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O museu de Arte Sacra de São Paulo
foi criado e é mantido graças a um convênio estabelecido entre a Miltra Arquiodiocesana
de São Paulo e o Governo do Estado de São Paulo. Este significativo conjunto de
obras foi composto, desde o início deste século, a partir da criteriosa e ao
mesmo tempo ousada coleta de peças organizada pelo primeiro arcebispo de São
Paulo, Dom Duarte Leopolso e Silva, e ampliou-se progressivamente, graças à
política de aquisições estabelecida pelo Governo do Estado de São Paulo, na década
de 70.
Detém um conjunto de cerca de 4.000
peças, provenientes das principais igrejas e das mais recônditas capelas do
Estado de São Paulo e do Brasil, abrangendo o período que se estende do século
XVI chegando até os nossos dias.
As coleções compreendem imaginária
sacra, prataria e ourivesaria religiosas, pintura, mobiliário, retábulos,
altares, vestimentas sacras e livros litúrgicos raros. Enfim, uma preciosa
coleção que ostenta obras de autores exponenciais, destacando-se entre eles
Antonio Francisco Lisboa, o "Aleijadinho" (1730 - 1814), Frei
Agostinho da Piedade (1580 - 1661), Frei Agostinho de Jesus (1600 ou 1610 -
1661), Manuel da Costa Athayde (1762 - 1830), Padre Jesuíno do Monte Carmelo
(1764 - 1819), entre outros tantos anônimos cuja produção artística não visava
o renome, mas voltava-se apenas ao culto divino.
Possui ainda, em seu acervo, duas
vertentes tipológicas: O Museu dos Presépios, com cerca de 190 singulares
conjuntos presepistas, oriundos de diferentes países e regiões do Brasil e produzidos
em técnicas divesificadas, numa trajetória secular que perpassa desde o
Presépio Napolitano, com 1.500 peças, um dos últimos conjuntos do gênero
remanescentes no mundo, até excêntricas configurações natalinas de nossos dias.
Também a Coleção de Numismática
composta por 9.000 peças, que abrange moedas do período colonial e medalhas pontifícias.
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