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21/03/07

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Proposta da Viva o Centro une poder público, entidades
e universidades para incrementar turismo no Centro

 

Por Ana Maria Ciccacio

clique aqui e veja as fotos do evento

Luciano Sousa

Gilberto Kassab disse que os jovens e seus professores vão ajudar “a Pefeitura, a cidade, a encontrar o caminho”

Já está na rua o projeto "Turismo no Centro - Plano Estratégico do Desenvolvimento". O lançamento foi nesta terça-feira (20/03) no majestoso Salão Nobre da centenária Faculdade de Direiro da USP no Largo São Francisco. Proposto pela Associação Viva o Centro e acatado pelo Conselho Municipal de Turismo (Comtur)  por unanimidade, o projeto está virando realidade com a adesão de seis faculdades sob a coordenação da São Paulo Turismo e o apoio da Viva o Centro e da Prefeitura de São Paulo, por intermédio da Subprefeitura da Sé.

 

As seis universidades que mantêm cursos de turismo e mobilizaram 800 estudantes para participar do projeto, orientados por seus professores são: Anhembi Morumbi, Cruzeiro do Sul (Unicsul), Paulista (Unip), Uninove, Senac São Paulo e Centro de Educação Federal Tecnológica-Cefet/SP. Elas vão desenvolver um plano especial de turismo para a área central da cidade. De imediato já aderiram o São Paulo Convention & Visitors Bureau, entidade que promove turisticamente o Estado de São Paulo, e o Sebrae-SP. Mesmo script seguiu a festa de lançamento.

 

A sala de pé direito duplo, cortinas e tapetes vermelhos, cadeiras de espaldar alto, ficou praticamente lotada para o evento, nada solene e pomposo. As autoridades logo de início dispensaram o protocolo. Preferiram se sentar na primeira fila da platéia, tendo ao fundo um salão completamente lotado por universitários e seus professores, levantando-se com um microfone sem fio à mão quando solicitadas a falar à moçada. E quando o fizeram, foi com muito humor.

 

Ruptura

 

Luciano Sousa

 

Ator Carlos Gimenez descontraiu ainda mais a platéia com sua performance na abertura do evento

 

Deu partida ao evento, descontraindo ainda mais o ambiente, o ator Carlos Gimenez, que todo fim de semana faz uma intervenção na frente da escola apresentando a Faculdade de Direito no programa TurisMetrô. Gesticulando, ele veio do fundo da platéia declamando a trova anônima que é símbolo dos estudantes da São Francisco, e seu folclore: “Quando se sente bater/ No peito heróica pancada/ Deixa-se a folha dobrada/ Enquanto se vai morrer”.  

Depois de ouvir Gimenez contar com jeito divertido a história da faculdade criada por D. Pedro I em 1827, que formou Castro Alves e Álvares de Azevedo, além de nove presidentes da República, a tradição do lugar não contrastava com a juventude da platéia, sendo antes um sinal de ruptura com velhos preconceitos, algo captado pelas autoridades.

 

 “É uma alegria muito grande para a Prefeitura de São Paulo ter a oportunidade de trabalhar com vocês”, disse o prefeito Gilberto Kassab. “Nosso agradecimento às universidades, aos professores, aos estudantes, à querida Viva o Centro. De prefeito a prefeito, de governador a governador, junto com nossos pais, avós e agora a gente, o Centro vai resgatando nossas raízes. Vocês estão ajudando a Prefeitura, a cidade de São Paulo a encontrar o caminho.”

 

Compareceram, além do prefeito, o secretário de Governo, Clóvis Carvalho, o secretário de Coordenação de Subprefeituras e Subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo, o presidente da São Paulo Turismo, Caio Luiz de Carvalho, o superintendente geral da Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida, o presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Orlando de Souza, além de diretores, professores e alunos das seis universidades, que lotaram o Salão Nobre da Faculdade do Largo São Francisco.

 

“É uma emoção ter aqui aqueles que podem trabalhar o futuro da nossa cidade. E vamos começar a trabalhar já”, disse Caio Luiz de Carvalho, que se formou na São Francisco em 1975 e estava especialmente feliz por lançar o projeto com o apoio de tanta gente, e jovem. Carvalho, depois de expor todo o projeto, garantiu aos estudantes: “Vocês vão nos ajudar a transformar em tesouros a rica matéria-prima turística existente hoje no Centro. Ajudar a cidade e a vocês também a ganhar dinheiro com isso. Como disse Adoniran Barbosa, quem quer ser universal tem que cantar sua aldeia”.

 

Marco Antonio Ramos de Almeida, em nome da Viva o Centro, disse que recuperar e promover o Centro de São Paulo é importante para a cidade toda. “O Centro é a marca, a identidade da cidade. Bem-vindos todos ao Centro.” Principalmente, a Viva o Centro coloca à disposição do projeto seus mapas, estudos e o inestimável apoio da coletividade da área central organizada em mais de 40 Ações Locais, coordenadas pela Associação, que vão facilitar o acesso dos estudantes pesquisadores aos estabelecimentos e equipamentos de interesse turístico situados na região (hotéis, restaurantes, bares, cafés, lojas, museus, cinemas, teatros etc).

 

Andréa Matarazzo festejou: “Com gente moça a gente faz uma revolução barulhenta. É disso que o Centro precisa”. O professor Glauber Eduardo dos Santos, do Cefet-SP, em nome das universidades, parabenizou a São Paulo Turismo pela iniciativa de levar adiante a proposta da Viva o Centro. “Com esse projeto os estudantes vão para as ruas, desenvolver na na prática o que aprenderam em sala de aula. O projeto resulta de uma visão comprometida com o interesse público.” E na mesma linha foi Tiago Silva Meireles, em nome dos estudantes. Ele destacou a oportunidade única de fazer um trabalho ao mesmo temo de aprendizado e de cidadania.

 

O projeto

 

Luciano Sousa

 

Presidente da SPTuris Caio Luiz de Carvalho: “É uma emoção ter aqui os que podem trabalhar pelo futuro de nossa cidade”

 

Os professores e os 800 estudantes de turismo das seis universidades envolvidas no projeto vão trabalhar neste e no próximo semestre, começando por uma extensiva pesquisa de campo. Na primeira fase, os estudantes farão um inventário dos atrativos e serviços de lazer e turismo na área da Subprefeitura da Sé. É importante que todos colaborem, que recebam os jovens, respondam às suas perguntas. O Centro precisa desses dados para fazer seu plano de turismo.

 

Apóia o projeto a agência Maringá Turismo, que já patrocina a recuperação de praças no Centro, e custeia as camisetas identificadoras para os estudantes da pesquisa de campo. É nesse ponto da pesquisa que as Ações Locais terão um papel muito importante, “abrindo as portas de seus filiados” para a moçada. As secretarias municipais da Cultura e Educação e seus equipamentos culturais no Centro também devem colaborar.

 

Na segunda etapa, serão apresentados os diagnósticos, elaboração e formulação de ações estratégicas e mercadológicas.

 

A iniciativa do projeto partiu de uma recomendação feita em 24 de julho do ano passado (2006) pela Viva o Centro ao Conselho Municipal de Turismo (Comtur), da qual a entidade faz parte, e que teve aprovação unânime de seus membros. Na ocasião, a Viva o Centro sugeriu que a São Paulo Turismo formulasse um plano para incrementar o turismo no Centro de São Paulo, considerando suas características especiais.

 

O Centro merece

 

Luciano Sousa

 

Para Marco Antonio Ramos de Almeida, da Viva o Centro, “a recuperação e promoção do Centro são importantes para toda cidade

O Centro Histórico de São Paulo – distritos Sé e República – tem uma área relativamente pequena, apenas 4,4 km2, ou menos de 0,5% da área total da cidade, mas com uma concentração de 8% dos empregos formais, 20% de toda a movimentação diária de pessoas na cidade, alta concentração de infra-estrutura e comércio, diversidade de equipamentos culturais e edifícios históricos. Seu papel é fundamental na consolidação da identidade de São Paulo.

 

Todo mês milhares de pessoas desembarcam na cidade para fazer negócios ou participar de congressos e feiras nacionais e internacionais nas mais variadas áreas. Com esse público extra, em geral ávido de diversão depois do trabalho, São Paulo poderia aproveitar melhor seu potencial cultural e de lazer, bem como sua rica gastronomia e ampla rede hoteleira. E o Centro, mais ainda.

 

O turismo, além disso, sempre esteve entre as preocupações da Viva o Centro, tanto que a entidade mantém uma Comissão Consultiva de Turismo que reúne os principais atores do setor sob a presidência de Nelson de Abreu Pinto, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo-Abresi.

 

A proposta da Viva o Centro foi a de que se estabelecessem parcerias para: 1) avaliação do potencial de desenvolvimento do Centro, 2) identificação de necessidades e problemas, 3) idéias e sugestões, 4) elaboração de um Plano de Ações e 4) capacitação e sensibilização da população. A SPTuris difundiu a idéia e convocou parceiros interessados. Logo as universidades colocaram-se à disposição, manifestando interesse em colaborar com o projeto e envolver professores e estudantes nessa experiência pedagógica inédita.

 

Cobertura

 

O informeOnLine vai acompanhar o desenvolvimento desse trabalho e irá divulgando seus resultados à medida em que forem acontecendo.

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