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Praça Dr. João Mendes começou a ser formada pelos idos de 1756, quando a
Irmandade de N. S. da Conceição e São Gonçalo Garcia escolheu o local para a
construção de uma capela. Em 1757 já existia um pequeno pátio defronte da mesma
capela que recebeu o primitivo nome de Campo ou Largo de São Gonçalo. No ano de
1791, era inaugurado nesse mesmo Largo o novo edifício da Câmara Municipal de
São Paulo que, também, abrigava a cadeia (a cadeia localizava-se no mesmo
prédio da Câmara). Por conta disso, a população também chamava o Largo de São
Gonçalo de Largo da Cadeia e Largo Municipal. Entre finais do século XIX e
início do século XX, vários prédios foram demolidos, ampliando sobremaneira o
espaço do antigo Largo que, a partir de então, incorporou trechos das antigas
Ruas da Cadeia e do Teatro (desaparecidas com a reforma urbana). No dia 29 de
Novembro de 1898, através da Resolução nº 102, o mesmo logradouro foi
oficializado como Praça Dr. João Mendes. O Dr. João Mendes de Almeida nasceu em Caxias, Estado do
Maranhão, aos 22/05/1831 e faleceu em São Paulo no dia 16/10/1898. Iniciando
seu curso superior na Faculdade de Direito de Olinda, transferiu-se depois para
São Paulo, onde bacharelou-se no ano ano de 1853. Em seguida, exerceu por um
curto período o cargo de Juiz em Jundiaí e, também, na capital até 1858, quando
abandonou a magistratura para se dedicar à política. Ingressando no Partido
Conservador, foi um dos seus chefes e pelo qual, de 1859 a 1878, foi sucessivas
vezes eleito deputado, ora da antiga Província de São Paulo, ora nacional.
Apesar de monarquista convicto, trabalhou intensamente para a libertação dos
escravos no Brasil. Foi o principal redator da Lei do Ventre Livre, a qual
defendeu através de inúmeros artigos publicados na imprensa. É dele também o
projeto da Reforma Judiciária, convertida em Lei no ano de 1871. Além de sua
atuação na advocacia, magistratura, jurispudência e na política, João Mendes
escreveu textos históricos e foi um atuante membro da imprensa. Em São Paulo, fundou
e dirigiu os seguintes jornais: "A Lei", "A Opinião
Conservadora", "A Ordem", "A Autoridade", "A
Sentinela" e "A Sentinela Monaquista". Colaborou também no
"Diário de São Paulo" e no "Jornal do Comércio" do Rio de
Janeiro.
Foram três anos, mas compensou: a
delicada escultura em bronze criada pelo artista Ricardo Cipicchia para a Praça
João Mendes, voltou ao seu lugar. Retornou ao espaço público a composição
formada por dois garotos, um engraxate e um jornaleiro, contando a féria do
dia. A escultura pertence a um conjunto de obras que o DPH está devolvendo à
cidade, restauradas, neste ano.
Tudo começou há seis anos, em fevereiro de
2002, quando um forte temporal derrubou a escultura, que por pouco não foi
carregada por dois carroceiros e que, encontrada por funcionários do Fórum João
Mendes, foi por eles recolhida e entregue à Subprefeitura da Sé.
Dados sobre a escultura
“Contando a Féria”
Bronze de 1,50m x 1,0m x 0,60m
Ricardo Cipicchia (Roma, 1885-São Paulo,1969)
Adquirida pela Prefeitura de São Paulo no início dos anos 1950
2002, sofre tentativa de furto
2007, é restaurada
2008, retorna à Praça João Mendes
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