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15/08/08

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Cemitério da Consolação completa um século e meio de existência

Divulgação

 

O primeiro cemitério público de São Paulo, o Cemitério da Consolação, completa 150 anos de histórias, esculturas e cultura em suas lápides que retratam períodos importantes da cidade e do país esculpidas por diversos artistas. As pessoas que visitarem o local receberão a cartilha "História e Arte no Cemitério da Consolação", que fala sobre esse importante marco na história paulistana e reproduz na capa parte de uma das belíssimas esculturas de Victor Brecheret.

 

Ali, há diversas personalidades, como o ex-presidente Washington Luís, a Marquesa de Santos, Mario de Andrade, o jazigo da família Álvares Penteado, Campos Salles e Ruth Cardoso, entre outros. O seu traçado interno, a capela, o pórtico de entrada e ossário foram projetados por Ramos de Azevedo, representando a tipologia dos cemitérios entre o final do século XIX e começo do século XX. Atualmente, ele é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat).

 

Livro

Em homenagem, a Secretaria Municipal da Cultura, juntamente com a Secretaria de Serviços e o Serviço Funerário, fez o livro “História e Arte no Cemitério da Consolação”, sobre a história do cemitério e um roteiro com a localização de jazigos de personagens importantes da história além do cotidiano de algumas personalidades em diversos períodos históricos. Ele é distribuído a todas as pessoas que visitarem o museu.

 

História

Apesar de ter sido inaugurado em 15 de agosto e 1858, a idéia de sua histórica começou em 1829, quando o vereador Joaquim Antonio Alves Alvim propôs, pela primeira vez, a construção de um cemitério público na cidade. Até então, os corpos eram sepultados em solo sagrado, no interior das igrejas.

 

Ao fim do século 18, este costume começou a ser contestado pelos higienistas, que consideravam este hábito perigoso à saúde. As grandes epidemias da cidade eram resultados de uma contínua manipulação dos restos mortais no interior das igrejas produzia os temidos miasmas - mau cheiro-, estes tidos como a grande causa das doenças no período pré-microbiano. Por causa de crenças religiosas, os debates sobre os sepultamentos duraram ainda 30 anos.

 

Em 1855, o engenheiro Carlos Rath elaborou um estudo e propôs que o melhor local para a construção do cemitério público paulistano seria nos altos da Consolação. Ele levou em conta a altitude da região, a direção dos ventos dominantes, a qualidade do solo e, principalmente, a sua distância da cidade da época – triângulo histórico composto pelo Pátio do Colégio, Largo São Bento e Largo São Francisco.

 

O cemitério da Consolação foi o único existente na cidade até o ano de 1893 quando, então, foi aberto o Cemitério do Braz , conhecido como 4ª Parada. Quatro anos depois, em 1897, seria inaugurado o cemitério do Araçá.

 

A partir da construção dessas duas outras necrópoles, o cemitério da Consolação – que antes atendia todas as camadas – inicia um processo de elitização consolidado nas décadas seguintes. O requinte que já se fazia presente em sua parte mais rica, o cemitério da Consolação permanecia com um aspecto um tanto quanto sombrio, e isso era devido principalmente aos seus muros, sem qualquer reboco e pintura, bem como ao seu portão de ferro original e entrada, que davam à necrópole um aspecto desagradável.

 

Em 1902, o arquiteto Ramos de Azevedo projetou e deu melhor aspecto ao lugar, o que foi concluído em 1909, quando se tornou um ponto turístico importante na capital.

 

 
 
   
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