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A Fraternidade do Rosário, formada por escravos e negros pobres, formou-se no início do séc. XVIII e construiu, com esmolas e muito sacrifício, a sua primeira igreja no Largo do Rosário. A igreja passou a ser ponto de encontro da comunidade negra paulistana, sendo freqüentes as solenidades religiosas de influência africana e as festas onde os escravos alforriados dançavam ao ritmo dos atabaques.
Quando do acelerado desenvolvimento do centro urbano de São Paulo, o núcleo primitivo começou a passar por transformações que incluíram demolição da igreja para o aumento do Largo, que daria origem à atual Praça Antônio Prado.
Demolida a antiga igreja, foi escolhido o Largo do Paissandu – situado na parte nova da cidade, então em expansão – como local a ser erguido o novo templo da irmandade, inaugurado em 1906. A Igreja N. Sra. do Rosário dos Homens Pretos é, provavelmente, a primeira das igrejas paulistanas construída em estilo neo-românico, inaugurando uma nova fase nas construções religiosas da cidade. Guarda ainda, em seu interior, restos de antigas talhas e imagens do templo desaparecido.
A Igreja é ornada com belos vitrais vindos de Portugal, um localizado no altar principal e os outros onze vitrais menores nas laterais. Ao lado da igreja pode-se ver a estátua da Mãe Preta, de Júlio Guerra, uma homenagem às antigas mães de leite e, por extensão, à população afro-brasileira. Missas:
- 1a. 5a.f do Mês: Devoção a Santa Edwiges – Protetora dos Pobres: Missa 7h30, 8h30, 9h30, 12h, 15h, 18h
- dias 16: Missa para os Enfermos: 15h
- 1o. Dom. do Mês: após missa das 7h30: distribuição do "Bentinho"
- dias 5: Missa 8h30: Louvor à São Benedito
- dias 13: Benção de Sto. Antônio com distribuição de pãezinhos bentos nas missas das 7h30, 8h30 e 9h30
- 2as.f: Missa pelas almas: 8h
- 1a. 6a.f do Mês: Missa com a Benção solene do Santíssimo: 18h
- 4as.: Devoção à Maria Santíssima: 19h – Novena do Perpétuo socorro
- todos os dias: confissões e bênçãos: 8h30 às 11h30
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