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Aliança
pelo
Centro
Histórico:
por que o Triângulo?
Por ser o espaço mais emblemático da cidade, começando
por abrigar o Pátio do Colégio, berço de São Paulo. Não há na capital paulista
maior concentração de história por metro quadrado do que no Triângulo, área que
tem nos vértices a Praça da Sé e os largos São Bento e São Francisco. A planta
imperial de São Paulo, em 1810, corresponde ao atual Triângulo Histórico. Era a
cidade da época, o restante eram chácaras ou pequenas aglomerações.
A história da cidade, do Estado e do desenvolvimento
nacional passa necessariamente pelo traçado das vias e pelas construções do
Triângulo. Da conquista do planalto à inserção na economia global, é no
Triângulo que São Paulo tem de fato 454 anos. Apesar de pequena e encravada
entre os vales do Tamanduateí e Anhangabaú, a colina abriga hoje nada menos do
que a terceira maior bolsa de valores do mundo, a BM&FBovespa.
O poder público tem presença maciça na área com seis
secretarias e cinco empresas estaduais, mais o Tribunal de Justiça, Ministério
Público e Tribunal de Contas, 12 secretarias e empresas municipais e a
Ouvidoria do Município. Nada menos do que dez centros culturais e 250 bens
tombados pelos órgãos de defesa do patrimônio histórico revelam o potencial
turístico do Triângulo. O acesso é facílimo: são três estações do metrô, uma em
cada vértice do Triângulo e três terminais de ônibus (Bandeira, D. Pedro II e
Pedro Lessa). Ao se criar um ambiente propício à utilização diurna e noturna
por parte da população, pode-se esperar um efeito pedagógico e indutivo para
melhorias em outras áreas do Centro e da cidade.
Antecedentes
A
fundação
da
cidade
de
São
Paulo
e
a
formação
do
Triângulo
Histórico
constituem,
na
verdade,
uma
coisa
só.
Uma
combinação
de
fatores
levaram
os
jesuítas
portugueses
a
escolher
a
colina,
onde
fica
o
Pátio
do
Colégio,
para
dar
origem
à
cidade.
Sua
topografia
estratégica
para
a
defesa
do
povoado
é
o
mais
conhecido
de
todos,
tendo
o
povoado
sido
bem
sucedido
graças
à
cooperação
entre
portugueses
e
indígenas.
O
terreno
usado
para
erguer
as
primeiras
construções
de
São
Paulo
foi
cedido
pelos
guaianazes,
em
área
adjacente
à
sua
ocara.
Situado
entre
vales,
com
trechos
de
matas
e
imensas
várzeas
cobertas
de
capim,
em
parte
inundáveis
na
época
das
chuvas,
era
uma
área
rica
em
peixes,
aves
e
caça
de
pêlo.
Os
campos
mostraram-se
adequados
ao
plantio
de
legumes,
verduras
e
frutas,
além
de
propício
para
a
criação
de
gado
europeu.
Em
termos
econômicos,
os
indígenas
sabiam
que
os
jesuítas
lhes
forceriam
as
ferramentas
de
que
precisavam
para
trabalhar
a
terra
e
produzir
seus
artefatos.
O
início
de
São
Paulo
foi
marcado
pela
convivência
harmoniosa
entre
portugueses
e
nativos
na
colina
onde
se
formaria
o
Triângulo
Histórico.
O
traçado
inicial
de
São
Paulo
se
deu
em
função
dos
caminhos
indígenas
existentes
que
se
tornaram
os
acessos
à
vila.
Na
construção
dos
muros
de
proteção
do
povoado,
essas
entradas
foram
mantidas
desimpedidas
e,
conseqüentemente,
deram
origem
ao
arruamento
externo.
Com
a
chegada
das
outras
ordens
religiosas
dos
Carmelitas,
Beneditinos
e
Franciscanos,
e
a
construção
de
seus
conventos
nas
bordas
da
colina,
a
estrutura
para
formação
morfológica
do
Triângulo
Histórico
estava
pronta.
A
partir
do
Triângulo
Histórico
a
cidade
de
São
Paulo
foi
crescendo
lentamente,
enquanto
os
paulistas
povoavam
o
planalto
em
todas
as
direções,
multiplicando
os
núcleos
da
capitania.
Em
1711,
a
vila
foi
elevada
à
condição
de
cidade
pela
coroa
portuguesa,
com
aproximadamente
210
casas
e
menos
de
1.000
habitantes.
Sua
importância
regional
já
se
evidenciava
pelo
fato
de
ter
se
tornado
um
entreposto
comercial
ainda
em
pequena
escala.
Na
Planta
da
Imperial
Cidade
de
São
Paulo,
elaborada
em
1810,
a mancha
urbana
cercada
aqui
e
ali
de
pequenos
aglomerados
é
o
próprio
Triângulo
(vejam
a
reprodução
acima).
Vem
daí
a
referência
ao
Centro
como
"Cidade",
até
hoje
em
uso
pelos
habitantes
mais
antigos
de
São
Paulo.
Ir
à
"Cidade"
é
ir
ao
Triângulo
Histórico,
ao
Centro
da
origem
da
imensa
metrópole
onde
vivem
mais
de
10,5
milhões
de
habitantes
na
atualidade,
centro
nervoso
da
economia
brasileira
e
onde
se
localiza
o
maior
número
de
equipamentos
culturais
de
São
Paulo.
Delimitação
O
Triângulo
Histórico,
formado
pelos
vértices
que
ligam
as
igrejas
de
São
Bento,
São
Francisco
e
Sé,
compreende
as
ruas
3
de
Dezembro,
11
de
Agosto,
15
de
Novembro,
Álvares
Penteado,
Anchieta,
Anita
Garibaldi,
Benjamin
Constant,
Boa
Vista,
Ladeira
General
Carneiro,
ruas
do
Comércio,
Cristovão
Colombo,
Direita,
Dr.
Falcão
Filho,
Senador
Feijó,
Florêncio
de
Abreu,
Floriano
Peixoto,
João
Brícola,
José
Bonifácio,
Líbero
Badaró,
Dr.
Miguel
Couto,
do
Ouvidor,
Oliveira,
Barão
de Pranapiacaba,
Senador
Paulo
Egídio,
Quintino
Bocaiúva,
da
Quitanda,
Riachuelo,
Roberto
Simonsen,
São
Bento,
São
Francisco
Santa
Teresa,
Irmã
Simpliciana,
do
Tesouro,
Wenceslau
Brás
e
Avenida
São
João.
Além
das
ruas
citadas,
fazem
parte
também
os
logradouros:
Praça
Antônio
Prado,
Largo
do
Café,
Viaduto
do
Chá,
Pátio
do
Colégio,
Praça
Clóvis
Bevilácqua,
Praça
Padre
Manoel
da
Nóbrega,
Largo
da
Misericórdia,
Praça
Ouvidor
Pacheco
e
Silva,
Praça
do
Patriarca,
Praça
Paulo
A.
de
M.
Duarte,
Largo
São
Bento,
Largo
São
Francisco
e
Praça
da
Sé.
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