|
São Paulo já sedia a 8ª edição do Urban Age
Dois eventos importantes marcam o ano do Urban Age em São Paulo: a 2ª edição do Prêmio Deutsche Bank Urban Age, no valor de US$
100 mil, para soluções a problemas urbanos, com inscrições até 1º/9; e, no mês de dezembro, a Conferência Urban Age América do Sul. Os preparativos já
tomam
conta
da
cidade,
assim
como
ocorreu com NY, Johannesburg,
Londres,
Shangai,
Cidade
do
México,
Berlim
e Mumbai,
sedes
anteriores
do
evento.
O Urban Age – Era Urbana, em tradução livre – não leva esse
nome por acaso. O mundo assiste nas últimas décadas à concentração cada vez
maior de população nas cidades e ao surgimento de megacidades, aglomerações
urbanas de proporções nunca vistas antes na história da humanidade, nas quais a
tendência é a multiplicação de problemas nos âmbitos urbanístico, social,
econômico e de segurança pública, com perda generalizada da qualidade de vida.
São Paulo, com 30 mil habitantes em 1870, época em que era
pouco mais do que uma vila rústica, passou para 8 milhões em 1970 e, hoje, é a
5ª maior cidade do mundo com 10,8 milhões. A Região Metropolitana de São Paulo,
por sua vez, já supera os 19 milhões, empatando com a região do Sudeste da
Inglaterra e à frente da Região Metropolitana da Cidade do México, com 18,9
milhões, e da Região Metropolitana de Mumbai, na Índia, com 17,7 milhões. Acima
de São Paulo há as Regiões Metropolitanas de Nova Delhi (37,1 milhões) e Nova
York (21,2 milhões).
Muita gente, muitos problemas para resolver. Foi
questionando-se como será o futuro desses grandes aglomerados urbanos e o que
fazer para amenizar seus problemas que os sociólogos Richard Sennet
(norte-americano) e sua mulher Saskia Sassen (holandesa) e o arquiteto inglês
Richard Burdett resolveram criar o Urban Age, um espaço de reflexão e ao mesmo
tempo de troca de propostas bem sucedidas no âmbito das melhorias urbanas. O
Urban Age, hoje, resulta da união de esforços de prefeitos, arquitetos,
urbanistas e especialistas de todo o mundo em torno da questão das megacidades.
O suporte intelectual para a realização do evento é
garantido pela London School of Economics and Political Science, da Inglaterra,
à qual Sennet se acha ligado, e pela Alfred
Herrhausen Society, o Fórum Internacional do Deutsche Bank dedicado a aproximação
entre os povos para além das fronteiras nacionais; enquanto o suporte econômico
vem do próprio Deutsche Bank. Em São Paulo, o Urban Age está sendo
organizado em associação com o Governo do Estado de São Paulo (principalmente
por sua Assessoria para Assuntos Internacionais) e a Prefeitura da capital (com
vários órgãos), Universidade de São Paulo e o Centro de Estudo de Política e
Economia do Setor Público na Fundação Getúlio Vargas.
Preparativos
Ao longo deste ano, uma série de workshops realizados em São Paulo e Londres foi planejada para
anteceder a grande conferência marcada para 3, 4 e 5 de dezembro próximo, ou
coroamento de um ano de pesquisas e análises concentradas em cidades da América
do Sul. Nesses workshops os temas
centrais têm sido os da exclusão social e violência urbana, transporte público
e mobilidade, e a relação entre crescimento urbano e provisão de
infra-estrutura.
Do primeiro workshop,
ocorrido em São Paulo no mês de abril, participaram cerca de 50 pessoas entre
representantes da Prefeitura, do Governo do Estado e do Terceiro Setor, e
aproximadamente 15 especialistas em cidades, entre eles alguns procedentes do
exterior e outros ligados a instituições universitárias paulistas como a
FAUUSP, PUC-SP, FGV e Mackenzie.
Foram quatro dias de debates e apresentações para
identificar quais seriam os temas a ser desenvolvidos pelos grupos de trabalho
formados na mesma ocasião e para decidir por onde iriam começar as pesquisas.
Segundo fontes da Assessoria para Assuntos Internacionais do Governo do Estado
de São Paulo, 20 dos pesquisadores vindos do exterior visitaram vários pontos
da cidade, incluindo a Favela de Paraisópolis.
Eles circularam pelas vielas da favela, conversaram com
moradores e lideranças locais, e, com o mesmo objetivo, de conhecer o lugar e
ouvir de seus moradores os problemas que enfrentam, foram à Cidade Tiradentes,
onde também visitaram a unidade local do CEU e o hospital. O olhar treinado
pelo fato de estarem na 8ª edição do Urban Age, fez com que os especialistas
identificassem os principais problemas aí instalados, o que deu origem a três
grupos de trabalho.
Na primeira semana de setembro, em Londres, o chefe de cada
grupo fará uma apresentação de como caminha o estudo empreendido e, em dezembro, São Paulo
terá os resultados expostos durante a grande conferência, quando se reunirão na
cidade mais de 300 experts, entre
brasileiros e estrangeiros. Será uma verdadeira radiografia de São Paulo e de
seus mais prementes problemas, uma oportunidade única de, uma vez de posse do
diagnóstico, avançar para as soluções.
Principalmente,
o Urban Age irá explorar tendências urbanas de outras cidades da América do
Sul, como Rio de Janeiro, Buenos Aires, Bogotá e Lima, o que permitirá um
painel regional comparada das questões sociais, espaciais e econômicas
fundamentais, subjacentes ao crescimento urbano na América do Sul. Para mais
informações sobre a conferência clique aqui.
Premiação
São Paulo, este ano, também tem o privilégio de acolher a
segunda edição do Prêmio Deutsche Bank Urban Age – a primeira foi em Mumbai, em
2007. O prêmio anual de 100 mil dólares, concedido pelo Deutsche Bank, busca
contemplar soluções criativas a problemas e oportunidades com os quais se
depara a metade da população mundial que vive hoje nas cidades.
“Governar uma cidade significa administrar contradições”,
diz Wolfgang Nowak, diretor executivo da Alfred Herrhausen Society. “O Prêmio
Urban Age procura incentivar as pessoas a superarem as contradições e
trabalharem juntas para assumir a responsabilidade por suas cidades.”
A premiação tem por foco projetos que beneficiem comunidades
e residentes locais, com vistas ao aprimoramento de seus ambientes urbanos. A
finalidade é motivar cidadãos, formadores de políticas públicas, empresas
privadas e ONGs a assumirem um papel pró-ativo quanto ao futuro das cidades no
século 21, interagindo e ao mesmo tempo partilhando responsabilidades.
Fazem parte do juri os
seguintes brasileiros: Raí Souza Vieira de Oliveira, ex-jogador de futebol,
fundador e diretor da Fundação Gol de Letra; Tata Amaral, cineasta, diretora de
“Antonia” (2007); Lisette Lagnado, curadora-chefe da 27ª Bienal Internacional
de São Paulo; e o arquiteto Fernando de Mello Franco, da MMBB Arquitetos. Os
participantes internacionais são: o inglês Richard Burdett, dirigente do Urban
Age e professor sênior de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Economia de
Londres; o mexicano Enrique Norten, fundador do escritório TEN Arquitectos e
titular da cadeira Miller na Faculdade de Arquitetura da Universidade da
Pensilvânia; e o norte-americano Anthony Williams, ex-prefeito de Washington
D.C. e CEO da Primun Public Realty Trust.
Podem
ser inscritos projetos que se enquadrem nas seguintes categorias: moradia e
abrigo, locais de trabalho, infra-estrutura de transporte, espaço público,
saneamento e saúde, educação, cultura e outras iniciativas relevantes
relacionadas à regeneração urbana. O prêmio está aberto a indivíduos e
organizações envolvidos em projetos que
preencham
os requisitos de elegibilidade. Mais informações sobre o prêmio, clique aqui
Serviço
Prêmio
Deutsche Bank Urban Age
Endereço
eletrônico para baixar fichas de inscrição:
Clique aqui
Endereço
para enviar as fichas preenchidas: M.L.Rosa@lse.ac.uk
Endereço
para envio por correio:
Deutsche Bank Brazil
Att, Thais Bechir ou Francine Wey
Communications Office
Av. Faria Lima, 3.900 - 15º andar
Itaim
Bibi
Cep.
04538-132
São
Paulo - SP - Brasil
|