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de
Referência
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Redonda
Mesa-Redonda
Microacessibilidade
e
Articulação
de Afinidades
na Área
Central
Circulação
e transporte
eficiente
como
indutores
da requalificação
do Centro
Com
4,4
km2,
correspondentes
a 0,5%
da área
urbanizada
do Município,
e uma
grande
diversidade
funcional
e simbólica,
o Centro
de São
Paulo
— distritos
Sé e
República
— não
dispõe
de um
eficiente
sistema
de microacessibilidade
(circulação
e transporte
locais)
que
permita
a articulação
dessas
funções,
favorecendo
o pleno
usufruto
dos
serviços,
equipamentos
culturais,
espaços
públicos,
patrimônio
histórico
e demais
atrações
que
oferece.
Atualmente
o transporte
nesta
região,
caracterizado
pelo
alto
fluxo
de veículos
de passagem,
é composto
de diversos
modais
como
o táxi,
o ônibus,
o metrô,
o helicóptero,
a bicicleta
e, até
mesmo,
o ato
de caminhar,
que
não
se articulam
eficientemente.
O
transporte
por
meio
de táxi
é
restrito
a determinadas
camadas
da população,
sendo
anti-
econômico
para
pequenas
distâncias
e de
custo
elevado
nos
grandes
deslocamentos.
Em que
pese
a vantagem
de proporcionar
atendimento
personalizado
ao usuário
(ponto
a ponto),
por
ser
um transporte
individual
(1,
2 a
1,5
pax/veículo)
apresenta
baixos
níveis
de ocupação,
o que
singifica
maior
saturação
viária
à medida
em que
sua
utilização
aumente.
O
transporte
coletivo
por
ônibus
apresenta
baixo
nível
de conforto,
incorre
em altos
níveis
de ocupação
do veículo
e está
sujeito
a atrasos.
Tem
a vantagem
de maximizar
a ocupação
do leito
viário
em se
tratando
do volume
de passageiros
transportados/veículo
(entre
80 a
200
pax/veículo)
e apresentar
tarifas
relativamente
baixas.
O
transporte
metroviário
(alta
capacidade
e confiabilidade)
tem
sido
aclamado
pela
população
como
o meio
ideal
como
alternativa
ao transporte
individual.
Entretanto,
o custo
elevado
para
sua
implantação,
notadamente
em áreas
já urbanizadas,
como
é o
caso
do Centro
(trechos
subterrâneos/elevados),
não
favorece
a densificação
da malha
metroviária
na área
central.
A
frota
de helicópteros
que
circula
em São
Paulo,
embora
seja
apontada
como
a terceira
do mundo
(atrás
apenas
das
de Tóquio
e Nova
York),
é restrita
às elites
e carece
de infra-estrutura
aeroportuária
adequada
que
permita
sua
ampla
utilização,
sobretudo
em áreas
congestionadas
(também
no que
diz
respeito
ao espaço
aéreo)
como
o Centro.
Seu
emprego
agiliza
os deslocamentos
executivos
entre
aeroportos/centros
regionais
e os
escritórios
situados
no Centro
de São
Paulo,
além
de atender
a emergências
médicas,
policiais
e outras
finalidades.
O
tráfego
de bicicletas
na área
central,
relativamente
plana,
é
dificultado
pelo
grande
fluxo
de veículos
e pedestres
e pela
falta
de infra-estrutura
apropriada
(ciclovias/bicicletários).
Sua
utilização
a partir
de “portais”
de entrada
e de
estacionamentos
adequadamente
localizados
pode
se revelar
promissora.
O
ato
de caminhar,
o mais
empregado
na área
central,
não
deveria
ser
compulsório,
congestionando
calçadas
e vias
de pedestres,
prejudicando
a convivência
nos
espaços
públicos
e o
usufruto
dos
equipamentos
de comércio,
serviços
e lazer
ali
implantados.
Boa
parte
dos
2 milhões
de pessoas
que
circulam
diariamente
na região
central
o faz
a pé.
Esse
número
excessivo
de pedestres
já é
um indicador
da ineficiência
do sistema
de transporte
no Centro.
O ato
de caminhar
poderia
ser
condicionado
não
somente
aos
deslocamentos
entre
os terminais
e estacionamentos
e os
locais
de trabalho,
ou destino,
mas
também
à circulação
pura
e simples
(passear/flanar)
pelas
vias
do Centro,
em distâncias
compatíveis
(até
500m).
É
evidente
a necessidade
de oferecer,
a
essa
população
que
se movimenta
maciçamente
a pé,
a possibilidade
de uso
de um
sistema
local
de transporte
agradável,
seguro
e eficiente
(VLT/
“people-mover”/etc.)
rumo
ao destino
pretendido
ou como
passeio.
Esse
sistema
deve
ser
atraente
a esse
público
alvo,
de baixo
preço,
confortável
e de
mínimos
riscos
à integridade
física
dos
usuários.
Um sistema
que
evoque
o valor
simbólico
do Centro
e, ao
mesmo
tempo,
a modernidade
e a
funcionalidade
que
todos
esperam
ali
encontrar.
Um
sistema
de microacessibilidade
adequado
para
o Centro
de São
Paulo
deverá
atender
às seguintes
exigências:
1.
Ordenação
do tráfego:
A implantação
de uma
rede
local
de transporte
deve
possibilitar
o estabelecimento
de “portais”
de entrada
e de
estacionamento
nos
principais
acessos
ao Centro,
onde
permaneceriam
os automóveis
particulares
que
deixariam,
em parte,
de circular
na área;
2.
Articulação
das
funções
centrais:
O sistema
deve
possibilitar
acesso
rápido
e direto
aos
pontos
com
grande
poder
de atração
de viagens
a partir
dos
portais
de acesso/estacionamento
(ver
o mapa)
e, por
tratar-se
de uma
rede
de segmentos
curtos,
permitir
variadas
combinações
de trajeto
visando
ao uso
mais
intenso
e articulado
da região;
3.
Compatibilidade
com
o meio
ambiente:
Deve
empregar
sistemas
de propulsão
pouco
poluentes,
contribuindo
assim
para
a redução
dos
índices
de monóxido
de carbono
e de
ruído
na área;
4.
Melhoria
da mobilidade:
Dispensando
calhas
ou faixas
segregadas,
os veículos
do sistema
devem
deslocar-se
em velocidades
compatíveis
com
os tipos
de via
em que
venham
a circular,
de modo
a não
prejudicar
o tráfego
nem
a segurança
de pedestres.
Assim,
ao circular
pelas
grandes
avenidas
ou por
vias
secundárias,
deverão
manter
posicionamento
e velocidades
médias
adequados.
Em vias
de pedestres,
deverão
manter
baixas
velocidades,
não
conflitando
com
os transeuntes
nos
calçadões;
5.
Atrativo
turístico:
Ao interligar
os principais
pólos
culturais
e de
interesse
histórico
e por
constituir-se
em meio
de transporte
agradável
e propício
à visualização
do Centro,
o sistema
deve
atrair
e atender
também
à demanda
turística
e ser
percebido
como
marca
da região;
6.
Reforço
da multifuncionalidade
e consolidação
do processo
de recuperação
do Centro:
O sistema
deve
ter
o papel
de indutor
de novas
atividades
e investimentos
na região
— para
a qual
atrairia
mais
usuários,
moradores
e visitantes
— ao
assegurar
mobilidade
e acesso
a qualquer
ponto
do Centro
com
rapidez,
confiabilidade
e segurança,
além
de ordenar
o uso
viário
e constituir-se
em fator
de animação
urbana;
7.
Integração
dos
sistemas
de transporte:
O sistema
deve
ajudar
a reduzir
o grande
contingente
de pedestres
que
se desloca
entre
os terminais
de ônibus,
estações
ferroviárias
e de
metrô
(ver
mapa)
para
as conexões
de transporte,
dessa
forma
contribuindo
decisivamente
para
descongestionar
as calçadas
e vias
de pedestres
e para
melhorar
as condições
gerais
de acesso,
circulação
e estacionamento
em todo
o Centro;
8.
Integração
urbana
pela
confiabilidade
e fácil
percepção
(apropriação)
dos
percursos:
O atendimento
oferecido
pelo
sistema,
por
ser
de caráter
permanente
e de
fácil
percepção
e apropriação
pela
população,
deve
tornar-se
um referencial
urbano
e servir
como
elemento
integrador
das
diferentes
microrregiões
do Centro;
9.
Modernidade:
O sistema
deve
ser
elemento
de modernidade
numa
área
histórica,
valorizando
pelo
contraste
o antigo,
mas
sinalizando
que
a área
central
está
inserida
na contemporaneidade
e preparada
para
o futuro;
10.
Mais
segurança:
A
presença
física
do sistema,
marcada
pela
constância
e regularidade
dos
veículos
e pelo
fluxo
permanente
de usuários,
deve
ser
um importante
indutor
de sensação
de segurança.
Além
disso,
o sistema
deve
favorecer
o desenvolvimento
de um
plano
de segurança
específico
para
o Centro,
podendo
maximizar
a presença
de agentes
de segurança
em toda
a região.
Concluindo,
um sistema
de transporte
público
eficaz,
confiável,
confortável
e atraente,
interligando
os pontos
de atração
e os
“portais”
de acesso
e estacionamento,
apresenta-se
como
instrumento
indispensável
à recuperação
urbana,
funcional
e ambiental
do Centro.
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