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Já no início do século XX, o Brás definia-se como centro operário e industrial, estando a Várzea do Carmo, que o separava do Centro, desocupada devido às inundações anuais. Em 1914 o então prefeito Washington Luís iniciou um plano de revitalização da área, que incluiu a canalização do rio Tamanduateí e a construção de um parque (que recebeu o nome D. Pedro II em homenagem ao traslado dos restos mortais do imperador para o Brasil).
Projetado por Domiziano Rossi, com a colaboração dos arquitetos Ramos de Azevedo e Ricardo Severo, o Palácio das Indústrias foi construído em seguida, em um terreno cedido pela Prefeitura com recursos vindos das ferrovias estaduais.
Destinado originalmente a abrigar exposições agrícolas, industriais e comerciais, foi construído por iniciativa da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas do Estado. Suas instalações, distribuídas em um pavilhão central com vários pavimentos, torres, alas e jardins interligados por galerias, abrigariam museus, salas para exposições, conferências e festas e, ainda, laboratórios e setor administrativo.
A construção, em estilo eclético marcadamente florentino, foi iniciada em 1911 e concluída em 1924, tornando-se, com o tempo, sede de serviços públicos e administrativos. Em 1947, foi cedido à Assembléia Legislativa, período em que os pavilhões foram descaracterizados, através de reformas e na década de 70 foi sede da Secretaria de Segurança Pública. Tombado pelo Condephaat em 1982 e restaurado com projeto da arquiteta Lina Bo Bardi é, desde 1992, sede da Prefeitura Municipal de São Paulo.
O Parque D. Pedro II, que envolve o palácio e outras construções, infelizmente está bastante deteriorado e descuidado, sendo a região do entorno do canalizado rio Tamaduateí muito barulhenta – devido ao grande movimento de veículos – e caótica.
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