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Agentes de proteção social, agora formados, prontos para o trabalho
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Rafael de Carvalho
Pessoas em situação de rua aguardam atendimento diferenciado pelos agentes de proteção social |
Melhorias na condição de vida de famílias carentes na periferia, atendimento eficiente a crianças e adultos em situação de rua e atenção aos problemas de favelas e cortiços são ações que requerem grande especialização dos profissionais da área social. Consciente disso, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) decidiu investir na capacitação de 351 de seus agentes de proteção social. Os certificados de conclusão eles recebem nesta quarta-feira (19/12) pela manhã, na Universidade Mackenzie.
A capacitação dos agentes de proteção social contribui para a melhor abordagem às pessoas em vulnerabilidade social. “Hoje temos em São Paulo, como principal programa da Smads, o Ação Família - Viver em Comunidade. Nesse programa, trabalhamos com as comunidades mais pobres da periferia da cidade. Os agentes de promoção social, que também são mediadores de conflitos, atuam junto a essas famílias e são recrutados na própria comunidade para ter mais acesso às pessoas e poder de fato auxiliá-las. Eles conhecem as famílias, assim como cada palmo, viela ou beco do lugar onde trabalham. A expectativa é de que trabalhem cada vez mais próximos dessas famílias para que elas possam superar sua pobreza”, revela o secretário da Smads, Floriano Pesaro.
Segundo Pesaro, a atuação dos agentes de proteção social consiste em dispor à população os diversos serviços municipais existentes que contribuam para melhorar as condições de vida das pessoas. “São serviços públicos municipais não só na área da própria Smads, como também da Saúde, da Educação (escola e pós-escola), do Trabalho (documentação, encaminhamento a empregos) etc.” O secretário diz que os agentes de promoção social vão prestar um trabalho similar ao prestado pelos agentes comunitários da saúde, que atuam na periferia. No segundo semestre deste ano, foram oferecidos três cursos de capacitação para estes profissionais. Para obter o certificado, os APS tiveram de ter freqüência de 75% às aulas.
Flagrante
Há duas semanas um cidadão que prefere ter seu nome mantido em sigilo, entrou em contato com a Associação Viva o Centro e a Smads comunicando que agentes de proteção social fumavam, parados, no Vale do Anhangabaú, enquanto, próximo a eles, crianças com não mais de 12 anos inalavam cola à luz do dia. Indagados sobre o motivo pelo qual não abordavam as crianças e as encaminhavam para atendimento, eles responderam que só atendiam adultos, e seguiram ignorando a situação.
O secretário Pesaro disse que tomou atitude drástica quando soube do fato. “Mandei demiti-los sumariamente, porque essa é uma postura inadmissível. Eles não eram ligados ao serviço público diretamente, já que integravam uma das ONGs com as quais a Prefeitura tem convênio. São pessoas que agiram inadequadamente e demonstraram não ter vocação para o trabalho social.”
Sobre as crianças em situação de rua, Pesaro, assim como fez há cinco meses, no 7º Encontro de Dirigentes de Ações Locais e Autoridades Responsáveis pela Área Central, promovido pela Viva o Centro, confirmou que pretende retirar todas as crianças das ruas de São Paulo. “Precisamos de tempo e de paciência da população, mas estamos trabalhando nisso com afinco. Os mecanismos nós já temos. Estão aí os agentes de promoção social e as ONGs conveniadas, que estão sendo cobradas por resultados.” Segundo ele, esse problema será solucionado pela Smads pela exigência no cumprimento de prazos e eficácia no atendimento. “Não é da noite para o dia que se resolve isso, mas vamos realmente tirar as crianças das ruas.”
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