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Proposta
da
Viva o Centro une
poder
público,
entidades
e
universidades
para
incrementar
turismo
no
Centro
Por
Ana
Maria
Ciccacio
clique aqui e veja as fotos do
evento
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Luciano
Sousa
Gilberto Kassab disse que os jovens e seus professores vão ajudar “a Pefeitura,
a cidade, a encontrar o caminho” |
Já
está
na
rua
o
projeto
"Turismo
no
Centro
-
Plano
Estratégico
do
Desenvolvimento".
O
lançamento
foi
nesta
terça-feira
(20/03)
no
majestoso
Salão
Nobre
da
centenária
Faculdade
de
Direiro
da
USP
no
Largo
São
Francisco.
Proposto
pela
Associação
Viva
o
Centro
e
acatado
pelo
Conselho
Municipal
de
Turismo
(Comtur)
por
unanimidade,
o
projeto
está
virando
realidade
com
a
adesão
de
seis
faculdades
sob
a
coordenação
da
São
Paulo
Turismo
e
o
apoio
da
Viva
o
Centro
e
da
Prefeitura
de
São
Paulo,
por
intermédio
da
Subprefeitura
da
Sé.
As seis
universidades que mantêm cursos de turismo e mobilizaram 800 estudantes para
participar
do
projeto,
orientados
por
seus
professores
são: Anhembi
Morumbi, Cruzeiro do Sul (Unicsul), Paulista (Unip), Uninove, Senac São Paulo e
Centro de Educação Federal Tecnológica-Cefet/SP. Elas vão desenvolver um plano
especial de turismo para a área central da cidade. De imediato já aderiram o
São Paulo Convention & Visitors Bureau, entidade que promove turisticamente
o Estado de São Paulo, e o Sebrae-SP. Mesmo script
seguiu a festa de lançamento.
A sala
de pé direito duplo, cortinas e tapetes
vermelhos, cadeiras de espaldar alto, ficou praticamente lotada para o evento,
nada solene e
pomposo. As autoridades logo de início dispensaram o protocolo. Preferiram se
sentar na primeira fila da platéia, tendo ao fundo um salão completamente
lotado por universitários e seus professores, levantando-se com um microfone
sem fio à mão quando solicitadas a falar à moçada. E quando o fizeram, foi com
muito humor.
Ruptura
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Luciano
Sousa
Ator Carlos Gimenez descontraiu ainda mais a platéia com sua performance na
abertura do evento |
Deu
partida ao evento, descontraindo ainda mais o ambiente, o ator Carlos Gimenez,
que todo fim de semana faz uma intervenção na frente da escola apresentando a
Faculdade de Direito no programa TurisMetrô. Gesticulando, ele veio do fundo da
platéia declamando a trova anônima que é símbolo dos estudantes da São
Francisco, e seu folclore: “Quando se sente bater/ No peito heróica pancada/
Deixa-se a folha dobrada/ Enquanto se vai morrer”.
Depois de ouvir Gimenez contar com jeito divertido a história da faculdade criada
por D. Pedro I em 1827, que formou Castro Alves e Álvares de Azevedo, além de nove
presidentes da República, a tradição do lugar não contrastava com a juventude
da platéia, sendo antes um sinal de ruptura com velhos preconceitos, algo
captado pelas autoridades.
“É uma alegria muito grande para a Prefeitura
de São Paulo ter a oportunidade de trabalhar com vocês”, disse o prefeito
Gilberto Kassab. “Nosso agradecimento às universidades, aos professores, aos
estudantes, à querida Viva o Centro. De prefeito a prefeito, de governador a
governador, junto com nossos pais, avós e agora a gente, o Centro vai resgatando
nossas raízes. Vocês estão ajudando a Prefeitura, a cidade de São Paulo a
encontrar o caminho.”
Compareceram, além do prefeito, o secretário de
Governo, Clóvis Carvalho, o secretário de Coordenação de Subprefeituras e
Subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo, o presidente da São Paulo Turismo, Caio Luiz de Carvalho,
o superintendente geral da Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de
Almeida, o presidente do São Paulo Convention
& Visitors Bureau, Orlando
de Souza, além de diretores, professores e alunos das
seis universidades, que lotaram o Salão Nobre da Faculdade do Largo São
Francisco.
“É uma
emoção ter aqui aqueles que podem trabalhar o futuro da nossa cidade. E vamos
começar a trabalhar já”, disse Caio Luiz de
Carvalho, que se formou na São Francisco em
1975 e estava especialmente feliz por lançar o projeto com o apoio de tanta
gente, e jovem. Carvalho, depois de expor todo o projeto, garantiu aos
estudantes: “Vocês vão nos ajudar a transformar em tesouros a rica matéria-prima
turística existente hoje no Centro. Ajudar a cidade e a vocês também a ganhar
dinheiro com isso. Como disse Adoniran Barbosa, quem quer ser universal tem que
cantar sua aldeia”.
Marco
Antonio Ramos de Almeida, em nome da Viva o
Centro, disse que recuperar e promover o Centro de São Paulo é importante para
a cidade toda. “O Centro é a marca, a identidade da cidade. Bem-vindos todos ao
Centro.” Principalmente, a Viva o Centro coloca à disposição do projeto seus
mapas, estudos e o inestimável apoio da coletividade da área central organizada
em mais de 40 Ações Locais, coordenadas pela Associação, que vão facilitar o acesso dos
estudantes pesquisadores aos estabelecimentos e equipamentos de interesse
turístico situados na região (hotéis, restaurantes, bares, cafés, lojas,
museus, cinemas, teatros etc).
Andréa Matarazzo festejou: “Com gente moça a gente faz uma
revolução barulhenta. É disso que o Centro precisa”. O professor Glauber Eduardo
dos
Santos,
do Cefet-SP, em nome das universidades, parabenizou a São Paulo Turismo pela iniciativa
de levar adiante a proposta da Viva o Centro. “Com esse projeto os estudantes
vão para as ruas, desenvolver na na prática o que aprenderam em sala de aula. O
projeto resulta de uma visão comprometida com o interesse público.” E na mesma
linha foi Tiago Silva Meireles, em nome dos estudantes. Ele destacou a
oportunidade única de fazer um trabalho ao mesmo temo de aprendizado e de
cidadania.
O projeto
|
Luciano
Sousa
Presidente da SPTuris Caio Luiz de Carvalho: “É uma emoção ter aqui os que podem
trabalhar pelo futuro de nossa cidade”
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Os professores e os 800 estudantes de turismo das seis
universidades envolvidas no projeto vão trabalhar neste e no próximo semestre, começando
por uma extensiva pesquisa de campo. Na primeira fase, os estudantes farão um
inventário dos atrativos e serviços de lazer e turismo na área da Subprefeitura
da Sé. É importante que todos colaborem, que recebam os jovens, respondam às
suas perguntas. O Centro precisa desses dados para fazer seu plano de turismo.
Apóia o projeto a agência Maringá Turismo, que já patrocina
a recuperação de praças no Centro, e custeia as camisetas identificadoras para
os estudantes da pesquisa de campo. É nesse ponto da pesquisa que as Ações
Locais terão um papel muito importante, “abrindo as portas de seus filiados”
para a moçada. As secretarias municipais da Cultura e Educação e seus
equipamentos culturais no Centro também devem colaborar.
Na segunda etapa, serão apresentados os diagnósticos,
elaboração e formulação de ações estratégicas e mercadológicas.
A iniciativa do projeto partiu de uma recomendação feita em
24 de julho do ano passado (2006) pela Viva o Centro ao Conselho Municipal de
Turismo (Comtur), da qual a entidade faz parte, e que teve aprovação unânime de
seus membros. Na ocasião, a Viva o Centro sugeriu que a São Paulo Turismo formulasse um
plano para incrementar o turismo no Centro de São Paulo, considerando suas
características especiais.
O Centro merece
|
Luciano
Sousa
Para Marco Antonio Ramos de Almeida, da Viva o Centro, “a recuperação e
promoção do Centro são importantes para toda cidade” |
O Centro Histórico de São Paulo – distritos Sé e República
– tem uma área relativamente pequena, apenas 4,4 km2, ou menos de 0,5% da área total da
cidade, mas com uma concentração de 8% dos empregos formais, 20% de toda a
movimentação diária de pessoas na cidade, alta concentração de infra-estrutura
e comércio, diversidade de equipamentos culturais e edifícios históricos. Seu
papel é fundamental na consolidação da identidade de São Paulo.
Todo mês milhares de pessoas desembarcam na cidade para
fazer negócios ou participar de congressos e feiras nacionais e internacionais
nas mais variadas áreas. Com esse público extra, em geral ávido de diversão
depois do trabalho, São Paulo poderia aproveitar melhor seu potencial cultural
e de lazer, bem como sua rica gastronomia e ampla rede hoteleira. E o Centro,
mais ainda.
O turismo, além disso, sempre esteve entre as preocupações
da Viva o Centro, tanto que a entidade mantém uma Comissão Consultiva de
Turismo que reúne os principais atores do setor sob a presidência de Nelson de
Abreu Pinto, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Gastronomia,
Hospitalidade e Turismo-Abresi.
A proposta da Viva o Centro foi a de que se estabelecessem
parcerias para: 1) avaliação do potencial de desenvolvimento do Centro, 2)
identificação de necessidades e problemas, 3) idéias e sugestões, 4) elaboração
de um Plano de Ações e 4) capacitação e sensibilização da população. A SPTuris
difundiu a idéia e convocou parceiros interessados. Logo as universidades
colocaram-se à disposição, manifestando interesse em colaborar com o projeto e
envolver professores e estudantes nessa experiência pedagógica inédita.
Cobertura
O
informeOnLine
vai
acompanhar
o
desenvolvimento
desse
trabalho
e
irá
divulgando
seus
resultados
à
medida
em
que
forem
acontecendo.
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