|
Viva o Centro:
respeito
aos
Direitos
Humanos
é parte
essencial
da
Aliança
Uma passeata intitulada “Ato Público pela Humanização do
Centro Histórico” foi promovida no Centro de São Paulo, na manhã desta
segunda-feira (28/7), por entidades ligadas a movimentos sociais. O ato protestava
contra supostos maus tratos sofridos por moradores de rua, questionando
aspectos do programa Aliança pelo Centro Histórico, especialmente sua proposta
de “qualidade total nos quesitos zeladoria urbana e controle da ocupação
irregular do espaço público”.
A Aliança pelo Centro Histórico – parceria entre Prefeitura,
Governo do Estado e Associação Viva o Centro –, cujos passos preliminares para
a implantação tiveram início há menos de um mês na área do Triângulo Histórico
(Praça da Sé e largos São Bento e São Francisco) objetiva dar qualidade total aos
serviços públicos, inclusive e principalmente aos de promoção social.
Na sexta-feira (25/7), em resposta à Carta Aberta
divulgada na ocasião pelos promotores da passeata, a Viva o Centro publicou
neste site uma nota de esclarecimento sobre a Aliança. Nessa nota, a Associação
afirma que “a Aliança é pela plena superação de todos
os problemas sociais com atendimento efetivo a todos que se encontram em
situação de rua, para que possam deixar o mais cedo possível essa condição
vulnerável, que os sujeita a toda sorte de violência, conquistando sua autonomia”.
Em sua
nota, a Viva o Centro coloca a Aliança acima de quaisquer interesses, “pela preservação
da vida e segurança de todas as pessoas.” E, por fim, considera importante que
“todas as entidades e organizações da sociedade civil, cada qual em sua área de
especialização, participem desse esforço coletivo”. Clique aqui para ver a íntegra.
O superintendente da Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de
Almeida, observa que se a promoção social estivesse 100%, não
teria sentido pedir qualidade total e a Aliança não precisaria lhe dar tanta ênfase.
“É claro que qualidade total nesse âmbito implica respeito incondicional aos
Direitos Humanos. A sociedade está cansada de saber sobre a situação dos
moradores de rua. Denunciar sem propor uma solução para o problema não dá mais.
A Aliança surgiu exatamente para modificar esse tipo de imobilismo e temos certeza de que
terá sucesso.”
|