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05/07/10

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Promotoria Comunitária do Centro é instalada e promete ser um poderoso instrumento de encaminhamento de demandas

 

Renato Leary

Mesa presidida pelo procurador geral do Estado, Fernando Grella Vieira

Em evento realizado ontem (30/6), no Ministério Público, no auditório Queiroz Filho, foi lançada a Promotoria Comunitária do Centro, importante conquista da comunidade do Centro de São Paulo. Com a mesa presidida pelo procurador geral do Estado, Fernando Grella Vieira e com as presenças de seu assessor especial o promotor Augusto Eduardo de Souza Rossini, e o promotor Maximiliano Rosso, do ex-governador Cláudio Lembro, e dos vereadores Floriano Pesaro e Antonio Donato, representando a Câmara Municipal, além de representantes de outros organismos governamentais e lideranças comunitárias, todos se mostraram entusiasmados com esse novo e poderoso instrumento de encaminhamento de demandas às autoridades públicas.

Em seu discurso inicial, o procurador geral do Estado, Fernando Grella relembrou que a ideia da Promotoria Comunitária surgiu do trabalho realizado por promotores em Santo Amaro: “Os promotores da Zona Sul aproximaram o Ministério Público da comunidade, foram buscar soluções através do debate, ou seja, trabalharam longe de seus gabinetes e interagiram com os órgãos públicos”. Além do trabalho realizado na Zona Sul, já existem promotorias comunitárias em Guarulhos, São Simão e Ribeirão Preto.

Para Antonio de Souza Neto, o Toninho da Galeria, presidente do Conseg Centro e da Ação Local Paisandu, a implantação da Promotoria Comunitária do Centro é a realização de um sonho: “A Promotoria Comunitária é um caminho, uma esperança para aqueles que trabalham em favor do Centro. É a chance que temos de ter uma cidade melhor, articulada, realizar o nosso trabalho adequadamente”.

O Promotor Augusto Rossini fez uma explanação sobre a Promotoria Comunitária implantada em Santo Amaro: “Implantamos a Promotoria em 1994, e a média de homicídios na época era de 38 mil por ano, hoje, conseguimos reduzir em 90% esse número”. O promotor enfatizou a todo o momento que o trabalho do Ministério Público não é a repressão, mas sim a prevenção: “Em Santo Amaro, percebemos que não adianta apenas punir o criminoso, isso não diminui os índices de violência, mas a prevenção sim, descobrir o que gera os homicídios ajudou o nosso trabalho”.

Rossini também explicou que o trabalho da promotoria também é fruto da cooperação das Polícias Militar e Cívil, da subprefeitura e das organizações da comunidade: “Na Promotoria Comunitária tem que se encontrar o foco, e os promotores não devem se preocupar em apenas aplicar a lei, mas em serem pacificadores, receberem as demandas e dialogar com a comunidade”, finaliza.

O último a ter a palavra foi o vereador Antonio Donato, que enfatizou o trabalho complexo a ser realizado no Centro de São Paulo: “O maior trabalho a ser feito no Centro, é a construção do consenso, é saber lidar com as visões diferentes sobre o mesmo assunto, nossa região é totalmente diferente de qualquer outro bairro”, finaliza.
A próxima reunião da Promotoria Comunitária do Centro acontece no dia 28 de julho, no mesmo local e, de acordo com a pauta, o primeiro tema a ser discutido será a coleta e a varrição do lixo.

Também presente ao ato, o Superintendente da Associação Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida, entende que a Promotoria Comunitária do Centro pode contribuir efetivamente para o processo de recuperação da área. “Se a promotoria comunitária conseguir mediar as demandas dos diversos segmentos da comunidade local, que muitas vezes parecem ter interesses conflitantes, e encaminhar soluções dentro do aparelho estatal, onde também seus diversos organismos algumas vezes parecem não se entender, ela poderá se revelar, um poderoso instrumento para alavancar o processo de recuperação do Centro”, finaliza Ramos de Almeida.

 

 

 

 
 
   
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