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Praça
Don
Orione
vira
palco
de
evento
multiartístico
aos
sábados
Por
Ana
Maria
Ciccacio
Um
mix
de
teatro,
debate,
música
e
poesia,
com
direito
a
chorinho
paulistano,
sambão
da
Vai-Vai
e
tambor
de
crioula,
dá
o
tom
do
que
a
Companhia
Lorquiana
de
Poetas
Bárbaros,
formada
por
quatro
jovens
atores,
cinco
agregados
e
12
adolescentes
em
liberdade
assistida
da
Febem
de
Osasco,
programou
para
as
tardes
de
sábados
até
meados
de
novembro,
na
Praça
Don
Orione,
coração
do
Bixiga
(Rua
Fortaleza
com
13
de
Maio).
O
evento
multiartístico
comemora
um
ano
de
apresentações
da
Cia.
Lorquiana
ao
ar
livre
nas
escadarias
da
Rua
13
de
Maio,
com
os
donos
das
cantinas
italianas
providenciando
mesas
e
cadeiras
para
acomodar
o
público
e
aplaudindo
de
pé
a
iniciativa
A
Cia.
Lorquiana,
que
têm
fixos
Kleber
Luiz
Bosque,
ator
e
diretor,
aluno
em
curso
de
especialização
na
ECA-USP,
Alexandre
Guimarães,
Dimmy
Anderson,
Cecel
Trajano
(ator
que
ministra
aulas
de
teatro
dentro
da
Febem),
surgiu
como
a
maioria
das
companhias
teatrais,
procurando
espaço
para
se
apresentar
na
agenda
apertada
dos
teatros.
Como
não
conseguia,
no
ano
retrasado
optou
por
se
exibir
ao
ar
livre.
Ganharam
com
isso
as
praças
da
Vila
Brasilândia
e
depois
o
Terminal
de
Ônibus
da
Lapa,
onde
a
companhia
interpretou
de
graça
poemas
e
textos
teatrais
do
grande
poeta
e
dramaturgo
espanhol
Garcia
Lorca
—
eis
aí
o
lorquiana
do
nome
dela.
Tearo
música
e
poesia
nas
ruas
Passado
o
primeiro
ano
de
puro
altruísmo,
a
vida
da
companhia
deu
um
salto
qualitativo
quando,
no
ano
passado,
aprovada
a
Lei
Municipal
13.540,
Vai,
de
autoria
do
vereador
Nabil
Bonduki,
para
incentivar
projetos
culturais
com
fins
comunitários
e
voltados
a
jovens
carentes,
a
trupe
passou
a
receber
subsídios
para
o
trabalho.
Foi
possível
comprar
equipamento
de
som,
luz
e
percussão.
Figurino
eles
sempre
fizeram
com
material
reciclado.
Em
outubro
do
ano
passado,
começou
o
trabalho
nas
escadarias
do
Bixiga.
E
todo
mundo
deu
aquela
força.
A
Subprefeitura
da
Sé
atendeu
ao
pedido
do
grupo
e
providenciou
com
o
Limpurb
a
lavagem
diária
do
lugar.
Crianças
e
adolescentes
do
próprio
bairro
sempre
apareceram
para
dar
uma
mãozinha
na
montagem
dos
espetáculos.
O
Conseg
(Conselho
de
Segurança)
da
Bela
Vista
buscou
apoio
para
que
os
espetáculos
ocorressem
na
maior
paz.
E
o
pessoal
do
Circo
de
Trapo,
da
Zona
Leste,
com
seus
coloridíssimos
palhaços,
também
aderiu.
Agora
é
festa,
é
comemorar
o
que
deu
certo.
Veja
abaixo
a
programação.
Sábados,
às
16h,
eles
estão
na
Praça
D.
Orione
Sábado
a
sábado,
o
evento
na
D.
Orione
Dia
23/10:
Teatro
Vocacional
(grupos
da
periferia
que
recebem
um
ator
formado
pela
ECA
ou
EAD
que
dá
orientação
a
atores
que
não
têm
nenhum
acesso
a
leis
de
incentivo);
debate
sobre
o
tema
“Teatro
com
um
T
bem
grande”,
com
Gustavo
Trestini,
Erica
Montanheiro
(Teatro
Vocacional),
Ângelo
Madureira
(Companhia
Brasílica)
e
Flávio
Desgranges;
espetáculo
de
tambor
de
crioula
e
côco
da
Companhia
Brasílica,
que
é
de
Pernambuco
e
abriu
filial
em
São
Paulo
há
quatro
anos,
na
Vila
Madalena.
30/10:
apresentação
do
grupo
de
teatro
OFF
OFF
B,
alunos
da
periferia
do
Teatro
Vocacional
também;
debate
sobre
o
tema
“Bebida
é
água,
comida
é
pasto
e
o
teatro
é
o
que?
O
Povo
tem
sede
e
fome
de
teatro?”,
com
Paulo
Celestino
(Grupo
XXI),
Aiman
Hamoud
(Fraternau)
e
Samanta
Gracioso
(vocacional);
guerra
de
DJs
com
Wilson
IFX
e
Roberto
Trancy
(Tresh
X
Eletrônic)
06/11:
espetáculo
da
Cia.
Teatral
Toca
a
oca
do
Francisco
Jr;
debate
sobre
“Teatro
na
sexta
básica/A
importância
do
acesso
às
artes
para
a
formação
de
um
novo
público,
com
a
Maria
Silvia
Betti,
Dulce
Munis,
Valmir
Pavan
e
Claudia
Alves
(do
Teatro
Vocacional);
show
com
o
grupo
Duo
dedo
ao
sopro,
de
chorinho
paulistano;
13/11:
Teatro
Vocacional
CEU
Três
Lagos;
debate
sobre
“Teatro
pop/Teatro
não
é
artigo
de
luxo”,
com
Luis
Fernando
Ramos,
Roberto
Rosa
(Fabrica
São
Paulo),
Márcia
de
Barros
(Fabrica
São
Paulo)
e
Pedro
Granato
(IVO
60);
apresentação
do
Grupo
de
Teatro
Ivo
60;
show
com
a
velha
guarda
da
VAI
–
VAI
“Tributo
a
Adoniran
Barbosa”.
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