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04/02/10

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Prefeitura lança programa que promete construir cerca de

2.500 moradias populares até 2013, no Centro

 

Flávio Moraes

Edifício Riachuelo, transformado, reúne 120 residências

Por Renata Cristina Pereira

 

Nesta quinta-feira (4/2), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assinou o decreto de desapropriação de 53 prédios que estão abandonados na região central para a construção de aproximadamente 2.500 unidades habitacionais. A medida faz parte do Programa de Habitação e Requalificação do Centro – Renova Centro, da Cohab, que promete investir 400 milhões, parte proveniente da própria Prefeitura e parte da Caixa Econômica Federal.

 

Segundo o presidente da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab), Ricardo Pereira Leite, 150 mil pessoas deixaram de morar no Centro nos últimos anos. “Isso gerou um grande problema, pois temos habitação onde não tem emprego e emprego onde não tem habitação.” O maior objetivo do projeto é trazer a população que se mudou para outras regiões para o Centro.

 

O programa foi iniciado em janeiro do ano passado, com a encomenda de uma pesquisa à Fundação para Pesquisa Ambiental (Fupam), instituição ligada à FAUUSP, para identificar edifícios desocupados no Centro. Os 53 desapropriados fazem parte de um grupo de prédios cuja reforma e adaptação para abrigar residências será mais fácil ou menos onerosa. Desses, por exemplo, 16% eram hotéis, 63% imóveis comerciais e 21% residenciais. A maioria está localizada nos distritos Sé e República, área que abriga 5 estações de metrô e três da CPTM, quatro terminais de ônibus e o Eexpresso Tiradentes.

 

Seleção

 

Os edifícios passaram por vistoria e por um estudo arquitetônico para analisar a viabilidade da reforma. Segundo Ricardo Pereira Leite, 50% dos prédios escolhidos são da década de 40. De acordo com os planos da Cohab, os apartamentos devem ter entre 30 e 65 m2 de área útil, custando de R$ 40 mil a R$ 170 mil. Cinco por cento das moradias serão apartamentos estúdios, 41% terão dois dormitórios e 54%, apenas um dormitório. Os prédios a serem desapropriados possuíam débitos de R$ 8 milhões de IPTU com a Prefeitura.

 

Ricardo Pereira Leite disse que a demanda de pessoas que ocuparão essas moradias deverá ser analisada com cuidado. “O ideal é conseguirmos atender ao máximo de demandas de todos os segmentos. Vamos levar em conta o local de trabalho, como por exemplo, os funcionários públicos que trabalham no Centro, e a terceira idade”, disse. As novas moradias serão destinadas a famílias com renda mensal de até 10 salários mínimos e deverão custar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil o m2.

 

O prefeito Gilberto Kassab elogiou o programa. “É um belíssimo projeto para a cidade e está inserido nas nossas políticas públicas de renovação e recuperação do Centro, com uma série de ações vinculadas a todas as secretarias. O mais importante para o Centro é fazer com que as pessoas voltem a morar aqui. E esse projeto beneficiará 2.500 famílias”, disse Kassab. O prefeito ainda afirmou que o programa deverá tornar o Centro uma nova área de investimento de mercado imobiliário.

 

Na ocasião, Ricardo Pereira Leite citou experiências que deram certo. Foi o caso do Edifício Riachuelo, entregue em março de 2008. Com estrutura de um prédio comercial, o edifício localizado na Rua Riachuelo passou por uma transformação para dar lugar a 120 residências com participação do Fundo Municipal da Habitação.

 

Casa dos artistas

 

Com as desapropriações, um dos edifícios será transformado em abrigo para artistas que estão na terceira idade e não têm onde ficar. A atriz Nicete Bruno esteve presente como representante do Sindicato dos Artistas para prestigiar o projeto.

 

“É um momento de entusiasmo e emoção. A cidade renovada amplia nossa esperança de melhores fomentos. Finalmente, um prédio para abrigar artistas que não mais estão exercendo a profissão, mas que ainda têm potencialidade para realizar um trabalho coletivo com jovens artistas e integrar à sociedade a sua vivência”, disse Nicete Bruno.

A Associação Viva o Centro, que sempre colocou a questão da moradia e do mix de estratos sociais como condição de recuperação da área central de São Paulo, recebeu muito bem essa iniciativa da Prefeitura.

 

“Com o retorno, nos últimos anos, de praticamente todas as secretarias municipais e estaduais para o Centro, a destinação desses prédios para moradia de funcionários públicos e terceira idade parece muito interessante”, avalia o superintendente da entidade, Marco Antonio Ramos de Almeida. “Deve estimular o setor imobiliário a investir mais na região, o que trará grande benefício ao processo de recuperação. É muito importante para o Centro.”

 

A Associação Viva o Centro, que sempre colocou a questão da moradia e do mix de estratos sociais como condição de recuperação da área central de São Paulo, recebeu muito bem essa iniciativa da Prefeitura.

 

“Com o retorno, nos últimos anos, de praticamente todas as secretarias municipais e estaduais para o Centro, a destinação desses prédios para moradia de funcionários públicos e terceira idade parece muito interessante”, avalia o superintendente da entidade, Marco Antonio Ramos de Almeida. “Deve estimular o setor imobiliário a investir mais na região, o que trará grande benefício ao processo de recuperação. É muito importante para o Centro.”

 

 
 
   
ASSOCIAÇÃO VIVA O CENTRO


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