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SPTuris, Viva o Centro e seis
universidades lançam plano de turismo para o Centro
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Luciano
Sousa
Centro terá plano estratégico de turismo elaborado pelo poder público,
Viva
o
Centro
e
Universidades |
O Centro de São Paulo terá um plano especial de turismo para incrementar o
segmento que mais gera empregos e renda em todo o mundo. Foi lançado na noite
de terça-feira (20/3), às 19h, pela São Paulo Turismo (SPTuris), Associação
Viva o Centro e seis universidades que mantêm cursos de turismo – Anhembi
Morumbi, Cruzeiro do Sul (Unicsul), Paulista (Unip), Uninove, Senac São Paulo e
Centro de Educação Federal Tecnológica-Cefet/SP – o projeto “Turismo no
Centro – Plano Estratégico de Desenvolvimento”. E o local não poderia ser mais
emblemático, o Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, no Largo São
Francisco.
Compareceram ao evento o
prefeito
Gilberto
Kassab,
o
secretário
de
Governo, Clóvis
Carvalho,
o secretário de Coordenação de Subprefeituras e Subprefeito da
Sé, Andrea Matarazzo, o presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho, e
o superintendente geral da Associação Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de
Almeida, o presidente do São Paulo Convention & Visitors
Bureau,
Orlando
de
Souza, além de diretores, representantes e alunos das
seis universidades, que lotaram o Salão Nobre da Faculdade do Largo São Francisco.
A tarefa
será empreendida por professores e cerca de 800 estudantes de turismo das seis universidades
durante dois semestres, começando por uma extensiva pesquisa de campo a ser
realizada pelos estudantes. Na primeira fase, será feito um inventário dos
atrativos e serviços de lazer e turismo na área da Subprefeitura da Sé. Na
segunda etapa, serão apresentados os diagnósticos, elaboração e formulação de
ações estratégicas e mercadológicas.
Apóiam o
projeto a agência Maringá Turismo, que já patrocina a recuperação de praças no
Centro, e vai custear camisetas identificadoras para os estudantes que farão a
pesquisa de campo, e as Ações Locais, coordenadas pela Associação Viva o
Centro, que vão facilitar o acesso dos estudantes pesquisadores aos
estabelecimentos e equipamentos de interesse turístico situados na região
(hotéis, restaurantes, bares, cafés, lojas, museus, cinemas, teatros etc).
A iniciativa
do projeto partiu de uma recomendação feita em 24 de julho do ano passado
(2006) pela Viva o Centro ao Conselho Municipal de Turismo (Comtur), da qual a
entidade faz parte, e que teve aprovação unânime de seus membros. Na ocasião, a
Viva o Centro sugeriu que a SPTuris formulasse um plano para incrementar o
turismo no Centro de São Paulo, considerando suas características especiais.
O Centro merece
O Centro
Histórico de São Paulo – distritos Sé e República – tem uma área relativamente
pequena, apenas 4,4 km2, ou menos de 0,5% da área total da cidade, mas com uma
concentração de 8% dos empregos formais, 20% de toda a movimentação diária de
pessoas na cidade, alta concentração de infra-estrutura e comércio, diversidade
de equipamentos culturais e edifícios históricos. Seu papel é fundamental na
consolidação da identidade de São Paulo.
Todo mês
milhares de pessoas desembarcam na cidade para fazer negócios ou participar de
congressos e feiras nacionais e internacionais nas mais variadas áreas. Com
esse público extra, em geral ávido de diversão depois do trabalho, São Paulo
poderia aproveitar melhor seu potencial cultural e de lazer, bem como sua rica
gastronomia e ampla rede hoteleira. E o Centro, mais ainda.
O turismo,
além disso, sempre esteve entre as preocupações da Viva o Centro, tanto que a
entidade mantém uma Comissão Consultiva de Turismo que reúne os principais
atores do setor sob a presidência de Nelson de Abreu Pinto, presidente da
Associação Brasileira das Entidades de Gastronomia, Hospitalidade e
Turismo-Abresi.
A proposta
da Viva o Centro foi a de que se estabelecessem parcerias para: 1) avaliação do
potencial de desenvolvimento do Centro, 2) identificação de necessidades e
problemas, 3) idéias e sugestões, 4) elaboração de um Plano de Ações e 4)
capacitação e sensibilização da população. A SPTuris difundiu a idéia e
convocou parceiros interessados. Logo as universidades colocaram-se à disposição,
manifestando interesse em colaborar com o projeto e envolver professores e
estudantes nessa experiência pedagógica inédita.
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