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Glicério recebe primeiro escritório de
inclusão social da América Latina

 

Divulgação

 

Com apoio da União Européia, a Fundação Orsa e a Prefeitura de São Paulo inauguraram às 10h desta terça-feira (19/9) o primeiro escritório de inclusão social da América Latina, o Nós do Centro, na Baixada do Glicério, à Rua Barão de Iguape, 900, Centro de São Paulo. A nova entidade centralizará os serviços sociais gerados pela Fundação Orsa, pela Prefeitura de São Paulo, ONG’s e serviços voluntários da região, além de oferecer cursos de capacitação a pessoas carentes para ingresso no mercado de trabalho e apoio familiar. Esse é o primeiro de dez escritórios sociais que serão implantados em São Paulo, com o apoio da comunidade União Européia, no período de 10 anos.

 

Participaram do evento o prefeito Gilberto Kassab, o presidente do Grupo Orsa, Sérgio Amoroso, o secretário da Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Floriano Pesaro, e o conselheiro da Delegação da Comunidade Européia no Brasil, José Manuel Lopes Cejudo.

 

Na unidade do Glicério, os cursos, com duração de seis meses, já começaram a ser ministrados para cerca de 200 jovens. A meta é capacitar 4.900 jovens em quatro anos. "Este é um dos mais importantes projetos de inclusão social da cidade, coordenado pela Prefeitura e realizado em parceria com outras entidades, como a União Européia e a Fundação Orsa”, disse o prefeito Kassab. “Ao redor dessa região, em especial neste bairro, onde existem muitas pessoas em condições precárias de moradia, poderemos aproximar o poder público da sociedade num local de convivência que centraliza as ações da Prefeitura e facilita o acesso e a integração dos moradores."

 

Centro de Convívio

 

A Baixada do Glicério concentra grande quantidade de cortiços e de moradores de rua, vivendo sob os viadutos do local. O Escritório de Inclusão Social deverá se tornar uma referência para outros nove escritórios que serão implantados na cidade, cinco deles a partir de 2007. O escritório funciona numa área de 800 m², com 14 salas. São espaços para recepção, atendimento social e psicológico, sala de atividades e artes, refeitório e cozinha. O local vai abrigar também um Telecentro e espaço para atividades infantis.

 

Esse projeto de inclusão da Prefeitura, sob coordenação da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, prevê investimentos de R$ 45 milhões (15 milhões de euros) em quatro anos, divididos entre a União Européia e o município. Neste primeiro ano, serão investidos R$ 3 milhões.  Estão envolvidas também as secretarias municipais do Trabalho, Cultura e Participação e Parceria, que se responsabilizarão pela organização das atividades e serviços, de acordo com o mapeamento de interesse de cada região.

 

As atividades incluem pagamento de bolsa-auxílio aos alunos dos cursos de capacitação profissional, no valor de R$ 200. O objetivo é aumentar o nível de renda, elevar o padrão de vida e melhorar a situação da população da região central, que vive na linha da vulnerabilidade social. A estimativa é que existam 60 mil moradores de cortiços na região.

 

Bom para o Centro

 

De acordo com Marcelo Estraviz Rodrigues, diretor nacional do "Nós do Centro", os cursos terão foco na revitalização da área central de São Paulo com possibilidade de formação em zeladoria patrimonial, paisagismo, recuperação e restauro de imóveis. Numa outra frente de atuação, o programa vai capacitar mulheres para exercer o papel de agentes multiplicadoras em questões de gênero, como violência contra a mulher e gravidez precoce.

 

A Associação Viva o Centro sempre defendeu a sinergia entre os vários equipamentos sociais públicos e da iniciativa privada para promover a inclusão social de pessoas carentes no Centro. No documento “10 Propostas para o Centro”, sugeriu ao poder público municipal, ainda em 2004, durante a campanha eleitoral à Prefeitura de São Paulo, a “implantação de uma eficiente coordenação e gestão, pela Prefeitura, da rede de instituições públicas e privadas que atendem e/ou acolhem pessoas em situação de rua do Centro”. A medida, segundo a entidade, deverá prover condições para a inclusão social dessas pessoas ou encaminhá-las ao atendimento necessário, de modo a tirá-las das ruas e devolver-lhes a dignidade.

 

 
 
   
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