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Antigo Largo de Piques, é considerado como a praça mais bem projetada da cidade e foi, no século passado, um local muito movimentado. Ponto de concentração de tropeiros que chegavam à cidade vindos de vários pontos do estado, era apenas um barranco quando Daniel Pedro Müller, em 1814, projetou um obelisco – Pirâmide de Piques –, construído em colaboração com o pedreiro Mestre Vicentinho, para homenagear o triunvirato que governava a cidade.
Mais tarde, construíram também o Chafariz de Piques, que servia como reservatório de água, no qual os tropeiros, transportando os mais variados tipos de mercadorias, faziam ponto de parada obrigatória com o fim de se abastecerem. Ao longo do século XIX, foi um dos pontos mais movimentados de São Paulo, para onde todos os caminhos convergiam.
O Chafariz da Memória foi extinto em 1872 mas, em 1919, Washington Luís, para as comemorações do Centenário da Independência, contratou Victor Dubugras que projetou, em estilo neocolonial, a reforma do Largo, valorizando o obelisco e introduzindo um novo chafariz, em frente ao muro. Foram pintados azulejos retratando cenas antigas e as escadas receberam características "art-nouveau".
Constante
alvo de depedrações e vandalismo, a ladeira
da memória foi reformada por mais de uma
vez, mas sem manutenções a região voltou
a ser deteriorada.
Em
2005 voltou a ser reformada, por uma parceria
do Departamento de Patrimônio Histórico
do Munícipio (DPH) e a Cia. Brasileira de
Alumínio - CBA, do grupo Votorantim.
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