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13/02/08

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Programação do ciclo “Meu Japão Brasileiro

 

Fevereiro 2008

A Migração das Imagens

 

Dia 13

Palestrante: José Carlos Lage

Resumo da palestra: Gambarê (2005, 52 minutos) é um documentário que se propõe a contar a história do Bairro da Liberdade, ressaltando a influência do imigrante japonês na composição do local, ao enraizar em seus domínios a cultura, costumes e tradições de sua terra natal. Como resultado de tal processo, o Bairro da Liberdade fica marcado como principal ponto de referência comercial e de costumes para a comunidade japonesa instalada no Brasil.

 

Dia 27

Palestrante: Mii Saki Tanaka

Resumo da palestra: A telenovela é um produto de agrado e de consumo internacionais. No Japão, a telenovela deriva das radionovelas e vai surgindo com o pós-Segunda Guerra, e, atualmente, é um dos principais produtos feitos pelas TVs nipônicas. Consumidas em outros países do extremo Oriente além do Japão e vistas por imigrantes japoneses ao redor do mundo, as telenovelas japonesas no Brasil são um elemento restrito e de reconhecimento exclusivo das comunidades nipo-brasileiras.

 

Março 2008

Os Filhos do Átomo

 

Dia 05

Palestrante: Marcos Reigota

Resumo da palestra: A cultura nipo-brasileira vivenciada nos anos 1960 e 1970 em Promissão e Tupã será enfocada na constituição de uma Bio:Grafia ecologista na qual o lançamento das bombas sobre Hiroshima e Nagasaki é um dos principais pontos de partida.

 

Dia 19

Palestrante: Mauricio Kinoshita

Resumo da palestra: Hibakusha-Herdeiros Atômicos no Brasil (2006, 15 minutos) é um documentário que retrata a presença no Brasil de cidadãos japoneses que vivenciaram os bombardeios atômicos ao Japão na Segunda Guerra Mundial. Poder assistir ao documentário é ter diante dos olhos o horror, a solidariedade, a morte e a vida que permeiam uma situação tão extrema.

 

Abril 2008

O Corpo da Arte

 

Dia 02

Palestrante: Darci Kusano

Resumo da palestra: A apresentação do teatro japonês no Brasil engendrou novas possibilidades de entendimento cênico, tanto no que se refere ao treinamento dos atores como ao uso de elementos cênicos e dramaturgia. Tanto os teatros clássicos como o nô, o kabuki e o bunraku, como as experiências do pós-guerra foram reveladoras para muitos artistas brasileiros.

 

Dia 16

Palestrante: Madalena Hashimoto

Resumo da palestra: Shunga é um modelo de ilustração e de gravuras japonesas que exprime cenas eróticas e pornográficas. Os limites entre o erótico e o pornográfico, assim como do aceitável e do condenável na Shunga são estabelecidos entre as diferenças culturais de cada país. São estas diferenças culturais que fazem com que no Brasil e no Japão, a Shunga tenha recepções e compreensões muito opostas.

 

Dia 30

Palestrante: Cecília Saito

Resumo da palestra: O Shodô é a arte da caligrafia japonesa que atravessou mais de três mil anos de história para sobreviver no século XXI através de centenas de milhares de pessoas no Japão e em outros países orientais e ocidentais. A prática do Shodô no Brasil é uma combinação de tradição e de inovação.

 

Maio 2008

O Cinema Japonês no Brasil

 

Dia 14

Palestrante: Lucia Nagib

Resumo da palestra: O cinema japonês é um dos mais ricos e férteis, sua divulgação e fruição acompanham diferentes décadas, tendências e diversificações. Dos filmes de arte aos animês, a produção audiovisual japonesa se confunde com as memórias das comunidades nipo-brasileiras assim como a sua introdução e influência no cinema brasileiro.

 

Dia 28

Palestrante: Marcela Canizo

Resumo da palestra: Luz e sombras. Entre a luz estourada do Cinema Novo e a luz obscurecida do cinema japonês clássico, apresentam-se duas estéticas cinematográficas distintas que respondem a características básicas da cultura brasileira e da cultura japonesa. Ao se expor tais práticas pode-se descobrir motivações, detalhes e distinções de duas escolas de cinema.

 

Junho 2008

Desconstruções Culturais

 

Dia 11

Palestrante: Mirian Ou

Resumo da palestra: Primavera (2007, 15 minutos) é um curta-metragem que narra a história de um garoto se vê obrigado a acompanhar os pais numa visita a um cemitério japonês, onde está o túmulo de sua avó. Lá ele terá que lidar com seus medos, e contará com a ajuda de uma misteriosa garota. Exemplo raro dentro da cinematografia brasileira, o curta é um dos poucos filmes nacionais que discute a identidade nipo-brasileira dos descendentes brasileiros.

 

Dia 25

Palestrante: Christine Greiner curadoria

Resumo da palestra: A dança é uma das mais ricas manifestações da cultura japonesa. A sua descoberta e transmissão no Brasil corresponde a uma história de trocas e contatos culturais muito delicada e complexa.

 

Julho 2008

Vários Japões

 

Dia 02

Palestrante: Almir Almas

Resumo da palestra: O imaginário brasileiro sobre o Japão é um objeto utilizado e transformado por muitos que se dedicam às variedades da produção artística brasileira. Com este ponto de partida, Almir Almas irá mostras uma seqüência de vídeos que procuram usar, mostrar e reinventar diferentes possibilidades de combinações entre a cultura brasileira e a cultura japonesa.

 

Sobre os palestrantes

 

Almir Almas é Doutor em Comunicação e Semiótica, professor da ECA-USP e autor da dissertação de mestrado Videohaiku (2000) e da tese de doutorado Televisão Digital Terrestre: Sistemas, Padrões e Modelos (2005).

 

Cecília Saito é artista plástica, Doutora em Comunicação e Semiótica, pesquisadora do Centro de Estudos Orientais da PUC-SP e autora do livro O Shodô, o Corpo e os Novos Processos de Significação (2004).

 

Christine Greiner é professora do Departamento de Linguagens Corporais e do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC-SP e coordenadora do Centro de Estudos Orientais da PUC-SP, é pós-doutora pela Universidade de Tóquio e pelo Centro Nichibunken de Kyoto, e autora dos livros Butô: Pensamento em Evolução (1998) e Teatro Nô e o Ocidente (2000).

 

Darci Kusano é Doutora em Artes Cênicas e autora dos livros O que é Teatro Nô (1988), Os Teatros Bunraku e Kabuki: Uma Visada Barroca (1993) e Yukio Mishima: O Homem de Teatro e de Cinema (2006).

 

José Carlos Lage é cineasta.

 

Lucia Nagib é professora titular de cinema mundial na Universidade de Leeds (Inglaterra) e autora dos livros Em torno da Nouvelle Vaque Japonesa (1993) e Nascido das Cinzas: Autor e Sujeito nos Filmes de Oshima (1995).

 

Madalena Hashimoto é pesquisadora e vice-diretora do Centro de Estudos Japoneses da USP, docente da Faculdade de Filosofia, Letras & Ciências Humanas da USP, e autora do livro Pintura e Escritura do Mundo Flutuante: Hishikawa Moronobu e ukiyo-e Ihara Saikaku e ukiyo-zôshi (2002).

 

Marcela Canizo é graduada em Artes pela Universidade de Buenos Aires, graduada em Cinematografia pelo Instituto Nacional de Cinematografia (Argentina), Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e autora da dissertação de mestrado Orientalismos no Cinema (2006).

 

Marcos Reigota é Mestre em Filosofia da Educação (PUC-SP), Doutor em Educação pela Universidade Católica de Louvain (Bélgica), Pós-Doutor pela Universidade de Genebra (Suíça), realizou estágios de pesquisa na Josai International University (Japão) e na Sophia University (Japão), e autor de uma longa pesquisa, ainda não publicada, sobre os bombardeios a Hiroshima e Nagasaki.

 

Mauricio Kinoshita é cineasta.

 

Mii Saki Tanaka é jornalista, atriz, Mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, Mestra em jornalismo pela Universidade de Sophia (Japão), professora universitária e autora da dissertação de mestrado Sem Medo de Ser Espetáculo-Caso NHK: O Jeito Japonês de se Fazer uma TV Pública (2000).

 

Mirian Ou é cineasta, roteirista e produtora de curtas-metragens e documentários como Quando Tudo Formiga (2004), Tori (2006), Liberdade (2007) e Primavera (2007).

 

 
 
   
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