um forte lastro na vontade política dos moradores, empresários, comerciantes, executivos e usuários do Centro, entre os quais representantes das empresas e instituições nele estabelecidas, as Ações Locais reforçam ainda mais o seu estratégico papel no processo de requalificação da área central de São Paulo.
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Em foco
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Números do comércio informal em São Paulo
As ruas de São Paulo têm 68 mil trabalhadores informais, diz uma pesquisa recém-divulgada pela Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo e Fundação Seade. Dessa população, 39,1% têm no trabalho informal a única fonte de renda e igual porcentagem atua no espaço público há mais de cinco anos, enquanto 27,2% estão há apenas um ano nesse tipo de comércio. A pesquisa traça o perfil dos ambulantes e aponta que a maioria tem mais de 30 anos – 34,8% entre 30 e 43 anos; 39,5% com mais de 44 anos.
Em comparação com pesquisa efetuada há cerca de dez anos, a população de trabalhadores informais envelheceu. Ainda assim, 7,7% têm entre 9 e 19 anos, e 18%, entre 20 e 29 anos. Os trabalhadores também trabalham mais, sem que isso incida no aumento da renda: há dez anos, 48% trabalhavam até 39 horas por semana; hoje, 48,9% trabalham mais de 45 horas por semana. E cada vez menos contribuem para a Previdência Social: 9% contra 26,7% há dez anos.
A pesquisa Prefeitura/Seade complementa outro estudo sobre os comerciantes de rua. Em junho e julho, a Prefeitura cadastrou 6.259 ambulantes que atuavam no Centro e traçou um perfil dessas pessoas. Entre os cadastrados havia mais homens do que mulheres – 51,2% contra 48,8% –, a maioria era originária de Estados nordestinos – 45,1% contra 35,5% da capital, 11% de outras regiões do Estado e 8,4% de outros Estados – e tinha o primeiro grau completo – 37,6% contra 30% com estudos até a 4ª série e 16,4% com ensino médio completo (0,5% tinha ensino superior completo). Do universo cadastrado, 32,1% vivem abaixo da linha de pobreza, ou seja, têm uma renda familiar menor do que R$ 360 por mês, ou menos que 1,5 salário mínimo. E apenas 23% querem continuar no comércio informal – 73,8% gostariam de encontrar outra ocupação e 52,2% procuram emprego.
Poder Público no Centro
A São Paulo Transporte (SPTrans), que ocupa um prédio na Rua 13 de Maio, no Bexiga, está de mudança para o Centro. Vai se instalar em imóvel alugado na esquina das ruas XV de Novembro com 3 de Dezembro. O edifício de três andares e área de 3,1 mil metros quadrados ainda mantém a arquitetura do início do século XX. A SPTrans será vizinha de três secretarias de Estado e cinco empresas estaduais que estão de mudança para edifícios do Grupo Itaú, adquiridos pelo Governo do Estado.
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Entrevista
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Sem os camelôs, ocorrências policiais caíram, diz o cabo Álvaro
O cabo Álvaro da Costa Júnior (foto) é de Marília, interior de São Paulo. Está há 28 anos na capital – tempo em que se encontra na Polícia Militar. Há mais de dez anos, ele atua na cabine policial do Largo de São Bento e ajudou a implantar o policiamento comunitário no Centro. É um personagem querido das pessoas da região em que atua e seu trabalho goza de amplo reconhecimento – o cabo foi homenageado em 2001, na festa em que a Associação Viva o Centro comemorou uma década de existência. Aos 48 anos, pai de dois filhos, Álvaro é um símbolo da atuação correta e eficiente da polícia, como os índices decrescentes de ocorrências em sua área demonstram. Para isso, diz, contribuiu o controle do espaço público, impedindo a presença de ambulantes irregulares.
informe – O controle do espaço público, impedindo a presença de ambulantes irregulares, contribuiu para diminuir as ocorrências policiais?
Cabo Álvaro da Costa Júnior – Sem dúvida. Antes, quem furtava ou roubava podia fugir rapidamente, em meio às barracas dos ambulantes. Hoje fica difícil. Todo mundo vê. Como resultado, as ocorrências de furtos e roubos caíram cerca de 85%. De junho para cá, registramos apenas 19 flagrantes. Sem contar que muitos ambulantes irregulares atuavam como receptadores de aparelhos celulares, passes roubados do Metrô etc. E o direito de ir e vir do cidadão era prejudicado.
Como era anteriormente?
O trecho entre o Correio e a Avenida Senador Queiróz, por exemplo, vivia congestionado, já que as barracas ocupavam até a rua. Alguém se aproximava do motorista, oferecia alguma coisa e o assaltava. Parecia ser um camelô, mas, sob a mercadoria oferecida, portava uma arma. Resolvendo o problema do camelô, resolve-se boa parte do problema da violência no Centro. Mas conseguir reparar os danos que a invasão dos ambulantes provocou é coisa de anos. Iniciamos um processo.
Como é seu relacionamento com a comunidade?
O melhor possível. Todo mundo me conhece. Todos cumprimentam, perguntam como vão as coisas. As pessoas confiam no policial comunitário. É importante transmitir segurança. Ele é acessível, está à mão. E assim, integrado à comunidade, há uma interação positiva. Tanto é verdade que fazemos a ronda sozinhos. Um colega fica na cabine. Sozinho é modo de dizer, pois a comunidade está comigo.
Como está o problema das pessoas em situação de rua?
Na minha área não existe. Nesses anos todos, conseguimos tirar mais de 300 pessoas da rua, providenciando documentos, arrumando emprego, conseguindo passagem para que voltassem à sua região, recomendando a pessoa a alguém... Quando você assume a responsabilidade por uma pessoa é difícil que ela te decepcione. Às vezes um ex-mendigo aparece e diz: "Você lembra quando eu dormia ali, perto da banca de jornal?" E hoje, recuperada a auto-estima, é um cidadão atuante. Mas sou contra determinadas formas aproveitadoras de assistencialismo, que dá o resto para as pessoas. É preciso ser solidário.
O senhor está realizado em sua profissão?
Adoro o que faço e tenho orgulho de ser policial. Amo meu país. Isso me dá forças para continuar a ser o que sou. Procuro melhorar sempre. No plano material, o policial vive numa situação difícil, passa por grandes dificuldades. Está sendo empurrado para a favela, e ele não pode, por vários motivos, de sua segurança pessoal à função que tem, morar numa favela. Ainda assim, eu não tenho preço. Sou incorruptível.
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Acontece
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República e Anhangabaú têm banheiros públicos reformados
Quem precisa usar um banheiro público em São Paulo sabe o apuro que passa. São poucos, cerca de 12, e, quando existem, estão em péssimas condições. A alternativa costuma ser os banheiros de bares e restaurantes, lojas e shoppings, gratuitos, ou do Metrô, pagos, quando há uma estação nas proximidades. Daí a importância que assumem as reformas dos sanitários públicos da Praça da República, quase concluída, e do Vale do Anhangabaú, em curso. Na República, serão 12 lavatórios e 15 vasos, distribuídos nas alas feminina e masculina, com uma instalação para deficientes físicos. No Anhangabaú, 18 lavatórios e 12 vasos, em ambas as alas, com duas instalações para deficientes. "Esses sanitários se situam no eixo em que se concentram os pedestres e atenderão parte da necessidade que a cidade tem", diz a arquiteta Claudia Andrea Campanhão, da Coordenadoria de Projetos e Obras Novas da Subprefeitura da Sé.
A reforma dos sanitários compreende pisos e alvenaria, parte hidráulica e elétrica, áreas ajardinadas e gradis. De uso gratuito, terão funcionários da Prefeitura para garantir a limpeza e a manutenção. O sanitário da República fica próximo a uma base da Guarda Civil Metropolitana e o do Anhangabaú também terá uma base da GCM anexa, além de um posto da SPTrans para a venda de passes de ônibus. A abertura dos sanitários reformados está prometida para breve e contribuirá para melhorar a vida das pessoas que trabalham ou passam pelo Centro.
Bovespa investe no social
Um trabalho social de longo alcance, voltado à infância e adolescência de baixa renda, está sendo proposto à sociedade pela Bovespa com a criação da Bolsa de Valores Sociais. A nova instituição surge para permitir que programas e projetos na área de educação sejam levados a investidores, sejam eles empresas ou pessoas físicas que, ao adquirirem ações sociais desses projetos, possibilitem sua implantação, manutenção e ampliação. Para mais informações, consultar www.bovespasocial.com.br.
Ação Local e Subprefeitura melhoram espaço público
A Subprefeitura da Sé, com base em projeto desenvolvido em conjunto com a Ação Local Boa Vista (ONG integrante do Programa de Ações Locais da Viva o Centro, voltada à zeladoria de espaços e equipamentos públicos e à melhoria da qualidade de vida em sua microrregião) e a Associação Comercial Distrital Centro, está recuperando guias e sarjetas do Centro Histórico nas ruas Benjamin Constant, Líbero Badaró, Boa Vista, Roberto Simonsen, Floriano Peixoto e Wenceslau Brás e no Largo de São Bento (foto).
Nossa Caixa conta nossa história
Séculos antes da chegada dos europeus ao Brasil, o chamado Triângulo, delimitado pelo Anhangabaú, Rio Tamanduateí e a região da atual Praça da Sé, marcava o entroncamento de importantes rotas pré-cabralinas, os "peabirus". O principal deles, "Caminho do Sertão", começava na Rua Direita, cruzava o Caaguaçu (ou Mato Grosso, na Avenida Paulista), e seguia direto a Cuzco, no Peru. Essa e outras curiosidades vão compor um livro de reconstrução histórica dentro do projeto "SP 450 – Nossa Caixa, o Banco do Coração de São Paulo". A empreitada está a cargo do escritor Eduardo Bueno
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Na hora do almoço, calçada vira estacionamento na Rua Roberto Simonsen, entre o Pátio do Colégio e o Solar da Marquesa, com carros fazendo manobras que colocam em risco os pedestres, obrigados a descer para o leito carroçável. Tudo porque os estacionamentos na região, improvisados e pequenos demais, transgridem as leis de trânsito no afã de atender os clientes dos restaurantes da região.
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Destaque
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Sem camelôs, Centro está muito melhor e mais seguro
O Centro está mais limpo e seguro, e o comércio dá sinais de que o pior, ou seja, a invasão de barracas de camelôs oferecendo produtos similares, e suspeitos, aos que as lojas ofereciam, já passou. Tudo isso se deve ao simples ato de disciplinar o uso do espaço público, retirando cerca de 5.000 a 6.000 ambulantes sem Termos de Permissão de Uso (TPUs) das ruas.
"Há, sem dúvida, uma melhora", diz Roberto Mateus Ordine, superintendente da Distrital Centro da Associação Comercial e um dos vice-presidentes da Associação Viva o Centro. "Na 15 de Novembro, por exemplo, já se vê a população consumidora. Ainda nos ressentimos do momento econômico, mas acredito que o Centro atrairá as pessoas dos bairros para as compras, fugindo dos preços mais caros dos shoppings, e o comércio com certeza vai melhorar. A prova dos nove será agora, no período pré-natalino."
Um dos motivos que devem atrair compradores dos bairros é a segurança, que, garante o delegado Mário Jordão Toledo Leme, da Seccional Centro da Secretaria de Estado da Segurança Pública, é maior. "De onde o ambulante sai, além de o fluxo de pedestres e o trânsito correr muito melhor, cai o número de crimes. A Rua 25 de Março e adjacências é um bom exemplo, com número de ocorrências bem menor." Para Leme, o ideal é que o esforço de disciplinar o uso do espaço público do Centro seja mantido e que as ruas só comportem o número de ambulantes legais, com TPU.
Ruas e praças, além de desobstruídas, estão mais limpas. A diferença, com a ausência dos ambulantes irregulares, que deixavam restos de seu comércio pelas vias públicas, é evidente. A par da saída dos camelôs, conta o empenho do Departamento de Limpeza Urbana da Prefeitura, Limpurb, que mobiliza 20% do total de servidores do departamento, ou 2.283 pessoas, das quais 1.410 varredores, para limpar o Centro. Só em julho foram removidas 18.140 toneladas de lixo da região da Sé.
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Roteiro Central
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Cultura, lazer, turismo e entretenimento
Espetáculos
Centro Cultural Banco do Brasil - Na série "Concertos de Cabaré", direção musical de Cirlei De Hollanda e direção de cena de Regina Miranda, o cabaré brasileiro, com Ruth Staerke, Sandro Christopher e Sonia Maria Vieira. 23/9, 13h e 19h30. R$ 3 e R$ 6. "Novíssimo Cinema Dinamarquês" reúne filmes representativos do cinema da Dinamarca. 23 a 28/9, a partir das 12h30. Dentro do ciclo "Atores/Autores", "Aldeotas", leitura dramática do texto de Gero Camilo, com direção de Cristiane Paolo-Quito, tem como personagens Levi e Elias, parceiros desde a infância. 24/9, 19h30. Entrada franca. Na série "Encontro com o Cinema Brasileiro", a pré-estréia de "Samba-Canção ", de Rafael Conde, que conta a história da produção do primeiro longa-metragem de Zé Rocha. 25/9, 19h. Entrada franca. Rua Álvares Penteado, 112. Tel. 3113-3651. Metrô São Bento.
Coreto da Praça da República - O movimento Cultura de Boteco, idealizado por Zé Ketti e mantido por Celsinho Oliveira e músicos anônimos, ocupa o Coreto, agora reformado, mais famoso da cidade aos domingos. Na programação, diversos ritmos brasileiros e show de samba. 11h às 17h. Entrada franca. Praça da República. Metrô República.
Estação República do Metrô - No projeto "Movimentos", que tem o intuito de incentivar, valorizar e abrir novos espaços para a dança, apresentação dos grupos Cia. Crisley, Officina do Corpo, Paulista de Dança, Mix de Dança (bailarinos portadores de deficiência), Pássaro Azul, Pequeno Egito e Rá. 26/9, 18h. Entrada franca. Praça da República. Metrô República.
Galpão do Folias - "Otelo", de William Shakespeare, com direção de Marco Antonio Rodrigues, reconta o clássico da dramaturgia com tintas modernas. Otelo é Ailton Graça, Desdêmona é Renata Zhaneta e Iago é Francisco Brêtas. Qui e sex, 20h30; sáb, 21h; dom, 19h. R$ 20. Rua Ana Cintra, 213. Tel. 3361-2223. Metrô Santa Cecília. Até 26/10.
Igreja do Beato Anchieta - "Concerto no Páteo", organizado pelo Sesc Carmo, apresenta o "Recital de Primavera", com o Duo Nascimento-Moita (o violinista Fábio Dias Nascimento e a pianista Maria Cecília Moita), que executa "La Primavera KV 269", de Vivaldi; "Sonata No 5 de `Primavera, Op. 24´", de Beethoven; "Canção da Primavera", de Mendelssohn, e "Primavera Porteña", de Piazola. 24/9, 13h. Entrada franca. Coral Paulistano (repertório por definir). 24/9, 18h. Entrada franca. Recital de órgão em comemoração ao aniversário da Associação Paulista de Organistas. No programa, "Prelúdio e Fuga em Ré Menor BWV 554", "Prelúdio em Fá Maior BWV 556", "Gelobt sei du BWV 604" e "O Gott, du frommer Gott BWV 767", de Bach; "Herzlich tut mich verlangen", de Buxtehude; "Fuga em Ré Menor", de Pachelbel; "Deux Noëls" e "Melodie", de Franck, e "Prelude on `Deo Gratia´", de Willan, com os organistas Rodrigo Tavanelli Hernandes, Sylvia Savadovsky e Jorge Zacharias. 25/9, 18h. Entrada franca. Pátio do Colégio, 84. Tel. 3105-6899. Metrô Sé.
La Bourse - Saraus musicais "Chá e Música no Centro de São Paulo", aos domingos, 16h30, seguidos de chá da tarde no Restaurante La Bourse. 28/9, "Música Barroca Italiana com Instrumentos de Época", com obras de Vivaldi. Direção artística de Ricardo Bernardes, com o grupo Américantiga. Para o chá, Margareth Janducci selecionou receitas da gastronomia italiana do século XVIII. Apoio VIVA O CENTRO, Ação Local XV de Novembro, 8º Cartório de Notas, Rotary Club Sé, J. B. Oliveira, Bio Ritmo e Tesouro Laser. Parte da verba será destinada ao Projeto Meu Guri. Rua XV de Novembro, 275, 9º andar, Centro, Serviço de Valet Park, acesso da portadores de deficiência física.
Pinacoteca do Estado - A série "Concertos BankBoston" apresenta "Myten, Op. 25", de Schumann, com Regina Elena Mesquita (mezzo-soprano), Walter Weiszlog (barítono) e André Rangel (piano). 28/9, 16h. "Missa em Ré Menor", de Nepomuceno; "Agnus Dei", de Ramos; "Messe Basse Kyrie", de Fauré; "Ave-Maria", de Zodály; "Lieder und Romanzen, Op. 44", de Brahms; "Granadina", de Aznar; "Nozani-ná", canção pareci; "Suíte Coral No 6", de Lacerda; "Canção Panteísta" e "Ode a Santa Cecília", de Fernández, com o Studio Coral (vozes femininas), regência de Marco Antonio da Silva Ramos. 5/10, 16h. "Trio Images" (Cecília Guida, violino; Henrique Muller, viola: e Achille Picchi, piano), repertório por definir. 12/10, 16h. R$ 2 e R$ 4. Praça da Luz, 2, Tel. 229-9844. Metrô Luz.
Sala São Paulo - "Concerto para Harmônica", de Villa-Lobos, e "Sinfonia No 8 em Dó Menor, Op. 65", de Shostakovich, com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, regida por John Neschling, com Gianluca Littera (harmônica). 25/9, 21h, e 27/9, 16h30. "Immobile No 2", de Morricone; "Five Pieces", de Jacob, e "Pavane, Op. 50", de Fauré, com Orquestra de Câmara e Gianluca Littera (harmônica). 26/9, 21h, e 28/9, 17h. "Primeira Audição", de Paulo Chagas; "Concerto No 21 em Dó Maior, KV 467", de Mozart; "Sobreviventes de Varsóvia, Op. 46", de Schoenberg, e "Morte e Transfiguração, Op. 24", de Richard Strauss, com a Osesp e Coro, regidos por Roberto Minczuk e Naomi Munakata, com o pianista Bruno Canino e o narrador Antonio Abujamra. 2/10, 21h, e 4/10, 16h30. "Quinteto para Piano e Cordas, Op. 81", de Dvorák; "Quarteto para Piano e Cordas, Op. 25", de Brahms; "Quinteto para Piano e Sopros, Op. 16", de Beethoven, e "Sexteto para Piano e Sopros", de Poulenc, com Grupo de Câmara e o pianista Bruno Canino. 5/10, 17h. "Euryanthe" (abertura), de Von Weber; "Concerto para Clarinete, em Lá Maior, K 622", de Mozart, e "Sinfonia Fantástica, Op. 14", de Berlioz, com a Orquestra Filarmônica da Rádio de Hannover – NDR, regida por Eiji Oue, com o clarinetista Paul Meyer (concerto do Mozarteum Brasileiro). 6/10, 21h. R$ 100 a R$ 290. "Sonatensatz para Violino e Piano" e "Quinteto com Piano em Fá Menor, Op. 34", de Brahms, com Cláudio Cruz (violino), Maria Angélica Cameron (viola), Alceu Reis (violoncelo) e Ilan Rechtman (piano). 9/10, 19h, e 11/10, 14h45. R$ 14 a R$ 50. Praça Júlio Prestes, s/n. Tel. 3337-5414. Metrô Luz.
Sesc Carmo - "Degustasson", programa de música ao vivo, dentro do tema "Viagem pelo Imaginário Musical Brasileiro", traz os grupos Trio Via Láctea (Marcus Penna, Lucas Vargas e Manoel Pacífico) e Trio Sam (Fábio Schmidt, Eliseu Lee e Paulo Faria), 23 e 30/9, e Quarteto Trilogia da Música (Ilso Muner, Gianni Visoná, Nadilson Gama e Regina Vasconcellos) e Quarteto Sax Four Sax (Joca Araújo, Zeíto Martins, Chico Macedo e Mauro Casellato), 25/9 – sempre das 12h15 às 14h15. R$ 4,50 e R$ 7,50. "Happy Hour Dançante", incluindo aula aberta de dança de salão. 26/9, 17h às 20h. Entrada franca (sem alimentação). Rua do Carmo, 147. Tel. 3105-9121. Metrô Sé.
TBC - "O Pequeno Livro de Páginas em Branco", de Jaime Celiberto, com direção de Tuti Fornari, conta o que acontece quando uma adolescente perde o pai e se transfere para a casa do avô (Gianfrancesco Guarnieri), um pintor de renome. Com Lara Córdula, Henrique Ramiro, José Jardim e Pedro Henrique Moutinho. Sáb, 21h; dom, 20h. R$ 25. Rua Major Diogo, 315. Tel. 3104-5523. Metrô Sé. Em cartaz por tempo indeterminado.
Teatro Abril - "A Bela e a Fera", de Linda Woolverton, com músicas de Alan Menken, superprodução vista por mais de 21 milhões de pessoas em todo o mundo, baseada no desenho animado da Disney, reúne 40 atores, bailarinos e cantores brasileiros. Qua a sex, 21h; sáb, 16h e 21h; dom, 16h e 20h30. R$ 50 a R$ 150. Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411. Tel. 3101-5055. Metrô Sé. Até 31/10.
Teatro Aliança Francesa - "Um Merlin", de Luís Alberto de Abreu, com direção de Roberto Lage, tem como protagonista o célebre personagem das histórias do rei Artur, dividido entre o amor e a guerra. Com Antonio Petrin e Cristiane Lima. Sáb, 21h; dom, 19h. R$ 30. Rua General Jardim, 182. Tel. 3129-5730. Metrô República. Até 26/10.
Teatro dos Arcos - "As Alegres Gulosas", de Jean Claude Danaud, com direção de José Renato, conta o que acontece quando três mulheres (Noemi Gerbelli, Itala Morahddey e Eliane Rossetto) se encontram numa esquina da periferia. Sex e sáb, 21h; dom, 20h. R$ 10. Rua Jandaia, 218. Tel. 3101-7802. Metrô Liberdade. Até 28/9.
Teatro Cultura Artística - "Passacaglio do Op. 22", de Marini; "Capriccio Stravagante", de Farina; "Sonata em Dó Menor de `La Cetra´", de Legrenzi; "Sonata em Ré Menor Op. 1, No 12, `La Folia´", de Vivaldi; "Sonata em Sol Maior, Op. 3, No 11", de Dall´Abaco, e "Sonata a Quatro em Sol Menor, `La Folia´", de Gallo, com o Musica Antiqua Köln, regência de Reinhard Goebel. 29/9, 21h. "Pavane em Lá", de Scheidt; "Sonata em Fá Maior", de Krieger; "Quarteto em Si Bemol Maior", de Telemann; "Quatuor em Sol Maior Op. 5, No 4", de Handel, e "Abertura No 5, em Sol Menor", de Bach, com o mesmo grupo. 30/9, 21h. "Fugas 1 e 2", de Hausmann, e "A Arte da Fuga BWV 1080", de Bach, também com o grupo. 1o/10, 21h. R$ 60 a R$ 140. "Homenagem a Rossini" (trechos de "Tancredi", "Il Turco in Italia", "La Cenerentola", "Il Barbiere di Siviglia", "Semiramide", "L´Italiana in Algeri" e "Il Signor Bruschino"), com cantores solistas e a Camerata Strumentale Città di Prato, regidos por Alessandro Pinzauti. 7, 8 e 9/10, 21h. R$ 90 a R$ 190. "A Flor do meu Bem Querer", de Juca de Oliveira, direção de Naum Alves de Souza, mostra os problemas de um político (o próprio Juca) e uma família de colonos de sua fazenda. Com Genézio de Barros, Eduardo Galvão, Cláudia Mauro, Dominique Brand. Qui a sáb, 21h; dom, 18h. R$ 40 a R$ 90. Rua Nestor Pestana, 196. Tel. 3256-0223. Metrô República.
Teatro Itália - "Paulo e Estêvão", atribuída a Emmanuel, guia espiritual de Chico Xavier, adaptação de Cyrano Rosalém e direção de Renato Prieto, conta a história de Saulo, que persegue os cristãos, até se converter, mudar o nome para Paulo e difundir o cristianismo pelo mundo. Com Débora Muniz, Hélcio Vidal, André Briesi e Fernando Padilha. Sex e sáb, 19h; dom, 18h. R$ 20. Avenida Ipiranga, 344. Tel. 3257-9092. Metrô República. Até 21/12.
Teatro Municipal - Quarteto Clarin, na série "Concertos do Meio-Dia". 24/9, 12h30. Entrada franca. Coral Paulistano, regência de Mara Campos. 25/9, 12h30. Entrada franca. "Falando de Amor", com Alaíde Costa, na série "Gente Fina – MPB". 26/9, 13h. Entrada franca. Corpo de Baile Jovem Municipal. 27/9, 20h, e 28/9, 17h. R$ 5. "Os Peregrinos de Meca", trechos da ópera de Gluck, na série "Vesperais Líricas". 29/9, 18h. Entrada franca. Encontro Nacional da Dança. 29 e 30/9, 20h30. R$ 5 a R$ 20. Praça Ramos de Azevedo, s/n. Tel. 222-8698. Metrô Anhangabaú.
Teatro Oficina - "Os Sertões – Segunda Parte, O Homem 1", adaptação e direção de José Celso Martinez Corrêa do clássico de Euclides da Cunha sobre a saga de Canudos. Com Marcelo Drummond e mais 60 atores no palco – o diretor interpreta Antonio Conselheiro. Sáb e dom, 18h. R$ 20. Rua Jaceguai, 520. Tel. 3106-2818. Metrô Sé. Até 26/10.
Teatro Sérgio Cardoso - "Sobre o Amor e a Amizade", de Caio Fernando Abreu e Grace Gianoukas, com direção de William Pereira, mostra três personagens solitárias. Sex e sáb, 21h; dom, 20h. R$ 20. Até 28/9. "Os Collegas", criação coletiva da companhia Bendita Trupe, com direção de Johana Albuquerque, conta histórias da corrupção no Brasil. Sex e sáb, 21h; dom, 20h. R$ 15. Até 12/10. "A Visita da Velha Senhora", de Friedrich Dürrenmatt, com direção de Moacyr Góes, traz Tônia Carrero no papel de Clara, que volta a sua cidade para reencontrar o passado. Com Edney Giovenazzi, André Valli, Antonio Pedro, Fábio Sabag. Sex e sáb, 21h; dom, 18h. R$ 40 e R$ 50. Até 19/10. Rua Rui Barbosa, 153. Tel. 288-0136. Metrô Liberdade.
Exposições
Centro Cultural Banco do Brasil - "Ordenação e Vertigem" reúne artistas cuja obra possui afinidades com a produção de Arthur Bispo do Rosário (1909 ou 1911-1989), que se apropriou de objetos do dia-a-dia, organizando-os plasticamente – a exposição reúne obras que dialogam com a contemporaneidade. Curadoria de Agnaldo Farias. No subsolo, a produção de fotógrafos brasileiros, como Gal Oppido e Penna Prearo, que enfoca o conceito geral da ordenação e da vertigem. Curadoria de Rubens Fernandes Júnior. Ter a dom, 12h às 20h. Até 12/10. "Sinfonia para 100 Metrônomos", instalação de György Ligeti, também integra o evento "Ordenação e Vertigem" e agrupa 100 metrônomos, dispostos em semi-círculo. Curadoria de Arrigo Barnabé. Ter a dom, 12h – sáb, 13h30. Ainda como parte do evento, "Corpo-Instalação", conjunto de performances proposto pela curadora Vera Sala. 25/9, 12h30, e 27/9, 14h. Entrada franca. Rua Álvares Penteado, 112. Tel. 3113-3651. Metrô São Bento.
Centro Universitário Maria Antonia - "MemoriAntonia", dos alemães Horst Hoheisel e Andreas Knitz, com a colaboração do fotógrafo argentino Marcelo Brodsky, é um conjunto de instalações com objetos recuperados da demolição de um dos edifícios do Centro Universitário Maria Antonia, antiga sede da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, evocando ao acontecimentos políticos de 1968. "Tempo Ausente, Presente", de Fulvia Molina, evoca o mesmo período por meio de cinco cilindros transparentes com fotos de assembléias estudantis. "Arquivo", de Paul Casaer, reúne fotos de lugares e pessoas indistintos, que se confundem. "Passagem Secreta", de João Loureiro, apresenta uma peça em fórmica branca que esconde, disfarça, conduz. "Unidades Fugidias", de Laurita Salles, agrupa 28 esculturas feitas com materiais plásticos usinados. Seg a sex, 12h às 21h; sáb, dom e feriados, 9h às 21h. Entrada franca. Rua Maria Antonia, 294. Tel. 3237-1815. Metrô República. Até 19/10.
Estação Brás da CPTM - "Viagem sobre Trilhos" (foto) reúne, além de imagens das principais estações ferroviárias da cidade, fotos colhidas pelo público ao longo das linhas Júlio Prestes a Itapevi (24/9 a 13/10) e Osasco a Jurubatuba (15/10 a 3/11). O projeto foi organizado pela Sociedade de Pesquisa e Preservação Ferroviária. Seg a dom, 4h às 24h. Entrada franca. Metrô Brás.
Pinacoteca do Estado - "Vistas do Brasil – Coleção Brasiliana" reúne 25 obras do acervo da Fundação Estudar, realizadas por artistas estrangeiros, como Debret e Rugendas, e acadêmicos brasileiros, como Porto Alegre – é a primeira apresentação pública da coleção brasiliana da fundação. Até dezembro de 2005. "Deriva" mostra cerca de 50 pinturas de Fábio Miguez, de 1994 a hoje – curadoria de Alberto Tassinari. Até 28/9. "Novecento Sudamericano" agrupa quase uma centena de obras unidas pela presença da arte italiana do período entre-guerras – curadoria de Tadeu Chiarelli e Diana Weschler. Até 5/10. "Gregori Warchavchik – Mobiliário da Casa Modernista" reúne peças feitas pelo arquiteto modernista, hoje na coleção de Adolpho Leirner. Até 5/10. "Vazio", fotos de Felipe Hellmeister, mostra lugares públicos como o Estádio do Pacaembu e o Jóquei Clube em momentos de "introspecção" - curadoria de Diógenes Moura. Até 19/10. Ter a dom, 10h às 17h30. R$ 2 e R$ 4 – aos sáb, entrada franca. Praça da Luz, 2, Tel. 229-9844. Metrô Luz.
Museus
Centro Cultural do Liceu de Artes e Ofícios - O espetáculo de luz e som "Arte É Humanismo" tem como principal destaque 26 réplicas de esculturas clássicas em tamanho natural feitas no início do século 20 – entre elas, sete ("Pietà", "David", "Moisés" etc.) moldadas nos originais de Michelangelo. Este ano, o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo comemora 130 anos de existência. Seg a sex, às 9h, 10h30, 14h e 16h. R$ 5 (é necessário agendamento para grupos, mínimo de 15 e máximo de 80 pessoas). Rua da Cantareira, 1.351. Tel. 3313-1877. Metrô Tiradentes.
Memorial do Imigrante - A exposição "Partindo para o Brasil – Imigração Judaica em São Paulo" tem curadoria do Arquivo Histórico Judaico Brasileiro e abrange da imigração dos judeus da Alsácia e Lorena, no final do século 19, ao fluxo imigratório dos judeus egípcios, em meados dos anos 50. Até 16/11. Entre as mostras permanentes do museu, "Trilhos de São Paulo", "Ouro Negro", "Com o Suor de seu Rosto", "A Viagem" e "São Paulo de toda Gente". Ter a dom, 10h às 17h. R$ 2 e R$ 4. Rua Visconde de Parnaíba, 1.316. Tel. 6693-0917. Metrô Bresser.
Museu de Arte Sacra - Acervo permanente com obras do século 16 até hoje, com destaque para uma escultura de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Ter a sex, 11h às 18h; sáb, dom e feriados, 10h às 19h. R$ 2 e R$ 4. Avenida Tiradentes, 676. Tel. 3326-1373. Metrô Tiradentes.
Museu do Teatro Municipal - Acervo permanente com objetos, documentos, programas de espetáculos, fotos, gravações e reportagens referentes à história da mais tradicional sala de teatro de São Paulo, inaugurada em 1911. Ter a dom, 9h às 17h. Entrada franca. Baixos do Viaduto do Chá, s/n. Tel. 3241-3815. Metrô Anhangabaú.
Outros Eventos
Biblioteca Municipal Mário de Andrade - Palestras do Colégio São Paulo, dentro do ciclo Política Internacional – "Os EUA e o Cenário Internacional após 11 de Setembro", com Reginaldo Mattar (PUC/SP), 26/9 – e Histórias da Ciência e da Técnica no Brasil: Dos Engenhos aos Aviões – "Doença, Escravidão e Racismo", com Sidney Chalhoub (Unicamp), 23/9; "Cidade, Técnica e Modernidade", com Maria Lúcia Gitahy (USP), 24/9; "No Tempo da Hulha Branca: a Eletrificação no Brasil da República Velha", com Gildo Magalhães dos Santos Filho (USP), 25/9, e "Santos Dumont e o Vôo em sua Época", com Henrique Lins de Barros, 29/9. Sempre às 19h30. Entrada franca. Inscrições pelo telefone 3241-3459 ou pelo e-mail cultural_ bma@ig.com.br. Rua da Consolação, 94. Tel. 3256-5270. Metrô Anhangabaú.
Sesc Carmo - "Horizontes Literários" apresenta a escritora Marina Colasanti, autora de 33 livros. 25/9, 18h30. Entrada franca. Rua do Carmo, 147. Tel. 3105-9121. Metrô Sé.
Teatro dos Arcos - "Teatro em Ação", curso livre ministrado por grandes nomes – José Renato, Chico de Assis, Clóvis Garcia, Cyro Del Nero e Tato Fischer –, enfoca vários aspectos das artes cênicas, como direção teatral, cenografia, história do teatro etc. Todos os dias, das 19h30 às 22h. Até 27/11. R$ 80 por mês (cada curso). "Painel da História Não-Oficial de São Paulo", ciclo de peças que aborda a vida na capital paulista, a ser realizado de janeiro a outubro do próximo ano, no Teatro dos Arcos, recebe textos. Até 10/10. Rua Jandaia, 218. Informações: tel. 3101-7802 (a partir das 15h). Metrô Liberdade.
Pátio do Colégio - Ciclo de palestras promovido pelo Centro Loyola de Fé e Cultura dentro do Projeto Memória e Cultura, sempre às 19h: "Idosos Reconstruindo-se com suas Histórias", com Patrícia Cabral, em 23/9; "O Envelhecimento no Antigo Egito", com Marcos Geribello, em 2/10; "A Experiência e a Cidade", com Suzana Aparecida Rocha Medeiros, em 21/10; e "São Paulo: de Vila a Metrópole", com Bertrina Côrte, em 27/11. Auditório Manoel da Nóbrega, Praça do Pátio do Colégio, 84. Entrada franca.
Nossas dicas
Aloha (foto) - Recém-inaugurado, misto de cafeteria e padaria localizado em plena Rua Direita, o estabelecimento também serve refeições – prato executivo, só almoço, a R$ 8,90 (entre as opções, bife à parmigiana, filé ai funghi etc.). Café expresso a R$ 1,20 e doces, como musse de chocolate e morango ou torta holandesa, a R$ 3. E mais a linha de pães. Lugar para cerca de 50 pessoas no mezanino. Seg a sex, 7h30 às 20h; sáb, 9h às 14h. Rua Direita, 240. Tel. 3101-8445. Metrô Sé.
Bongustto Grill - Música ambiente e imagens de TV para embalar o café da manhã – R$ 13,90, o quilo – ou o almoço – R$ 20,90, o quilo (aos sábados, o preço cai para R$ 13,90). No cardápio do almoço, cerca de 20 pratos frios e 20 quentes, com feijoada na quarta-feira e bacalhoada na sexta. Sobremesas individuais – frutas, R$ 2; musse, R$ 2,40; torta, R$ 2,60. Quem gosta de comida japonesa pode ir direto ao sushi bar Sushi Aki – combinado com 16 unidades a R$ 20,90. Seg a sex, 7h às 18h; sáb, 11h30 às 16h. Avenida São Luís, 116. Tel. 3259-2401. Metrô República.
Rei do Mate - O mate vem de Ponta-Porã (MS) e dá origem a várias bebidas, do mate puro (R$ 1) ao Submarino (mate, leite, canela e um pedaço de chocolate, R$ 2,40). Mas pode-se também tomar um café (R$ 1,20) ou um capuccino (R$ 1,30), saborear uma coxinha (R$ 1,70) ou um croissant (R$ 1,70). As duas lojas da avenida São João pertencem a uma rede que, hoje, compreende seis lojas próprias e mais de cem franqueadas por todo o Brasil. Seg a sáb, 8h às 22h. Avenida São João, 530. Tel. 222-7504. Seg a seg, 8h às 22h. Avenida São João, 582. Tel. 222-5587. Metrô São Bento.
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Antes de sair de casa, convém ligar para os locais porque a programação pode sofrer alterações.
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Reportagem
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Eleições preenchem mais de 500 postos nas Ações Locais
As eleições gerais nas Ações Locais correram como se esperava, com o amplo interesse da comunidade da região central de São Paulo e a afluência dos moradores e proprietários, representantes de instituições públicas e privadas às urnas de 35 núcleos do Programa de Ações Locais. Nem a chuva miúda que marcou o 10 de setembro desestimulou a participação pública nas primeiras eleições gerais da história das Ações Locais, contribuindo para reforçar o papel do programa criado pela Associação Viva o Centro como um dos mais destacados e reconhecidos agentes de gestão cotidiana e recuperação do Centro.
"As eleições demonstraram amplamente", afirmou Marco Antonio Ramos de Almeida, presidente da Diretoria Executiva da Viva o Centro, "o poder de mobilização da comunidade do Centro e sua capacidade de participação na gestão da área." Os votantes, em seu nome ou como representantes de empresas e instituições, preencheram mais de 500 postos nas diretorias e conselhos fiscais das Ações Locais, sendo de 10 a 12 diretores e mais três conselheiros fiscais em cada uma.
O Programa de Ações Locais da Associação Viva o Centro foi criado em 1995 e tem o patrocínio da Bolsa de Valores, Bovespa, e da Bolsa de Mercadorias & Futuros, BMF. As Ações Locais são entidades de caráter cívico e representativo, criadas para zelar, em conjunto com o poder público e com a colaboração da iniciativa privada, por áreas específicas do Centro. Como diz Carlos Beutel, da Ação Local Barão de Itapetininga, as "Ações Locais não são mágicas, mas olhando para trás percebemos o quanto já foi feito graças a elas".
Turismo ganha comissão especial na Viva o Centro
Com a incumbência de gerar sugestões e planos para incrementar a área de turismo no Centro foi instalada, em 17 de setembro, a Comissão Consultiva de Turismo da Associação Viva o Centro, organismo de apoio à Diretoria Executiva da entidade. A comissão tem como presidente Nelson de Abreu Pinto, que também preside, entre outras entidades, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo e a Confederação Nacional de Turismo (CNTur), e como integrantes Adel Auada, diretor da Associação Brasileira dos Agentes de Viagem (Abav) e da Cntur; Alain Baldacci, presidente da Associação Brasileira dos Parques Temáticos e da Associação Internacional dos Parques Temáticos; Alencar Costa, vice-presidente da Viva o Centro; Antonio Henrique Branco, presidente em exercício do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo; Firmin Antonio, presidente do Grupo Accor; Henrique Pacheco, do Grupo Bar Brahma; Jarbas Favoretto, presidente da Associação dos Municípios de Interesse Turístico (Amitur); Luiz Figueira de Quental, diretor executivo da Associação Brasileira de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo (Abresi) e vice-presidente da Amitur; Michel Tuma Ness, presidente da Federação Nacional de Turismo (Fenactur) e vice-presidente da Cntur; Nelson Baeta Neves, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih); Raphael Jafet, da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo e do Hotel San Raphael; e Virgílio de Carvalho, diretor da CNtur e da Abresi. Com a instalação formal da comissão, outras entidades ligadas à atividade do turismo deverão se integrar à mesma
CEF vai recuperar Quadrilátero da Sé
O presidente da CEF, Jorge Mattoso, apresentou à prefeita Marta Suplicy, no começo deste mês, o plano de recuperação do conjunto de prédios históricos da instituição entre o Pátio do Colégio e a Praça da Sé (foto), como parte das comemorações dos 450 anos da cidade. A proposta prevê: restauro das fachadas dos edifícios das ruas Floriano Peixoto (números 54 e 64, onde serão instalados um teatro, um auditório e sala de exposições), Roberto Simonsen (85/89 e 97/101, que receberão oficinas culturais e o futuro museu da CEF) e Wenceslau Braz (61/67, para escritórios); demolição de dois prédios não tombados na Floriano Peixoto (40/44 e 47/50) para construção de um edifício de escritórios da própria CEF; construção de um prédio para moradia em terreno vago para atender 26 famílias pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR); e praça interligando o conjunto. Em 25 de janeiro a previsão é entregar, além das fachadas restauradas, o espaço das oficinas culturais.
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