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Por Thiago Soares de Oliveira
Na terça-feira (2/3), o subprefeito da Sé, cel. Nevoral Bucheroni, reuniu-se na sede da Viva o Centro com presidentes das Ações Locais. Na oportunidade divulgou seu plano de ação na SubSé, esclareceu dúvidas sobre seus projetos e garantiu que fará reuniões periódicas com as Ações Locais para promover melhorias em suas microrregiões.
O encontro teve início com a apresentação do subprefeito pelo superintendente da Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida, que explicou ao cel. Bucheroni como é o trabalho das Ações Locais: “A Associação Viva o Centro, que completa 19 anos neste 2010 e cujo objetivo não é outro senão a recuperação do Centro, dividiu a área em microrregiões e em cada uma estimula, desde 1995, a criação de uma Ação Local pela comunidade, para lutar por melhorias locais nas áreas de zeladoria urbana, defesa civil, segurança, proteção ambiental etc. Hoje temos operando no Centro 44 Ações Locais, com mais de 4 mil filiados, e uma série de outras em formação. No Centro, elas suprem a falta do Conselho de Representantes da Comunidade, previsto na Lei Orgânica do Município e que ainda não foi criado”.
Bucheroni, 60 anos, engenheiro civil formado pela FEI, coronel da PM e ex-subprefeito de Pinheiros, disse que assumiu o cargo na SubSé há apenas três meses e de imediato teve de se ocupar com as consequências das enchentes no Centro. “Por conta disso, ainda estou conhecendo a região e os seus problemas”, afirmou.
Interação com a comunidade
No contato com a comunidade, o subprefeito valorizou sua experiência, enquanto policial militar, no relacionamento com a população e reforçou a necessidade de interação cada vez maior entre as comunidades e os policiais: “Todas as comunidades devem conhecer os tenentes-coronéis de suas regiões, isso ajuda na prevenção de crimes, o que vai proporcionar mais qualidade da vida dos habitantes.” Bucheroni lembrou que a atitude da Polícia mudou muito nos últimos anos: “Tivemos um divisor de águas em 1998, depois do massacre na Favela Naval, em Diadema. Até então, os melhores policiais ficavam no gabinete, mas a partir desse triste episódio, os homens mais competentes passaram a sair à rua para interagir com a comunidade, combater o crime e defender a população.”
O Subprefeito sugeriu fazer reuniões periódicas para ouvir as reivindicações das Ações Locais |
Nessa época, o policiamento comunitário, experiência bem-sucedida em outras grandes cidades do mundo, começou a ser implantado no Brasil, segundo o subprefeito. “Tenentes-coronéis tiveram o privilégio de estudar no exterior o que é o policiamento comunitário, como funciona e reduz os índices de criminalidade. Eu mesmo fui a Paris, Los Angeles e Nova York para isso. Só não estive no Japão, berço da polícia comunitária no mundo. É essa experiência que trago para a SubSé.”
O problema do lixo
O cel. Bucheroni passou, então, a enumerar as batalhas que a SubSé vem travando, sendo a mais importante delas a limpeza da cidade. O subprefeito manifestou sua preocupação com a coleta do lixo no Centro e disse que sua equipe está 24h trabalhando para flagrar aqueles que colocam lixo na rua fora da hora permitida: “Conversei com as pessoas que estão situadas nos locais mais críticos em relação ao lixo e é necessário multar aqueles que descumprem a lei.” Outra ação adotada pela nova administração, foi acabar com a feira da madrugada no entorno do Mercado Municipal: “No fim da feira, o lixo era largado nas calçadas ou lançado no rio (Tamanduateí). A PM fez uma ação, em conjunto com a SubSé, e não mais acontece essa feira, que era irregular”.
Moradores de Rua
Problema muito citado pelos representantes das Ações Locais foi a condição de vida dos moradores de rua e o aumento de seu número nos últimos anos nas ruas do Centro. O subprefeito explicou que a solução do problema não deve se limitar ao tratamento: “Nós vamos tirar o morador da rua e tratá-lo, mas aonde ele vai morar? Essa é uma questão que está sendo estudada pela nossa administração. Um fato nos deu ainda mais motivação para isso: o aumento de moradores de rua que querem sair dessa situação”.
Comércio Ambulante
Cel. Bucheroni é um defensor do policiamento comunitário |
A SubSé, Secretaria da Segurança Pública e Polícia Militar se uniram no combate ao comércio ambulante irregular e, para ajudar, a Prefeitura teve a ideia de usar as folgas dos policiais no combate ao crime, remunerando-os para isso. Segundo o cel. Bucheroni, muitos PM´s, nas suas folgas, procuram ‘bicos’ para melhorar sua renda, mas muitas vezes esse trabalho contraria os princípios da corporação. “Com a permissão do prefeito Gilberto Kassab, esses homens que desejam trabalhar nas suas folgas, podem se inscrever nesse trabalho e combater o comércio ilegal, e claro, todos fardados e com a ajuda dos policiais que estão de plantão.”
Virada Cultural
A Virada Cultural acontecerá em maio, mas o subprefeito já trabalha em contato com a Secretaria Municipal da Cultura e outros órgãos para que os problemas que aconteceram em 2009 não se repitam: “Nós estamos estudando a possibilidade de contratar uma empresa para cuidar da limpeza da área no período da Virada Cultural. Ela seria responsável pela limpeza dois dias antes do evento, durante e também nos dois dias posteriores”.
Comunicação com a comunidade
O cel. Bucheroni mostrou-se bastante atencioso com as solicitações feitas pelos presidentes das Ações Locais, a ponto de ele próprio sugerir: “Proponho ao superintendente Marco Antonio que promova reuniões periódicas aqui na Viva o Centro, sem nenhuma formalidade, para que eu possa ouvir os presidentes das Ações Locais e procurar soluções para os problemas apontados. Mais: eu gostaria de retornar aqui, depois, e dar satisfação de todas as questões discutidas.”
Ao final, os presidentes das Ações Locais puderam não só dizer de viva voz ao subprefeito os problemas que afligem suas microrregiões como entregar-lhe por escrito as demandas. Entre estas, as mais frequentes são: limpeza de ruas e praças, melhorias na iluminação pública e mais policiamento, solução para a questão dos moradores de rua, reparos em calçadas esburacadas, combate a camelôs que impedem a circulação de pedestres exibindo mostruários de filmes pornográficos, mais agilidade no processo de adoção de praças públicas por empresas, o fim da feira do rolo na Praça Pedro Lessa, ocupação irregular de calçadas e calçadão por restaurantes, ordenação e fiscalização do estacionamento de motos na via pública etc.
O cel. Bucheroni recebeu todas as demandas com simpatia e deixou nos presentes uma ótima impressão por sua vontade de trabalhar e receptividade.
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ASSOCIAÇÃO VIVA O CENTRO
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