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Da fusão de dois grandes bancos europeus – a Banca Commerciale Italiana e a Banque de Paris et des Pays-bas –, que se uniram para formar, em Paris, uma nova instituição financeira, surgiu em 1910 a Banque Française et Italienne pour L'Amerique du Sud – o antigo Banco Francês e Italiano –, cujo objetivo era desenvolver o intercâmbio econômico entre os países europeus e a América do Sul.
O edifício da sede do banco no centro de São Paulo, em estilo eclético, é de 1919, de autoria de Giulio Micheli. A rede de agências do banco se formou inicialmente no interior do estado, obedecendo uma política orientada em direção ao café e à agricultura nacionais. Na década de 30, torna-se o banco estrangeiro com a maior rede de agências no País.
Com o início da Segunda Guerra Mundial, um decreto do governo estabelece a nacionalização dos bancos estrangeiros que atuavam no Brasil, com exceção dos bancos dos países americanos. Com isso, o Banco Francês e Italiano para a América do Sul é obrigado a liquidar suas atividades depois de 32 anos de atuação.
O Sudameris, fruto deste processo, mantém sua sede no mesmo edifício até hoje que, tombado, ainda tem conservados alguns elementos originais do início do século passado, como os vitrais. Trata-se de um dos edifícios mais típicos do centro bancário de São Paulo e representa a presença do imigrante italiano em meio à grande massa de trabalhadores. Uma das curiosidades que merecem ser vistas neste edifício é o cofre de "depósito noturno". Num tempo em que não existiam caixas eletrônicos, o dinheiro era depositado numa portinha fixada na parede do banco, de frente para a rua.
Atualmetne o Sudameris foi adquirido pelo
HSBC Bank Brasil S. A Banco Múltiplo.
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