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Viva o Centro é modelo de atuação para
empresa mineira
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Fabio
Mattos

Diomar Silveira, da Práxis, e Marco Antonio
Ramos de Almeida, da Viva o Centro,
conversaram sobre requalificação de áreas centrais
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O consultor da empresa mineira
Práxis Projetos e Consultoria Ltda., Diomar Silveira, visitou na sexta-feira
(22/9) a Viva o Centro e teve uma
reunião com o superintendente da Associação, Marco Antonio Ramos de
Almeida, para discutir o processo de requalificação de
centros urbanos. Responsável pela condução do processo de revalorização do
Hipercentro de Belo Horizonte – MG, a Práxis tem procurado ouvir a comunidade
local e entidades conceituadas como a Viva
o Centro valorizando experiências bem sucedidas no intuito de melhor
conduzir seus trabalhos.
O hipercentro corresponde à área
central de Belo Horizonte e inclui vários imóveis tombados pelo patrimônio
histórico. Nos últimos anos, a região foi se esvaziando, perdendo bares,
cinemas, restaurantes, escritórios e consultórios de profissionais liberais.
A capital de Minas Gerais, Belo
Horizonte, foi fundada em 1897, mas, apesar ter um centro histórico considerado
jovem, este passa por um processo de degradação e esvaziamento. Silveira tem
entrevistado lideranças de diversos setores como construção civil, serviços,
comércio e indústria. Ele disse que o objetivo da Práxis é “formular diretrizes
para a gestão do plano de reabilitação do hipercentro e buscar conhecimento
sobre Parcerias Público Privadas (PPPs)”.
Antecedentes
Quando elaborava o Plano Diretor
da cidade, a Prefeitura de Belo Horizonte percebeu a necessidade de fomentar a
recuperação da área central do município. Para isso, abriu um processo de
licitação para selecionar uma empresa que conduzisse o processo de elaboração
do plano de revalorização do hipercentro. Coube à Práxis a tarefa, que começou
por elaborar um diagnóstico dos problemas no local.
A iniciativa de ouvir a
comunidade local não é nova em Belo Horizonte. Já em 2002, antes mesmo de ter
vencido a licitação, a Práxis havia elaborado um relatório de uso e desuso de
imóveis no Centro, com base em entrevistas com usuários e moradores da área
para ter uma idéia do que a coletividade imaginava que pudesse ser feito para
revitalizá-la. Em decorrência, algumas medidas foram tomadas, como: limpeza de
edifícios tombados, implantação de calçadões e reforma de praças.
Problemas comuns
Silveira explicou que a questão
dos ambulantes não é uma exclusividade do Centro de São Paulo. No Hipercentro
de Belo Horizonte eles estavam presentes, mas com a pressão da população, o
Poder Público tomou uma medida há muito proposta pela Viva o Centro: a criação de espaços adequados ao comércio informal.
“Era impressionante como o Centro da capital mineira era tomado por câmelos e
não se conseguia enxergar o comércio formal”, disse. Foi construído um shopping
exclusivo para o comércio informal e com isso os ambulantes deixaram as ruas.
O superintendente da Viva o
Centro, Marco
Antonio Ramos de Almeida, falou ao consultor da Práxis sobre a
origem da Associação, estrutura e realizações como o Programa de Ações Locais (clique aqui), além das
“10 Propostas para o Centro” (clique
aqui). O superintendente da Viva
o Centro lembrou a Silveira que para se ter um programa de requalificação
de um centro urbano é necessário a elaboração de um planejamento a longo prazo.
Segundo Silveira, “a Viva o Centro é uma experiência bem
sucedida e comentada por todos que se preocupam com a temática das cidades”,
por isso veio a São Paulo conhecê-la. Ele termina no final deste mês de
setembro o processo de captação de entrevistas e afirma que tanto em São Paulo como em Belo Horizonte o
objetivo é o mesmo: “trabalhar para preservar a diversidade das áreas
centrais”.
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