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A
Câmara Municipal de São Paulo começou a
trabalhar em 1560, seis anos depois da fundação
do Colégio dos Jesuítas, fato que marcou
a fundação de São Paulo. Ela também era
conhecida (como as demais Câmaras que foram
criando com as cidades) de "Casa do
Conselho".
Em 18 de setembro de
1828 foi criado o Supremo Tribunal de Justiça,
tirando assim as funções judiciais e carcerárias
da Câmara. Surgiram as "casas de correição',
as "penitenciárias" as "delegacias
de polícia" e as "milícias provincianas".
A
figura do Prefeito no Brasil suergiu em
medos de 1897, que veio dividir com a Câmara
Municipal a administração da Cidade. A Proclamação
da República alterou uma vez mais as funções
das Câmaras Municipais. Houve a centralização
do Poder e a autonomia dos municípios ficou
ainda mais reduzida. O poder Executivo Federal
tudo podia e essa situação atravessou o
Brasil-Império e o Brasil-República.
O
desfecho dramático na história da Câmara
Municipal de São Paulo, como nas demais
Câmaras do País, foi registrado em 11 de
novembro de 1930, através do Decreto nº
1938. O governo revolucionário de Getúlio
Vargas dissolvia as Câmaras Municipais,
o Congresso Nacional e as Assembléias Provinciais.
Aquela
situação para as Câmaras Municipais durou
cino anos até que no dia 16 de de dezembro
de 1935 foi promulgada a Lei nº 2484 que
criou a Lei Orgânica dos Municípios. Isso
significou uma nova regra de funcionamento
das Câmaras, estabelecendo seus limites
de ações e disciplinando suas atividades.
Se a nova Lei era uma esperança de maior
independência das cidades, a alegria durou
pouco. A Câmara Municipal de São Paulo funcionou
por um breve período (1936/1937); sendo
novamente fechada pelo governo do Estado
Novo.
Quase
dez anos se passaram quando a Assembléia
Constituinte promulgou a Constituiçãode
1946. No ano seguinte, realizaram-se eleições
e no dia 1º de janeiro de 1948, numa solenidade
emocionante, 45 Vereadores tomaram posse
na Câmara de São Paulo. Constituindo-se
a Primeira Legislatura no período de 1948
a 1951. A nova Casa de Leis da Cidade funcionava
no prédio alugado de nome Palacetes Prates,
na Rua Libero Badaró.
Na
história da Câmara Municipal de São Paulo
registra-se mais um fato importante no dia
24 de janeiro de 1967 quando a Constituição
da República Federativa do Brasil, através
da Emenda Constitucional nº 1, de17 de outubro
de 1969, reduziu o número de vereadores
de 45 para 21.
Dois
anos após essa medida, a Câmara Municipal
mudou-se para o Palácio Anchieta, um prédio
de 13 andares no Viaduto Jacareí, onde permanece
até hoje a sede do Legislativo Paulistano.
Em 1980, o Congresso Nacional edita nova
Emenda Constitucional que prorroga o tempo
de mandato dos Vereadores por dois anos
(para coincidir com as eleições gerais)
e aumenta o número de 21 a 33 parlamentares.
O mandato foi fixado, excepcionalmente,
em seis anos para a 9º Legislatura (1982
a 1988).
A
10º Legislatura da Câmara Municipal de São
Paulo (1989 a 1992) foi marcada por outra
importante mudança feita pelo Tribunal Regional
Eleitoral: de 33 Vereadores passou-se a
53, quando o limite constitucional era de
55. A alteração deveu-se ao número de eleitores
da Cidade. Desde a 11º Legislatura -
1993 a 1996 - São Paulo conta com 55 Vereadores
devido ao número de habitantes registrado
no censo demográfico e observando o limite
estabelecido pela Constituição Federal de
5 de outubro de 1998.
A
Câmara tem um serviço de atendimento ao
cidadão para orientação sobre direitos garantidos
por lei, principalmente sobre legislação
municipal e cidadania. Este serviço funciona
de 2ª a 6ª feira, das 9h às 18h, no andar
térreo da Câmara.
A
Biblioteca possui legislação municipal desde
1869, Atas da CMSP desde 1562, Anais da
CMSP desde 1887, dados sobre Vereadores
desde 1892, livros e revistas com ênfase
nas áreas de direito, administração pública,
finanças, contabilidade e sobre a cidade
de São Paulo.
2º
andar do prédio da Câmara.
Atendimento:
2ª a 6ª, das 10h às 18h30
Tel.:
(11) 3396-4331/4414
e-mail:biblioteca@camara.sp.gov.br
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