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Prefeitura
decide
criar
uma
Praça
das
Artes
englobando
o
Conservatório
Dramático
e
Musical
de
São
Paulo
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Fabio
Mattos

Prefeitura propõe transformar
quarteirão do Conservatório em pólo cultural Praça das Artes
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Com o processo de requalificação do Centro de São Paulo em andamento,
surge mais um projeto com o objetivo de dar uma nova vida a logradouros, prédios e
equipamentos instalados na área central. Prefeitura
decide pela criação de uma “Praça das Artes” no quarteirão entre a Avenida São João e
as ruas Formosa e Conselheiro Crispiniano. O projeto apresentado pelo poder
executivo tem como principal objetivo dar um novo uso ao prédio do
Conservatório Dramático e Musical, que chega quase inoperante aos cem anos
neste 2006.
Tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico,
Artístico e Turístico (Condephaat), o prédio – hoje nas mãos da fundação que
administra o conservatório – após ser desapropriado pela Prefeitura sofreria uma
grande reforma para então receber a Escola Municipal de Música e o Balé da
Cidade, que seriam instalados no lugar. Em seus tempos áureos passaram pelo
conservatório alunos como Mário de Andrade e Camargo Guarnieri, quando o prédio
abrigava 25 salas de aula, um auditório com 400 poltronas e uma biblioteca de
19 mil livros, muitos deles raros.
No entorno do equipamento outros prédios também estariam na lista de
desapropriações, como é o caso do Cine Saci, um cinema pornô que fica ao lado
do Conservatório. No lugar do cinema, o projeto, elaborado pelo arquiteto
Marcos Cartum, prevê a construção de um anexo onde seria criado o “Centro de
Documentação Artística”. O lugar, além de conter um vasto acervo do balé e do conservatório,
funcionaria como uma espécie de extensão do Teatro Municipal, com salas de
ensaio para a Orquestra Sinfônica Municipal, o Coral Lírico e o Coral
Paulistano, o que poderá dar maior fluxo à programação do teatro.
A proposta, encabeçada pela Secretária Municipal de Cultura, contempla
ainda a recuperação de um espaço arborizado existente nos fundos do
conservatório, a construção de uma galeria para exposições e de uma garagem
subterrânea na Rua Conselheiro Crispiniano, reivindicação antiga dos
freqüentadores do Teatro Municipal. A expectativa é de o projeto “Praça das
Artes” saia do papel em
dois anos. Hoje a obra estaria orçada em R$ 7,5 milhões, a
serem pagos com recursos de um convênio da Prefeitura com a Comunidade Européia
e com o empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a
requalificação do Centro.
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