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O Mercado Municipal
começou a ser construido em 1928 e foi inaugurado em 1933, realizado pelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo, e é um dos edifícios mais representativos do período do café, havendo, na época, conexão com as vias férreas próximas e linhas de bonde.
O edifício, em estilo neoclássico, tem cerca de 15m de pé direito, colunas, abóbadas e 55 vitrais em estilo gótico, cujos vidros foram importados da Alemanha. Estes retratam cenas da produção agrícola e pecuária do interior paulista e foram feitos pelo artista russo Conrado Sorgenicht Filho, que percorreu sítios, granjas e fazendas, coletando informações.
Permanece um importante centro de abastecimento e lazer, com grande variedade de produtos, desde hortifrutigranjeiros até algumas especiarias que só podem mesmo ser encontradas lá, como infinitas variedades de temperos e especiarias a granel.
Na primeira grande
reforma em 71 anos, a restauração requalificou o Mercadão e ao mesmo tempo
preservou integramente o projeto original de Ramos de Azevedo. Com esta
restauração o Mercado ganhou restaurantes, sala de eventos e novos espaços
funcionais.
O projeto de reforma e readequação arquitetônica, assinado pelo arquiteto Pedro
Paulo de Mello Saraiva, tornou o Mercado mais acolhedor e versátil: o prédio
ganhou um piso mezanino de dois mil metros quadrados, que deu lugar a
restaurantes e suas praças de alimentação. Além disso foi construída uma grande
área no subsolo, com banheiros, fraldários e vestiário, para melhor acesso de
visitantes e funcionários a esses serviços.
As obras do Mercado Municipal fazem parte do Programa de Requalificação do
Centro de São Paulo, que é financiado pelo Banco Internacional de
Desenvolvimento (BID), que participou com investimento de U$ 100 milhões, e pela
Prefeitura de São Paulo. Pelo acordo com BID, a administração municipal entrou
com uma contrapartida de U$$ 60 milhões.
O edifício possui 12.600m2 de área construída, abriga 1.600 funcionários, que
movimentam 350 toneladas de alimentos por dia em seus 291 boxes, e recebe uma
média diária de 14 mil visitantes. O Mercadão, como é conhecido popularmente, é
vizinho do palácio das Indústrias (antiga sede da Prefeitura) e foi projetado em
estilo eclético pelo arquiteto Francisco Ramos de Azevedo em 1926 e inaugurado
em 1933.
As obras da restauração tornaram-se uma atração à parte dentro do Mercadão.
Contrariando as expectativas dos responsáveis pela restauração, o numero de
visitantes aumentou com o inicio das obras. “Muitos queriam saber o que estava
sendo feito e como seria a recuperação do Mercado”. A complicação de executar
restauros dentro de um espaço em atividade foi totalmente recompensada pela
experiência rica de trabalhar em um organismo vivo. Vale mencionar que todo o
trabalho teve acompanhamento do Departamento de Patrimônio Histórico (DHP) da
Prefeitura.
A iluminação foi tratada a parte. Um projeto de luminotécnica foi elaborado para
melhorar os níveis de iluminação e, ao mesmo tempo valorizar os aspectos
arquitetônicos internos e externos do Mercado. A empresa contratada é a mesma
que projetou a atual iluminação do Coliseu, em Roma, e do Arco do Triunfo, em
Paris.
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