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Cemitério da Consolação completa um século e meio de existência
O primeiro cemitério público de São Paulo, o Cemitério da Consolação, completa 150 anos de histórias, esculturas e cultura em suas lápides que retratam períodos importantes da cidade e do país esculpidas por diversos artistas.
As
pessoas
que
visitarem
o
local
receberão
a
cartilha
"História
e
Arte
no
Cemitério
da
Consolação",
que
fala sobre
esse
importante
marco
na
história
paulistana
e
reproduz
na
capa
parte
de
uma
das
belíssimas
esculturas
de
Victor
Brecheret.
Ali, há diversas personalidades, como o ex-presidente
Washington Luís, a Marquesa de Santos, Mario de Andrade, o jazigo da família
Álvares Penteado, Campos Salles e Ruth Cardoso, entre outros. O seu traçado
interno, a capela, o pórtico de entrada e ossário foram projetados por Ramos de
Azevedo, representando a tipologia dos cemitérios entre o final do século XIX e
começo do século XX. Atualmente, ele é tombado pelo Conselho de Defesa do
Patrimônio Histórico (Condephaat).
Livro
Em homenagem, a Secretaria Municipal da Cultura, juntamente
com a Secretaria de Serviços e o Serviço Funerário, fez o livro “História e
Arte no Cemitério da Consolação”, sobre a história do cemitério e um roteiro
com a localização de jazigos de personagens importantes da história além do
cotidiano de algumas personalidades em diversos períodos históricos. Ele é
distribuído a todas as pessoas que visitarem o museu.
História
Apesar de ter sido inaugurado em 15 de agosto e 1858, a idéia de sua
histórica começou em 1829, quando o vereador Joaquim Antonio Alves Alvim
propôs, pela primeira vez, a construção de um cemitério público na cidade. Até
então, os corpos eram sepultados em solo sagrado, no interior das igrejas.
Ao fim do século 18, este costume começou a ser contestado
pelos higienistas, que consideravam este hábito perigoso à saúde. As grandes
epidemias da cidade eram resultados de uma contínua manipulação dos restos
mortais no interior das igrejas produzia os temidos miasmas - mau cheiro-, estes tidos como a grande causa
das doenças no período pré-microbiano. Por causa de crenças religiosas, os
debates sobre os sepultamentos duraram ainda 30 anos.
Em 1855, o engenheiro Carlos Rath elaborou um estudo e
propôs que o melhor local para a construção do cemitério público paulistano
seria nos altos da Consolação. Ele levou em conta a altitude da região, a
direção dos ventos dominantes, a qualidade do solo e, principalmente, a sua
distância da cidade da época – triângulo histórico composto pelo Pátio do
Colégio, Largo São Bento e Largo São Francisco.
O cemitério da Consolação
foi o único existente na cidade até o ano de 1893 quando, então, foi aberto o
Cemitério do Braz , conhecido como 4ª Parada. Quatro anos depois, em 1897,
seria inaugurado o cemitério do Araçá.
A partir da construção
dessas duas outras necrópoles, o cemitério da Consolação – que antes atendia
todas as camadas – inicia um processo de elitização consolidado nas décadas
seguintes. O requinte que já se fazia presente em sua parte mais rica, o
cemitério da Consolação permanecia com um aspecto um tanto quanto sombrio, e
isso era devido principalmente aos seus muros, sem qualquer reboco e pintura,
bem como ao seu portão de ferro original e entrada, que davam à necrópole um
aspecto desagradável.
Em 1902, o arquiteto Ramos
de Azevedo projetou e deu melhor aspecto ao lugar, o que foi concluído em 1909,
quando se tornou um ponto turístico importante na capital.
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